28 abril 2017

Do verbo descomplicar

Eu sempre digo que sou pessoa de viver em grandes metrópoles, que adoro agitação, ter sempre o que fazer, viver em constante movimento (estar parada para mim é morrer), que amo o clima das grandes metrópoles e que jamais conseguiria viver no campo. Digo isso um sem número de vezes, como que para tentar me convencer. Nasci numa cidade no interior do Rio de Janeiro (daquelas onde não se passa absolutamente nada e onde as pessoas andam mais de bicicleta do que de carro) mas com três anos mudei-me para a Tijuca, no meio do caos urbano carioca. Cresci apaixonada por cidades grandes, tanto é que aos 17 anos mudei-me para Lisboa (apesar de todas as minhas raízes portuguesas estarem em Ponte de Lima, Viana do Castelo). Já lá estive vezes sem conta - e gosto, muito mesmo - mas para viver... não, obrigada. Adoro (ou sempre pensei que sim) cidades grandes.

Mas quando tenho a possibilidade de estar em cidadezinhas pequeninas, vilas antigas onde tudo passa mais devagar, sem grandes preocupações, só mesmo desfrutar de viver... parece que tudo faz mais sentido. Sou tão feliz! Não sei vos explicar essa dualidade de sentimentos, mas às vezes (quase) pareço achar que sim, que também seria feliz a viver no interior do país, uma vida descomplicada, simples, mais tranquila. Gosto das duas vertentes :)

Aproveitei o feriado para ir ao Alentejo (cada vez gosto mais desta zona do país) e descansei tanto! Sem horas para acordar, com um marido que levava-me o pequeno-almoço à cama todos os dias (cá em Lisboa refila sempre, em férias está sempre bem disposto e muito mais romântico, é um facto), praias lindíssimas (passei por Porto Covo, São Torpes - quentinha que só, Vila Nova de Milfontes, Melides e Lagoa de Santo André), fiz exercício quando quis (ou seja, só um dia), não comprei absolutamente nada (que rufem os tambores!), comi imenso peixe e marisco (que amo de paixão), provei gelados artesanais, vi o pôr do sol na praia, devorei dois livros... ah, fui tão feliz!

O ritmo calminho e descomplicado do Alentejo me fascina. Quando vamos na estrada e de repente vejo casinhas isoladas no meio do nada, penso sempre "que raio de vida uma pessoa deve levar perdida neste sítio..." mas depois penso que não, que deve ser maravilhoso acordar ao som dos passarinhos, comer legumes da horta, o peixe fresquinho, a vida mais tranquila e saudável, sem o stress das grandes cidades. Bom mesmo era passar a semana em Lisboa e os fins de semana lá em baixo, isso é que era: o melhor dos dois mundos!

❤❤❤
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12 comentários

  1. Adoro as fotos mas fiquei admirada com a mala, é linda, adoro o pormenor do cadeado. é de onde?
    beijinhos

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    1. Diria que é da Furla.

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    2. É a Candy Bag da Furla, na cor Lime Green. Adoro-a, é super resistente e vai comigo para todas as férias de verão ;D

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  2. Adoro cidades cosmopolitas, mas só para passear, ir às compras e essas coisas assim. Para viver, adoraria ter uma casinha perdida em nenhures!

    Vivo numa cidade pequena, mas ainda assim uma cidade e perto de uma grande cidade. Tenho o melhor dos dois mundos porque, não vivendo isolada no campo, é uma cidade pacata e temos tudo à mão e, o que não há, é de fácil e rápido acesso. Mas ainda assim vejo diferenças quando estou no campo mesmo, a uns 3kms daqui. A qualidade de vida nem tem comparação! Não há barulho de carros a passar na rua, nem de pessoas que andam até às tantas a fazer barulho. Não se ouve nada, só os pássaros.

    Quando sair de casa dos meus pais, quero muito ir viver para o campo! Não há qualidade de vida como aquela dos dias calmos, sossegados, sem barulhos, sem confusões e, ainda assim, perto de tudo o que precisamos quando nos apetecer um dia mais agitado :)

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  3. Ganda coragem levar uma mala de 200 e tal euros pra estrafegar na areia...

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    1. Há malas de praia mais caras.

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  4. Afinal foste mesmo tu que vi na lagoa de Santo André :) Bem gira!

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    1. Já a vi ao vivo e não é nada de especial... mais uma mulata mamalhuda de rabo grande. O normal, portanto.

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    2. Anónimo de 28 de abril ás 19:34 Não é necessário esse tipo de comentários. existem oportunidades de silêncio que devíamos aproveitar. Hoje em dia já devíamos ter a inteligência para guardar certas opiniões ou então se realmente temos a necessidade de as fazer, fazer de uma maneira mais delicada que essa que utilizou.

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    3. Anónimo28 de abril de 2017 às 19:34, o seu comentário, para além de deselegante, tem patente um racismo e preconceito assustadores. Olhe, antes mulata mamalhuda do que sem princípios como você!

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  5. De facto o Alentejo tem sítios lindíssimos. Conheci alguns que mencionaste mas tenciono voltar para conhecer melhor :)

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  6. Eu preciso das duas coisas:agitacao da cidade a semana e escapar ao fim d semana para um lugar mais calmo.

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