04 maio 2017

Roteiro // Luxemburgo


Em Março fomos passar 3 dias no Luxemburgo, depois de uma promoção bombástica da Ryanair (17€ ida + 17€ volta). Confesso que o país nunca me tinha despertado grande interesse e só o conhecia dos tempos de escola, quando estudei sobre o BENELUX. Mas é aquilo, por menos de 20€ eu jamais recusaria a oportunidade de acrescentar mais um carimbo ao passaporte, então... siga!

Depois dos bilhetes comprados, fomos ao Booking ver o que havia. Como foi uma 'viagem-surpresa' que não estávamos a contar fazer, o objectivo era simples: hotel funcional e barato. A escolha recaiu no IBIS Budget Luxembourg Airport (que aconselho muito!) com uma diária de 57€/casal, internet wi-fi no quarto, funcionários mega simpáticos, paragem de autocarro à porta do hotel (que nos levava ao centro do Luxemburgo em 15/20 minutos). Dali era só bater perna e passear :)

O autocarro que passava à porta do nosso hotel era o 29 (comprámos bilhetes diários que permitiam a livre circulação em qualquer autocarro do país e custa 4€/dia), não façam como eu que fiquei à procura das estações de metro (o país é tão pequenino que por lá não há metro). O autocarro deixava-nos na Gare de Luxembourg (de onde partem os comboios internacionais) e o edifício da Gare é qualquer coisa, arquitetura maravilhosa :)


Alguns dos comboios que partem do Luxemburgo nas mais diversas direcções (no dia seguinte nós experimentamos cruzar a fronteira de comboio - são cenas do próximo capítulo).

Da Gare seguimos pelo Le Chemin de La Corniche, conhecida como 'A varanda mais bonita do mundo' (eu discordo, para mim a varanda mais bonita do mundo será sempre esta, em Santorini) mas não posso negar que essa varanda, do Luxemburgo, é lindíssima também. É um caminho enorme (só fiz metade) com vistas brutais, cada paragem é uma foto!

Lá em baixo está um dos bairros mais giros do país: o Grund, com as suas casinhas de telhados cinzentos, um charme. Paramos para almoçar (fast food mesmo, porque os restaurantes eram de arrancar o couro - com um ordenado mínimo nacional próximo dos 2000€, não é de admirar que tudo no Luxemburgo seja bastante caro).

 Ai meu coração! Sou a louca dos macarrons, amo esse docinho que esfarela na boca e fiquei mega feliz quando soube que a Ladurée já abriu a 1ª loja cá em Lisboa no mês passado :D Compro sempre uma caixinha com 6 e destruo tudo num piscar de olhos, é uma perdição! Já experimentei outras marcas mas não vale a pena, é Ladurée e mais nenhuma. (se me estão a ler, senhores da Ladurée, por vocês eu revejo meus conceitos e aceito fazer publicidade neste blog. O pagamento? uma ou duas paletes de macarrons pra minha morada e temos o assunto arrumado).


A parte baixa da cidade é repleta de canais (muito ao estilo de Amsterdão) estreitos e sinuosos (não há barcos a circular, por exemplo) que fazem um verdadeiro labirinto de água no meio do Luxemburgo.

Passamos também pelas Casematas de Bock, que são várias cavernas ligadas por mai de 1km de comprimento (e que já chegaram a ter mais de 20km) serviam para abrigar as pessoas durante a I e a II Guerra Mundial. Em tempos de bombardeios, era nessa fortaleza que as pessoas se mantinham seguras e foi incrível ver tudo isso de perto. Não entrei porque fiquei super claustrofóbica lá dentro (e o marido também não quis), só labirintos e corredores apertadíssimos e escuros, não era mesmo para mim.

Caminhamos de volta ao centro da cidade (caminhar, aliás, é sempre a palavra-chave nas nossas viagens) e chegámos à Catedral de Notre Dame do Luxemburgo, uma igreja belíssima que impressiona logo à entrada:

Eu não sou católica mas não perco uma oportunidade de admirar as igrejas que me vão passando pelo caminho, acho linda a atmosfera de paz, respeito e intimidade que encontro nas igrejas. Sem contar os vitrais e detalhes que nos enchem a vista:

Quase em frente à Catedral de Notre-Dame temos outra 'senhora', a Golden Lady (ou Gelle Fra), a estátua da dama dourada que fica no monumento em homenagem aos soldados mortos durante a I Guerra Mundial.

O brasão de armas do Grão Ducado do Luxemburgo (sim, o país é o único Grão-Ducado do mundo, chiquérrimo!) é um símbolo que vemos por todo o lado, seja em portões, carros ou até mesmo em bandeiras.

Uma coisa que me deixou verdadeiramente curiosa: esse género de 'varandas' luxemburguesas, só para enfiar as pernas e ficar ali, a beber o seu cafézinho enquanto areja o chulé. Não é demais? Não encontrei explicação pra essa moda das "varandas de pernas pendurada" mas acredito que como o país é bastante caro, as casas são mais pequenas e na falta de espaço para fazer uma varanda a sério, inventaram essa moda, pelo menos os moradores sentem que estão 'a apanhar ar' e sol nas pernas. Se alguém tiver uma teoria melhor, sou toda ouvidos.

Na Place Guillaume II paramos para tomar um café e apreciar o movimento da cidade. É, aliás, das coisas que mais prazer me dá: ficar sentada numa praça movimentada a ver o vai-e-vém de pessoas, tentar imaginar que tipo de vida aquelas pessoas levam, é tooodo um exercício mental (de cusquice, mas não deixa de ser um exercício).

Recomendo uma paragem para beber um chocolate quente na Chocolate House, um café super querido onde as chávenas de chocolate quente/café são servidos com colheres de chocolate ao leite. Conforme vamos mexendo a bebida, a colher derrete-se... uma delícia! Fica mesmo em frente ao Palais Grand-Ducal, onde também é possível assistir a troca da guarda (mas sinceramente, não vejo muita lógica nisso e dispenso).

O que mais me encantou no Luxemburgo? A arquitetura da cidade. Os detalhes das janelas, varandas, os telhados cinzentos, a exuberância dos prédios... Era impossível andar pelas ruas sem estar constantemente de cara pro ar, admirando as construções. Maravilhoso!

O centrinho do país tem um charme difícil de explicar por palavras (talvez por fotos?), tem uma atmosfera super gostosa e dá mesmo vontade de ficar por ali. Aliás, perdi a conta aos portugueses que encontrei nos mais diversos trabalhos: motoristas de autocarro, funcionários de farmácias, caixas de supermercado, os portugueses estão um pouco por todo o lado no Luxemburgo (diz-se que 1/4 da população no Luxemburgo é de portugueses). É certo que o salário mínimo elevado alicia as pessoas a imigrarem mas o custo de vida por lá me parece exorbitante (fui ao Monoprix e 1kg de peito de frango custava 19,99€), só assim um exemplo. Se vivesse por lá acho que ficava o mês a comer omeletes :D

Ir ao Luxemburgo não fazia parte dos planos mas fiquei surpresa: o país é encantador e certamente merece uma visita. Como é tão pequenino, conseguimos ver tudo o que queríamos em duas dias, então decidimos conhecer outra cidade no nosso último dia. Apanhamos o comboio e por 3,60€ (viagem de 45 minutos) fomos parar em Trier, na Alemanha.

(continua...)
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