28 fevereiro 2017

Para já, é mesmo só isto:


Não ligo nada ao Carnaval (sim, sou uma carioca da treta), está um frio que não se pode, só me apetece estar em casa a descansar, a ler, a ver filmes e séries... Tão bom! :)

Entretanto na sexta-feira finalmente decidi-me a fazer o meu primeiro peeling com ácido (farei post em breve com os detalhes) e não tenho autorização para sair nos próximos dias (não posso apanhar sol, fiz um ácido a 35% e doeu como o caraças). Diz que é uma espécie de máscara carnavalesca (mas em bom, que o rosto está divinal!) e eu cá vou é aproveitar estes dias caseiros para preparar o closet para a Primavera (arrumar os casacos mais pesados - sim, sou uma optimista) e talvez fazer umas comprinhas que as lojas estão cheias de coisas giras (e folhos, folharecos por todos os lados - a minha tentação!). Pelo meio espero ainda dar uma 'geral' ao apartamento e deixar tudo brilhando. A ver vamos :)
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24 fevereiro 2017

Preciso partilhar essa dica! #2

Como sabem, a minha irmã fez anos no início do mês e organizámos uma pequena reunião no restaurante preferido dela, só para familiares e amigos do colégio. Encomendamos um bolo personalizado na pastelaria do costume mas não estávamos com ideias de fazer doces para a festa. Até que recebi uma mensagem no facebook de uma colega que não vejo há alguns anos (trabalhamos juntas num call center, velhos tempos!) e ela dizia que estava dedicada a fazer bolos, doces e... bombocas de chocolate, com recheio à escolha. Faltavam três dias para os anos da Vi e pensei: "olha que boa ideia, a miúda é louca por bombocas, é um doce que toda a gente gosta... e ainda revejo a minha colega!".

Ela faz bombocas de todos os sabores possíveis e imaginários (e está aberta a sugestões) e pediu-me que escolhesse os que a Vi gostava. Escolhi os recheios de: nutella (um clássico), nutella com bolacha Maria (inventei), bolacha Oreo, doce de leite, doce de coco, morango em creme (também há a opção da fruta) e chocolate preto com uva. Como não éramos muitos, pedi 100 bombocas, 50 com cobertura de chocolate branco e 50 com cobertura de chocolate ao leite e foi tudo entregue à porta do restaurante, na hora combinada. As bombocas vinham em forminhas de papel mas essas da fotografia foram as poucas que sobraram da festa e já vinham sem papel :D 

Recheio de Nutella... delícia! As bombocas são totalmente artesanais e deliciosas! Fizeram as delícias do pessoal e o restaurante era super porreiro, deixou-nos pôr um prato cheio de bombocas em cada 'mesa' (eram 4 mesas) para os convidados irem beliscando enquanto não vinha o prato.

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22 fevereiro 2017

Sobre a PIDE da blogosfera:

Já escrevi três ou quatro posts sobre determinadas marcas/serviços que por algum motivo me decepcionaram: ou porque fui mal atendida, ou porque senti-me burlada, ou porque os produtos não tinham qualidade, enfim... já fiz este blog de 'portal da queixa' em determinadas situações (sim, que isto não é só mostrar trapinhos e viagens). Se venho cá elogiar uma marca/serviço quando a coisa corre bem, por quê não posso fazer o mesmo quando a coisa dá para o torto? Sempre achei que esse era um direito que me assistia, enquanto cidadã possuidora da sua liberdade de expressão.

Contudo, desde o primeiro post a 'reclamar' dessas marcas que sou constantemente bombardeada com emails de 'ameaças de processos judiciais', 'crime de difamação', 'críticas infundadas e injúria', enfim... todo um rol de vocabulário técnico que faria as delícias de qualquer jurista (a mim só me dá para rir). Já me enviaram mails a exigir que eu removesse um post (sim, 'exigir' algo na casa dos outros é um bocadinho ridículo, não?) o que só despoleta em mim outra reacção curiosa: a vontade de continuar a falar mal daquela marca/serviço até que me caiam todos os dentes da boca. Sou embirrenta e quanto mais me dizem 'não faças isso', mais vontade tenho de o fazer (sim, deve ser um reflexo da minha infância mimada). Posto isto, era só para vos dizer que novamente recebi um mail da marca XYZ com ameaças de processo judicial e aquelas tretas todas que deve fazer o comum mortal borrar-se todo atrás de um computador. Só que eu não tenho medo algum. Zero. Tenho pena que precisem desses subterfúgios para conseguirem 'limpar' o nome no mercado e continuar a enganar meia dúzia de alminhas. A 'dona' chegou ao cúmulo de me 'convidar' para ir conhecer o trabalho dela e me fazer o serviço de graça, desde que eu removesse o post. Oi?!

Se, depois de publicar determinado post, a marca vir falar comigo com educação e tentar reverter as coisas (e não tentar 'comprar' a minha opinião) sou toda ouvidos, reconheço se tiver errado e, caso seja esse o caso, até removo o post e não se fala mais no assunto. Agora vir com ameaças e exigências, por favor... é tão ridículo!

Este blog é um hobby, apenas isso. Não o utilizo com a finalidade de destruir o trabalho de ninguém, sou pessoa de paz, acho que a blogosfera é um sítio divertido para se andar e não misturo as águas: não falo dos meus negócios por aqui, não uso o blog como alavanca das minhas empresas, não sou concorrente de nenhum dos negócios/marcas criticados neste blog. Apenas dei a minha opinião, como consumidora que sou de determinado segmento de mercado. Foi esse o meu crime: dar a minha opinião. Logo a seguir veio a PIDE da blogosfera mas sabe o que mais? Acho que nem vou dormir hoje tamanha a preocupação!

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20 fevereiro 2017

Fui ao Freeport a meio da semana...

... por´que a minha mana fez anos e achei que a celebração merecia uma prenda inesquecível e que durará muitos e muitos anos,por isso nada melhor que o Freeport para ver se a prendinha me pesava menos no orçamento. Como nesse dia só entrava às 12h no trabalho, fui num pé e voltei no outro, como se diz. Saí de casa às 9h e ainda antes das 10h estava eu a estacionar no Freeport, o parque de estacionamento toooodo para mim, as lojas todas arrumadinhas, tudo vazio, só os seguranças e meia dúzia de gatos pingados é que andavam por ali. Maravilha!

Comecei pela Burberry, onde comprei a prenda da mana (estavam com descontos de 60%, a p%ta da loucura!) e despachado o motivo que me fez cruzar a ponte Vasco da Gama (até foi mais rápido do que tinha pensado, geralmente demoro séculos a escolher prendas), olhei para o relógio e ainda nem 11h eram, quer dizer... quase uma horinha para andar a lamber montras, era tudo o que eu precisava.

Constatei que infelizmente fecharam ainda mais lojas desde a última vez em que lá estive (A Loja do Gato Preto, por exemplo) e sinceramente, não acredito que o Freeport aguente muito mais tempo, por mais que eles jurem que aquilo está em obras e que no final do ano é que vai ser... não me convence. Adiante.

Fui à Swarovski porque a montra dizia '70% de desconto' e eu sou menina de bons descontos, fico logo hipnotizada, quase conseguem ver um '%' nas minhas pupilas, tenho que entrar e espreitar. Acabei por trazer uma pulseira Stardust (tão fofinha!) em rosa clarinho quase nude e uma capa para o iphone (pirosona, eu sei).

 A pulseira Stardust custava 79€ e estava por 23€, havia imensas, em cores lindas (e também na versão de apenas uma volta, custava 21€) mas gostei mesmo foi da pulseira de duas voltas que também pode ser utilizada como choker e ficar justinho ao pescoço. É um modelo em malha de nylon com cristais swarovski de vários tamanhos, dá um efeito lindo quando a luz bate - infelizmente só consegui tirar foto à noite).

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17 fevereiro 2017

Séries // 90 Days to Wed [TLC]

Já vos tinha dito que sou viciada nesta série do TLC, lembram-se? Não perco uma temporada, a cusca romântica que há em mim fica logo saciada ao ver essa série. Basicamente, é um reality show sobre a vida de casais (em que um deles é americano) e o outro tem outra nacionalidade qualquer, apaixonam-se e pedem um visto K1 de noivado para conseguirem entrar nos EUA. O visto K1 permite que um estrangeiro 'viva' durante 90 dias em solo americano até que... tem que casar com o americano(a) que propôs o visto ou têm que voltar para o seu país natal. Yap, 90 dias para casar com alguém do outro lado do mundo.

Talvez por eu também ter encontrado o meu amor do outro lado do mundo, programas deste tipo exercem um fascínio sobre mim, adoro mesmo! Não sei se acompanham mas nesta nova série há uma gaja que para mim já é a preferida de sempre, é uma russa chamada Anfisa, tem 20 anos e está a viver nos EUA com o noivo palhaço de 26 e as confusões entre os dois são uma constante.

Para resumir, ele viu a foto dela no facebook (ela é daquelas que mete fotos quase nuas no face e tem montes de gajos a babarem-se para cima), meteu conversa, ela vivia na Rússia, ele nos EUA, entretanto ele continuou a mandar mensagens até que ela decidiu responder.. ficaram na conversa uns tempos, ele foi conhecê-la a Moscovo, andaram a viajar por outros países da Europa (ele tem uma boa situação financeira) e ela 'apaixonou-se' por ele. Decidiram pedir o visto de noivado, ele prometeu-lhe mundos e fundos (uma vida de rainha nos EUA), ela aceitou e foi para os EUA mas chegando lá pediu-lhe logo uma 'mesada de 10 mil dólares por mês', quis comprar uma mala da Chanel, quis um anel de noivado de 45 mil dólares... e o homem passou-se.

Sinceramente? O gajo é feio, gordo, não tem qualquer atrativo físico que lhe permita andar a passear-se com uma mulher daquelas (desculpem a sinceridade mas a vida é mesmo assim). A gaja é um canhão (linda de corpo, cara de monstrão ahahaha, cheia de preenchimentos e botox aos 20 anos) mas é daquelas gajas que dão nas vistas e que gostam de ter um 'paizinho' para lhes bancar as cenas todas, não tem interesse em trabalhar, só quer mamar dinheiro fácil. Só que ela foi sincera desde o princípio, sempre disse que queria um marido rico, que adorava coisas caras... nunca escondeu. E ele aceitou. Agora anda a fazer papel de vítima e a dizer que ela é uma interesseira? Poupa-me. Adorei quando ela disse: "se eu fosse feia e gorda, casavas comigo? Não, pois não? Só me queres porque sou linda... então, eu gosto de ti porque tens dinheiro". Parece-me uma boa troca, bem ao estilo 'Trump', não acham? Já dizia uma amiga minha: "homem que escolhe mulher pela bunda merece ter um relacionamento de merda". Merece, pois!


E sabem o que eu realmente gosto? Da sinceridade dela. Sabe que ele está com ela pelo aspecto físico e quer tirar vantagem sobre isso, exigindo este mundo e o outro. É gananciosa, interesseira, tudo isso... mas porra, é tão sincera que uma pessoa até acha graça. Poderia ser dissimulada mas não, parte a loiça toda e diz mesmo que quer sempre o mais caro e se ele não comprar o que ela quer, amua e faz coisas absurdas (tipo, riscar o carro do gajo de ponta a ponta com a palavra 'IDIOT' hahahaha). É uma série fútil mas farto-me de rir. Há homens que merecem as mulheres que têm, foda-se!

Também assistem? Contem-me tudo! :D
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16 fevereiro 2017

Preparar, apontar...e ir!

Há quase cinco meses que não me ponho dentro de um avião. Ok, não faz assim tanto tempo mas aqui a pessoa já começa a ressacar. Pior, a próxima viagem que tenho marcada é só em Junho e até lá falta uma vida! Queria uma coisa de dois ou três dias, uma capital européia qualquer, uma viagem curtinha só para matar as saudades de 'descobrir o mundo'.

E aqui preciso fazer uma ressalva: eu adoro as low costs! Não sendo propriamente fã de voar (detesto mesmo), encaro as viagens de avião como 'um meio para chegar a um fim' que é fazer aquilo que mais gosto nessa vida: viajar! E para isso, tanto me faz ir de TAP, British Airways, Iberia, Ryanair ou EasyJet. É igual, vou sofrer na mesma, vou odiar cada minuto passado dentro daquela lata com asas, vou orar e pedir a Deus que por favor me deixe viver mais uns aninhos, vou jurar que é a última vez que me enfio naquela porcaria, vou fazer o meu marido ficar a beira de um colapso nervoso, vou levantar-me 324 vezes durante o vôo para questionar às hospedeiras se 'esse barulho é normal', se 'o avião está a perder a força' ou se 'falta muito para chegar ao destino". Sim, essa sou eu: a insuportável dos vôos. (as duas leitoras deste blog que já se cruzaram comigo em pleno vôo Lisboa-Roma podem atestar se sou ou não sou histérica a voar hahaha).


Isto tudo para dizer que o meu preconceito com low cost´s é zero. Não ligo para o facto de não terem lanche à bordo (como se eu conseguisse comer algo durante um vôo), não ligo para as cadeiras apertadas (pelo preço que pago consigo aguentar durante 2 ou 3 horas na boa), não ligo para os horários madrugadores (por norma durmo sempre mal na véspera de um vôo por isso, ao menos assim ando a passear pelo aeroporto enquanto aguardo o check in). Não acho nada que sejam companhias inseguras (se o fossem, decerto não voariam na Europa) e a única coisa que realmente me lixa (às vezes) é a restrição de bagagem. Por isso tenho evitado a Easyjet e apostado cada vez mais na Ryanair (que permite uma mochila/saco para além da bagagem de cabine).

Hoje quando abri o mail e vi as promoções no site da Ryanair, meus amigos... foi como juntar a fome com a vontade de comer. Corri a lista de países incluídos na promoção, escolhi ao calhas (ah, esse ainda não conhecemos, bora!) e comprei: 16,99€ a ida + 16,99€ a volta, de Sábado a 2ª feira, perfeito para uma escapadinha de fim-de-semana. É tão difícil resistir quando metem os vôos a esse preço... já disse ao meu marido que só vou parar quando já tiver viajado todas as rotas diretas que partem de Lisboa (e já falta poucochinho). Adoro! E vocês, também vão aproveitar?

(estou mortinha para conhecer os Açores e os vôos para Ponta Delgada e Terceira estavam super baratos mas... e a coragem de pousar naqueles aeroportos? Já li com cada história escabrosa de aviões a tentarem pousar 3 ou 4 vezes antes de desistirem e seguirem de volta para Lisboa. Se me acontece uma merda destas sou menina para quinar em pleno ar. Juro!)
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15 fevereiro 2017

Particularidades do meu sotaque...

No domingo estava sentada na sala da minha mãe, a ver televisão com o marido, enquanto a Vi acabava de se arranjar para a levarmos num aniversário. Nisto a miúda aparece na sala e pede-me para ajudá-la a fazer uma trança lateral no cabelo. Assim que a vejo, reparo que tem as calças de ganga curtas:

- Vi, que calças são essas? Estão super curtas!
- Não estão, é a moda, são mesmo assim (deus-me-livre-de-discutir-moda-com-uma-adolescente)
- Estão estranhas, parece que estão mesmo curtas, são completamente surucas!
(risadas enlouquecidas do sofá, olho para o M. com cara de poucos amigos.)

- O que queres? Quando vocês começam a falar esses termos em brasileiro eu não aguento... Que palavra engraçada... Suruca... Hahahaha... Quer dizer o quê?

Resposta da Vi: Quer dizer que algo está curto mas olha, não quero saber, suruca ou não, vou mas é com estas.

Ai.
(respira, Anne, respira senão vai te dar uma coisinha má).

- Pois agora é que não vais MESMO com estas calças. Vai trocar isto JÁ que parece que estás a vestir umas calças de cinco anos atrás. E rápido, que já estamos atrasados!

Lá foi ela, a bater os pés, p#ta da vida, com vontade de me trucidar com os olhos. Eu fico possuída quando ela dá essas respostas cheia de autonomia e decisão... salta-me completamente a tampa. Agora deu-lhe para estas tiradas mas quando começa a 'brilhar' muito, tenho de meter ordem na coisa e ser um bocadinho 'má', faz parte da vida.

Welcome, adolescência! Vê lá se não me fazes muitos estragos que temos aqui uma miúda impecável que, parecendo que não, eu gostava que continuasse a ser como era: amorosa, querida e educada. Pode ser?
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12 fevereiro 2017

Guia das Malas em Pele // como cuidar & limpar

Já aqui vos falei que desde o ano passado tenho cumprido a resolução de não comprar malas e sapatos que não sejam de qualidade e boas marcas. A verdade é que não tem sido nada difícil de cumprir essa meta porque rapidamente uma pessoa habitua-se a coisa boa e já não quer mais comprar sapatos na Zara (salvo raras excepções, doem como o caraças) nem malas na Parfois (nada contra, há modelos giríssimos mas as alças esfolam, descascam... não duram nada). No ano passado fiz uma razia no closet e doei tudo aquilo que não me parecia de qualidade (contei-vos sobre isso aqui).

De lá para cá tenho comprado muito menos (malas e sapatos quase que exclusivamente em saldos ou em outlets) mas são artigos óptimos que estão impecáveis como no primeiro dia em que os usei. Claro que para isso existem 'truques' e é sobre isso que venho vos falar hoje: dicas e produtos incríveis para cuidar dos nossos sapatos e malas em pele :)


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10 fevereiro 2017

Disto do São Valentim...

Começo por dizer que acho uma palermice esta coisa do Dia dos Namorados (sim, a romântica que habita em mim tirou férias). Acho uma treta receber 3562 mails sobre a 'prenda perfeita', 'escapadinhas românticas' e outras patetices. A sério que precisamos de uma data extremamente comercial para nos lembrarmos de mimar a pessoa que nos atura 365 dias por ano? Eu acho parvo e, pior, fico extremamente irritada por ter que levar com sms de publicidade, emails da Odisseias, Lifecooler, La Redoute, Geostar e outras agências de viagens, O Boticário... tudo a falar do dia dos namorados, que náusea. Só me apetece passar o dia 14 de fevereiro trancafiada numa caverna para não ter que levar com montras cheias de corações, papel de embrulho foleiro e laçarotes que não lembram a ninguém.

A verdade é que lido mal com datas pré-concebidas, com 'obrigações' de ter que oferecer algo, pensar num jantar especial, comprar lingerie específica para regabofe... tudo porque é dia 14 de Fevereiro e 'temos' que celebrar a data. Nunca deixo passar em branco, é um facto, mas preocupo-me com coisas simples que sei que o meu marido adora: um pequeno-almoço na cama, com todas as gulodices que ele adora (mesmo que isso implique que eu acorde 1h mais cedo para ir à pastelaria comprar tudo fresquinho, ainda de remela nos olhos e ar de poucos amigos); ou uma maratona de filmes no sofá com direito a jantar caseiro e sobremesa preferida. O meu homem é pessoa de gostos simples, desde que tenha a barriguinha cheia e eu por perto (beijo, modéstia!), é gajo para ser feliz. Por isso espanta-me um bocado ver posts sobre 'o que vestir no dia dos namorados', 'onde comer no dia dos namorados', 'melhores penteados para o dia dos namorados', fico sempre um bocado abananada. O que vestir? Meu bem, esta deveria ser a última das preocupações (importa mais o 'despir' do que o vestir, digo eu). Enfim...

Já avisei ao meu homem que não quero nada, que não preciso de nada... mas caiu em ouvidos moucos. Já sei que vai aparecer com qualquer coisa no dia 14 e como não quero que fique perdido cheio de dúvidas sobre o que oferecer (já que ele faz questão, quem sou eu para ir contra? longe de mim!), eis algumas dicas de coisas que alegrariam o meu coração:

1. brincos Omnia, colecção Hoop by Fernanda Velez do Blog da Carlota (fiquei viciada nos brincos dessa coleção depois que comprei estes, são maravilhosos!)
2. camisola com folhos, da Pull and Bear. (eu e folhos = muito amor.)
3. clutch em algodão e pele, da Burberry. (meus amigos, se não houvesse uma malinha na minha wishlist, alguma coisa não estaria bem... a verdade é que ando a babar por esta malinha desde que a vi no Freeport pela metade do preço - mas ainda assim, carota - por isso, continuo à espera que ela baixe para os 95% de desconto para comprar sem peso na consciência.)
4. calças de cintura alta, da Mango. (amo esse género de calças com pinças na cintura e largas nas pernas, acho super elegantes)
5. batom MAC, edição especial. (não sou fã de batons tão vibrantes - no dia a dia só uso nudes - mas talvez por isso tenha ficado tão hipnotizada pela imagem de divulgação da campanha, quero!)
6. aspirador de pé, da Rowenta. (okey, essa prenda não conta porque é 'para casa' mas vi este aspirador em funcionamento na casa de um familiar e fiquei chocada, aspira até o pensamento da gente, cobicei!)
7. viagem para uma ilha. (adoro ilhas com águas turquesas e quentinhas, não sou esquisita, podemos ficar pela Europa mesmo: Malta, Chipre, Sardenha, Zaquintos... tantas!)

Vamos ver se o rapaz anda a cuscar o blog e se acerta na prenda :) Se não acertar,  tudo bem, o mais importante é que a melhor prenda é aquela que me abre a porta todos os dias quando chego do trabalho, sempre bem disposto (excepto quando o Sporting perde hahaha) e que me ensina sempre que é  possível amar sem medidas e que vale a pena investir em nós, sempre.
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08 fevereiro 2017

Saudades de casa, a quanto obrigas!

No outro dia comentei  com o meu irmão que há imenso tempo não ouvia um samba (adoro samba de raiz, aquele 'das antigas'), que sentia mesmo vontade de sair para ouvir música brasileira e o gajo disse-me que conhecia um sítio em Lisboa que era 'a casa do samba brasileiro', que o pessoal é impecável e mais não sei quê. "Ali é tudo na boa, toda a gente se respeita, temos que lá ir...".

Preciso abrir um parênteses: eu sou a pessoa mais 'anti-saída-noturna' da vida, detesto sair à noite porque é só gente a fumar por todo o lado em sítios fechados (e o meu cabelo, como fica? invisto demasiado dinheiro no meu cabelo para sair à noite e voltar com a juba a cheirar a nicotina, dispenso), é só bêbedos e pessoal a vomitar-se pela calçada (eu detesto bebida alcoólica, nem vinho bebo), é só gajos atiradiços que não podem ouvir um sotaque brasileiro (e eu nem considero que tenha muito) que já começam aos risinhos e descobrem um à vontade com a minha pessoa que eu acho fora do normal ("ai é carioca... que sotaque giro, parece uma atriz da Globo a falar..."), enfim... não, muito obrigada.

Se juntarmos a isso o facto do meu marido não gostar muito de música brasileira e também não saber dançar lá muito bem (então samba... era mesmo pra eu me desmanchar a rir), lá combinei com duas amigas e fomos conhecer a ArtCasa, que todo domingo a partir das 17h tem samba de raiz tocado ao vivo. Fui ao Facebook, li as críticas (só elogios) e pensei logo: Opa, vou me 'acabar' de sambar!"


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07 fevereiro 2017

Saldos // Longchamp

No outro dia recebi um comentário que dizia mais ou menos assim "fazes posts de compras de saldos mas só compras marcas caras, nunca mostras saldos da Zara ou da Mango, por exemplo" e eu na altura não respondi (tento responder sempre aos comentários mas às vezes não consigo por falta de tempo - que foi o caso deste) mas agora respondo:

Eu acho que os saldos servem para, essencialmente, três coisas:
1) repor os básicos em falta no roupeiro (camisas brancas, calças de ganga, um blusão em pele, uma mala intemporal, etc);
2) comprar peças que serão usadas na próxima estação, nesse caso, na Primavera (e com precinho de saldo é uma maravilha!)
3) investir em marcas mais caras e de qualidade, por norma são sempre os saldos que compensam mais. Prefiro investir num sobretudo Bimba y Lola que está com uma redução de 100€, por exemplo, do que comprar uns da Zara que estão com 30€ de desconto.

É a minha forma de encarar os saldos e cada um terá a sua, mas para mim tem funcionado muito bem assim. É nessa altura que compro mais coisas (e sim, coisas caras) porque no resto do ano tenho uma certa 'pena' em largar tanto dinheiro por sapatos ou carteiras, por exemplo.

Foi o caso dessa Le Pliage Neo da Longchamp, que já andava de olho desde a altura em que viajei à Cannes e vi toda a gente com uma pendurada (a sério, parecia uma concentração de Pliages) mas como era uma 'compra-desejo' e não uma 'compra-necessidade' deixei para a altura dos saldos, a ver se ainda a apanhava. Não que tenha feito um graaaande negócio, que na Longchamp os saldos ficam ali entre os 20% ou 30% (na loucura, fazem um desconto de 40% em modelos mais antigos) mas qualquer coisinha já se torna apetecível, uma vez que eu acabaria por comprar a mala de qualquer forma.

 
É a minha primeira mala 'rosa-super-rosa' e achei-a tão fofinha! Já imagino mil combinações de roupa primaveril com essa malinha e o facto de ter alça longa torna-a perfeita para viagens (quando preciso de ter as mãos livres para agarrar na máquina e fotografar). E a cereja no topo do bolo é que esse tom de rosa foi escolhido como uma das cores Pantone para a Primavera/Verão 2017 (não que eu ligue muito, uso aquilo que gosto, não sou muito de cores) mas sabe sempre bem saber que o meu gosto e a moda estão em sincronia.


Teve 20% de desconto e ficou-me por 104€. Sou completamente fã desse modelo de malas, dobram-se feito um envelope, são impermeáveis, levíssimas, alças em pele, uma perdição... Tenho quatro Pliages e era menina para ter uma de cada cor se me saísse o Euromilhões, são as malas mais leves de sempre e não viajo sem elas! Aliás, a minha Pliage verde (a mais antiga de todas) já rodou o mundo comigo, está completamente surrada (uso e abuso das malas, é verdade: levo para praia, piscina, até para o deserto do Saara a minha menina já foi - e portou-se lindamente). É o que eu digo: são um bocadinho caras mas valem a pena.
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06 fevereiro 2017

Alguém que explique aos senhores da publicidade...

... que ~pagarem~ a uma blogger  - que usa no seu dia-a-dia apenas marcas de luxo e inacessíveis ao resto da população - para fazer publicidade a roupa de marca branca vendida em supermercados fica um pouco, humm, como direi... pouco credível? Vá, ridículo. Mas alguém acredita mesmo naquilo? Soa tão falso, tão artificial que não acredito que alguém caia naquela cantiga. Se vão fazer publicidade, ao menos façam o trabalhinho de casa, meus amigos.

(é mais ou menos como alguém me pagar para publicitar o shampoo Essentya (marca branca do Pingo Doce) quando todas vocês sabem a pequena fortuna que gasto em produtos capilares e nunca compro nada em supermercado porque, regra geral, são muito maus para o meu tipo de cabelo. Eu adorava ser pessoa de usar Pantenes, Elvives e afins mas pareço a Bruxa do Pica-Pau de tão ressequido que fica o meu cabelo, por isso não, obrigada.)
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04 fevereiro 2017

O meu amor pequenino...

Quanto amor pode caber dentro do meu peito? 

É a pergunta que constantemente me faço quando olho para ti. Quando oiço o som da tua risada, quando me abraças ou me chamas por alcunhas malucas que inventas... sei que a minha (nossa) vida não seria a mesma sem ter a nossa tartaruguinha por perto. É bem verdade que eu já tinha o Pê como irmão mas quando tu nasceste foi o coroar de um sonho. A minha bonequinha! Só minha, de mais ninguém! A irmã que durante tanto tempo eu pedi e que durante tantos anos foi sonhada, desejada... Foram anos de lutas, de fertilizações in vitro, de hormonas injectáveis, punção de oócitos, exames e mais exames, uma espera angustiante, uma gravidez cheia de sustos do princípio ao fim (não é a toa que tens um nome tão especial... feito à medida para ti, meu amor).

Fomos recompensados com uma miúda fantástica (é claro que eu sou suspeita para falar de ti mas) a verdade é que és muito mais do que merecemos (por favor, adolescência, não venhas cá descambar as coisas), és a melhor companheira do mundo, a minha cara-de-bolacha preferida. Olho para trás e parece que nasceste na semana passada mas caraças, já foi há tanto tempo! Vais ser sempre a nossa criança, mesmo que já não o sejas. É o que dá ser a última a nascer :)

Hoje desencantei o vídeo do teu nascimento e chorei como uma madalena. Passou tudo tão depressa! Por favor, tempo, abranda um bocadinho! Sinto-me uma espécie de 'segunda-mãe' na tua vida porque a nossa relação ultrapassa o elo de irmãos. Somos irmãs, sim, mas somos unidas pela alma. A minha e a tua, entrelaçadas. Para sempre.

Parabéns, minha princesa! Que a vida te sorria sempre e que todos os teus sonhos sejam concretizadas. Vamos sempre estar contigo, todos juntos e misturados. Amo você, tartaruguinha!

(eu não me posso pôr a ver vídeos destes que me sobe uma explosão de amor tão grande que só me apetece encher a casa de putos e começar a fabricá-los já! São mesmo o melhor desse mundo!)
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03 fevereiro 2017

A melhor compra destes saldos!

Todos os anos, por altura dos saldos, gosto de destacar a minha melhor compra desta época. E este ano o mérito vai para este sobretudo em lã da Mango, linha handmade, que no site não me despertou o mínimo interesse mas na loja quando experimentei... não queria outro. Até ponderei comprá-lo também em preto mas já não havia. É liiindo, veste muito bem, é super quente (tudo o que se quer nesse inverno), corte minimalista que adoro e um desconto pra cima de 75%, querem mais ou está bom?


Confesso que jamais me passaria pela cabeça largar 159€ por esse género de casacos (por mais que fossem feitos à mão com a mais pura lã das ovelhas que pastam felizes nas pradarias holandesas - esqueçam, sou demasiado forreta para apreciar essas mariquices) mas sei reconhecer um artigo de qualidade inegável quando o vejo e este foi o caso.

 Se o virem por aí em preto, por favor, gritem, que eu sou menina de comprar um de cada cor!
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02 fevereiro 2017

Quando uma imagem nos faz voltar a 2005...

Andava eu a passear pelo Pinterest (esse antro de inspirações) quando uma fotografia chamou a minha atenção: era um roupeiro da IKEA, chamado Vestby, e foi o meu primeiro roupeiro cá em Portugal. A minha mente voltou lá atrás, nos idos anos de 2005, recém-chegada em Lisboa com toda a minha família, todo mundo apertadinho num T0, o dinheiro não era muito (ainda estávamos a espera de vender os imóveis no Rio) e era preciso pensar em coisas práticas (e baratas) para organizar minimamente as coisas lá em casa. Um belo dia a minha mãe apareceu com 2 roupeiros Vestby da IKEA (o modelo mais rasca da loja, custou menos de 40€ e era todo em plástico e madeira de pinho - feio como o raio) para arrumarmos as nossas coisas (um para ela, outro para mim), os homens nisto são mais práticos e deixavam a roupa dentro das malas. A Vi era um bebé e felizmente o T0 tinha um roupeiro encastrado que serviu para guardar as coisinhas dela.

Quando olho para trás e relembro tudo o que já passámos, quase parece que foi noutra vida. Se eu soubesse que teria que passar por tudo aquilo, acho que tinha feito as malas e voltado para o que tínhamos no Brasil - que era uma vida muito boa. Foram 10 meses assim, num aperto daqueles. Lembro-me de querer comprar uma carcaça (que deve ser dos pães mais baratos que existem) e não ter nem uma moedinha de dois cêntimos no bolso. Nesse dia, chorei. Liguei para a minha avó e só queria desaparecer. Para a minha mãe, fazia-me de forte. Que daria tudo certo, que conseguiríamos, que a casa logo logo seria vendida e já poderíamos recomeçar a vida cá.

Sabia que ela não estava bem, tinha tomado a decisão de vir para Portugal depois de sofrer um sequestro no Rio de Janeiro e tinha desenvolvido a Síndrome do Pânico (o que, graças a Deus, curou em dois anos), por isso só podia sentir orgulho da mulher forte que ela era, que pegou nos três filhos e fez-se à vida, saiu de uma cidade violenta e sem futuro para nos dar uma vida em segurança. Que é, efectivamente, o que cada um de nós tem hoje: uma vida com paz, tranquilidade e segurança.

Quando vi a foto do roupeiro, veio tudo isso à minha mente. É feio? É horrendo mas na época era como ter o closet da Madonna e representou o esforço da minha mãe num momento difícil para todos. Quando olho para trás, sinto-me verdadeiramente privilegiada por tudo o que tive antes e por tudo o que tenho hoje.

Talvez quem leia este blog pense que a minha vida seja só futilidades, viagens, malas de marca e coisas boas. Não é. Para ter o que tenho hoje, abri mão de coisas que só eu sei, passei dificuldades que só a mim dizem respeito, tive que trabalhar em sítios miseráveis onde exploram as pessoas até o osso, tive que sorrir para gente xenófoba mas que me pagava o ordenado, tive que apanhar 8 transportes para ir trabalhar (4 para ir e mais 4 para voltar: dois autocarros, um barco e um metro), tive que vender parte das minhas jóias para ajudar a minha mãe a pagar a renda da casa num mês muito complicado (foi o auge do desespero). Enfim... já tive várias aventuras para chegar até aqui. Mas sempre tive duas coisas sem as quais nada seria possível: a minha família sempre comigo e a Fé de que nada acontece sem um propósito.

Aprendi a me pôr no lugar dos outros, aprendi a nunca desprezar o sofrimento alheio, aprendi que por um filho as mães fazem o que for preciso, aprendi que a mesma pessoa que num dia gasta 500€ numa mala no outro dia pode não ter 2 cêntimos para comprar um pão... Aprendi a dar valor a quem passa conosco em qualquer circunstância, na riqueza e na pobreza, sempre.

Para quem constantemente pergunta, não, não sou rica. Levo uma vida confortável mas estou longe de ser rica. Tenho montes de coisas que faria se me saísse o Euromilhões mas considero que não me posso queixar de nada e que tenho uma boa vida. E sou grata, muito grata por tudo o que conquistei até aqui - que ainda não é nada perto do que eu desejo mas... cada coisa a seu tempo, certo? :)

(infelizmente as pessoas têm a mania estúpida de acharem que 'sonhamos demais', que queremos 'demasiado', que já conseguimos tanto, para que desejar mais? A vida não está boa assim? - dizem-me elas. Está, pois. Mas se pode ser melhor... why not?)
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