30 junho 2017

Da pobreza de espírito:

Estava eu a trabalhar quando uma funcionária irrompe pela minha sala adentro.
- Podes chegar ali na recepção? É o senhor dos correios com uma carta registada das Finanças, tem que ser assinada...

E aqui eu gostava de abrir um parênteses e saber porque raios a recepcionista (cuja uma das principais funções é, lá está, recepcionar encomendas, correspondências e cartas) não me assinou ela própria a carta registada, tendo que me ir interromper para isso. Eu não sei, esta gente tem um cagaço das Finanças que nem podem ouvir falar no nome (devem ser as mesmas que não atendem números privados, com 'medo' de alguém lhes fazer mal através do telemóvel - não percebo). Mas adiante.

Lá assinei a carta e li o seu conteúdo: uma notificação de penhora de créditos em nome de uma fulana de tal que eu não fazia ideia de quem era. Infelizmente ao longo dos anos temos recebido cada vez mais correspondências destas (só este ano já vamos na 3ª carta de penhora, tudo relacionado com ex-funcionários), desta vez andei a puxar pela cabeça para tentar lembrar quem poderia ser aquela pessoa e que ligação poderia ter com a minha empresa.

Uma carta de penhora de créditos é, basicamente, avisar a empresa X que se tiver algo a pagar à pessoa Y (devedora do fisco) deverá pagar o montante diretamente às finanças e não à pessoa em causa. Depois de falar com outras duas colegas, descobrimos que se tratava de uma senhora que nos prestou um serviço de publicidade há um ano e tal. Não devemos nada mais a senhora, logo, era só uma questão de enviar a notificação ao nosso contabilista para ele responder às Finanças a indicar que da nossa parte não temos nenhum montante a pagar à pessoa penhorada.

O contabilista indicou-nos que na maior parte das vezes as Finanças 'distribuem' essas cartas às pessoas/empresas que tiveram contacto nos últimos tempos com a pessoa devedora e que a própria pessoa poderia não ter noção da dívida, pelo que o mais correcto seria ligar para avisar da existência da dívida. Liguei e fui recebida com sete pedras na mão.

- Bom dia, estou a falar da empresa XYZ, o meu nome é Anne Oliveira e estou a ligar para comunicar que hoje recebemos uma carta das Finanças com uma ordem de penhora em seu nome, não sei se tem conhecimento da dívida ou se quer que eu eu digitalize a carta para... (interrompe-me)
- Olhe, minha senhora, este assunto já está mais do que tratado, sinceramente, estou farta destas chamadas!
- Eu peço desculpas, mas estou a ligar por orientação da minha contabilidade.
- Pois, pois, mas olhe, já tratei de tudo, rasgue a carta, se quiser. Se foi só por isso que ligou, a conversa fica por aqui que eu agora também não posso falar mais. Com licença.

E desligou-me o telemóvel. Assim, sem mais nem menos, como se eu é que estivesse a dever alguma coisa. Fiquei uns dois minutos a segurar o telemóvel na mão, ainda incrédula, a pensar como é que aquilo tinha acabado de acontecer. Em choque. Não sei se o fez por raiva, vergonha ou por qualquer outro motivo mas nada justifica.


Ter dívidas é uma grande merda (eu já tive uma situação parecida com as Finanças, por causa dos fatídicos Recibos Verdes e não desejo a ninguém), toda a gente está sujeita a passar por algo do género, é um mega constrangimento mas acontece, pode acontecer a qualquer um. Temos é que saber dar a volta à situação, tentar resolver, reconhecer que estivemos mal e ter humildade. Com posturas destas só me dá é pena. É pobre de carteira e pelos vistos, pobre de espírito também (e para essa pobreza, meus amigos, não há dinheiro que cure).
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Vale a pena comprar na Primark:

Acessórios para gadgets! 

No outro dia uma leitora comentou que eu tinha um certo preconceito com a Primark, que falava mal, que não comprava lá coisas... etc, etc. Não, eu não tenho preconceito algum com a Primark, compro lá determinadas coisas só não compro... roupa. Porque acho que não compensa: as costuras são péssimas, todas tortas; os tecidos são manhosos; os tamanhos idem; há o tal disse-que-disse sobre a Primark utilizar mão de obra infantil (no fundo, acho que grande parte das marcas o faz, mas no caso da Primark é bastante explícito, dado os preços que praticam). Enfim... uma série de motivos que fazem evitar comprar por lá. 

Mas não sou de ferro e há coisas demasiado boas para deixar ficar na loja :) Uma das coisas que mais gosto são acessórios para o iphone (a película em vidro é ótima, grossa e mega resistente - mais do que as que eu compro no ebay!), compro capinhas, carregadores de isqueiro, cabos, adaptadores e tudo o mais. São muito baratos e por norma duram um tempo razoável para compensar o investimento. As capas da nova coleção estão maravilhosas, comprei três e custaram entre 1,50€ e 2€. Demasiado barato para resistir. 


E vocês, também compram este tipo de acessórios na Primark?
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24 junho 2017

Este fim-de-semana:

Quero descansar, quero ir à praia, quero jiboiar na piscina, quero lamber montras (e espreitar os saldos), quero matar saudades do meu Algarve (e vou), quero estar com a minha família e encher as minhas pessoas de mimos e beijos, quero passar mais tempo com a minha princesa - a irmã mais querida desse mundo - ai ai ai, quero fazer tanta coisa que esses próximos três dias vão ter que esticar ao máximo.

(e nos entretantos, vou tentar planear as férias de Julho - sim, que a a ida ao Rio de Janeiro trocou-me as voltas todas - e já sei que vai estar tudo caríssimo, que vou maldizer-me umas trinta vezes porque deixei escapar os vôos 'baratos' para o destino que queria este ano e agora está tudo pela hora da morte. Nada de novo, portanto.)
Bom fim-de-semana, pessoas!
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21 junho 2017

Até quando?

Vivo em Portugal há quase 13 anos. Em todos os verões, a história se repete, anos e anos a fio. Incêndios, gente a morrer, bombeiros heróis (alguns mortos no combate ao fogo), as emissoras que transformam a dor dos outros num carnaval sem medidas (tudo pelo lucro, pela audiência e afins), os 'mirones' (ou estúpidos, é capaz de ser mais isso) a desobedecerem a ordem das autoridades para se porem ao lado dos fogos, a ver os incêndios (mais ou menos como aqueles idiotas que vão para a Nazaré ver as ondas gigantes e de repente, pluft, é mais um que caiu ao mar!).

Todos os anos assisto a essa ladainha, é vira o disco e toca o mesmo, parece que não aprendemos com os erros do passado, parece que de nada valeu a pena. Quase 65 pessoas mortas, num incêndio de proporções dantescas, que começou há dias e até ver, nada de ser extinto. 65 pessoas morreram queimadas, famílias inteiras (nem consigo imaginar o desespero de uma mãe presa num carro com os seus filhos, a ver fogo por todos os lados, sem saber o que há de fazer), gente que seguramente nunca mais apreciará o verão da mesma forma (sim, esse mesmo verão que nós tanto adoramos). Eu percebo muito pouco (ou nada) do assunto, sou completamente leiga, mas não consigo compreender como é que este tipo de coisa continua a acontecer. Temos que fazer algo, temos que mudar mentalidades, algo precisa ser feito urgentemente.

Não consigo assistir televisão nestes dias, não aguento ver velhotes a chorarem por terem perdido tudo (numa idade em que dificilmente conseguirão reconstruir as suas coisas), não aguentei ver um pai a falar de como mandou para a morte a mulher e as duas filhas (como se consegue viver depois de uma desgraça deste tamanho?), é muita dor, um sofrimento terrível. Ninguém merece passar por experiência semelhante. Morrer queimado deve ser das mortes mais horríveis de sempre e eu arrepio-me toda a pensar nos familiares, na dor de reconhecer um corpo diminuto, corroído pelo fogo, onde não resta nada: nem rosto, nem corpo, nem cabelos, nem nada que nos lembre daquela pessoa que um dia existiu.

Estou de luto, não consigo pensar em nada que não seja o sofrimento desta gente, deste país. Tudo o resto fica mesmo em segundo plano. Vinha para vos mostrar um post sobre compras que fiz entretanto, numa H&M já em saldos, mas sinceramente? Não tenho vontade, nem ânimo. Nem ninguém está interessado nisso.

Que Deus conforte o coração de quem ficou e dê o descanso merecido aos que se foram.
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17 junho 2017

16 coisas imperdíveis de fazer no Rio # parte 1

Já andava a ensaiar este post há décadas e eis que finalmente ele veio à tona! Na verdade, a ideia era fazer vários posts sobre o Rio mas eu sou bem preguiçosa e decidi compactar tudo (ou quase tudo) em um só, por isso separei 16 coisas imperdíveis para quem vai ao Rio de Janeiro pela 1ª vez (podem ir outras vezes, é certo, mas a primeira vez em qualquer cidade é sempre a 1ª vez - tudo tem outro impacto). Como o post ficou e-nor-me, tive que dividi-lo em duas partes senão vocês só terminariam de ler no Natal. Vamos lá!


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16 junho 2017

Momento vergonha-alheia do dia:

Fui ao supermercado e enquanto passeava pelos corredores, lembrei-me que o sal fino tinha acabado lá em casa. Como eu troquei todo o sal (fino e grosso) por sal rosa do Himalaya (só tenho a dizer maravilhas: adeus cãibras matinais, adeus retenção de líquidos, adeus pernas inchadas... é amor pra toda a vida!), decidi perguntar a uma funcionária se eles vendiam esse tipo de sal (que por norma só encontro nos supermercados Brio). A funcionária lá me explicou que ainda não têm deste sal mas que já vários clientes pediram e que provavelmente estará para breve. E o que a pessoa aqui diz?

"Ah, tá bem, valeu!"

Não sei se foi por a funcionária ser brasileira, não sei se foi por ter voltado do Rio de Janeiro fez agora uma semana, não sei... mas saiu-me assim tão naturalmente, que eu só me queria enfiar embaixo de uma prateleira qualquer. Valeu? A sério, Anne? Ninguém merece...

(desta vez está difícil de me desgrudar do sotaque carioca... É sempre assim, se fico no Brasil mais de duas semanas, está o caldo entornado. Demoro séculos a voltar a falar no meu português à la Ricardo Pereira - nem carne nem peixe, uma coisa assim meio indefinida. Mas volto! :)
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14 junho 2017

Alergias alimentares e Irresponsabilidades culinárias:

No sábado fui ao Mercado de Algés jantar com a família (e comer sardinhas, claro está), optei por comer uma Sopa de Peixe como entrada, no restaurante onde já tinha ido em várias ocasiões e inclusive, comido a mesmíssima sopa. Assim que provei a sopa, senti um gosto fortíssimo a picante. Perguntei à minha mãe - que comia a mesma sopa - e ela não sentia nada, ainda brincou que provavelmente era do meu paladar (sou muito pouco tolerante a comidas  temperadas). Ao fim da sopa, já eu sentia os olhos a lacrimejar mas não valorizei.

Acordei no domingo feita bicho, quando me olhei ao espelho ia caindo: toda eu era manchas vermelhas, olhos empapuçados, comichão sem fim no pescoço, dobra dos braços e atrás dos joelhos. Uma miséria! Sempre fui alérgica mas sei exactamente ao quê: água de rosas, casca de marisco e pêlo de gato. Tenho o maior dos cuidados quando faço refeições fora de casa: amo peixe, cataplanas e tudo o que meta pescado mas sempre, sempre pergunto os ingredientes para saber se eventualmente levarão caldo de marisco (feito com a casca).

Não questionei sobre a sopa no porque já lá comi essa sopa pelo menos umas cinco vezes e nunca fiz reacção. Aliás, há mais de 10 anos que não tinha um ataque desses! Fui à minha Alergologista, na CUF Infante Santo, que ficou horrorizada ao ver o meu estado. Toda eu era comichões (e não adianta me dizerem "não coces" que eu meto a unha sem dó nem piedade, não aguento a agonia...), eu parecia que tinha apanhado uma surra de gato: toda inchada, arranhada, mal conseguia dobrar os joelhos (tinha uma 'bola' vermelha atrás do joelho). Infelizmente vou ter que fazer uso de cortisona (a coisa já não vai lá com anti-histamínicos) mas dei-me por feliz por não precisar levar a temida injecção!

Não imaginam o 'estrago' que uma sopa de peixe (com restos de marisco) fez na minha pessoa... Nunca na vida tive uma reacção alérgica tão forte, achei que morria de tanto me coçar!

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13 junho 2017

Das mariquices que eu adoro #3


Quem tem portátil branquinho sabe bem a agonia que é para mantê-lo sempre branco e impecável (e as teclas, que ficam amareladas em menos de nada?), então não pensei duas vezes quando vi essa cover autocolante, nas lojas De Borla. Havia em imensos padrões mas eu sou pessoa de rosas e flores no geral, logo, escolhi a mais pirosinha de todas. Custou menos de 1€ :)

Quando voltei do Rio tinha vááários pacotinhos do Ebay à minha espera no escritório. Tão bom! Um deles trazia essa fofurice: capinhas para chaves, em silicone e com muita bonecada como eu gosto. Comprei com esse vendedor. O porta-chaves da Melissa em formato de vaca veio de oferta numa das compras que fiz no Rio de Janeiro e eu adoro o cheirinho :D O porta-cartão de panda comprei também no Rio de Janeiro - para pôr o cartão do cidadão e o multibanco, quando me apetece andar só com as chaves - e custou uma ninharia (o equivalente a 1€ e tal). Acho que também é vendido no ebay. Não é uma fofura?

(sim, esse post não tem qualquer utilidade mas achei que eram coisas tão fofinhas e 'partilháveis' que decidi vos mostrar para o caso de haver por aí mais pirosas como eu que gostem dessas coisas).
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12 junho 2017

Rio de Janeiro | a viagem de avião (dica!)

Quando ficou claro que a minha mãe teria que fazer uma cirurgia (falarei disso noutro post) que não seria comparticipada pelo seguro de saúde (pode ser uma situação que ela arrastava há mais de dez anos - era uma doença pré-existente), a escolha óbvio recaiu em operar no Brasil. Porque o custo é inferior (estamos a falar em reais, que valem três vezes menos do que o euro), os médicos nesta área (cirurgia vascular e plástica) são dos melhores que eu conheço e tínhamos excelentes referências dos hospitais do Rio.

Como toda a cirurgia saiu em regime 'particular' (e parecendo que não, ainda foram uns milhares de euros), decidimos economizar no vôo. A TAP é sempre a nossa primeira escolha quando vamos ao Rio de Janeiro mas ultimamente os bilhetes estão um abuso! Para as datas que queríamos, ida e volta ficava a 1200€ por pessoa. Oi?! Como assim, minha gente?

Comecei a pesquisar outras companhias, vi a IBERIA (com escala em Madrid), vi a KLM (com escala em Amsterdão) e eis que descobri a Royal Air Maroc, a companhia de bandeira do Marrocos. Até achei que estava a ver mal mas não... o bilhete ida e volta, por pessoa, ficava em 500€. Achei que estava a alucinar, andei ali a ver as letrinhas pequeninas, cusquei tudo... e comprei os nossos bilhetes.

A minha mãe até hiperventilou quando lhe disse que viajaríamos para o Brasil com uma companhia marroquina! Que por esse preço o avião seria uma lástima, que tinha uma escala longa, que não gostava de companhias árabes por causa de terrorismo, enfim... Puro preconceito. Lá a convenci e posso vos garantir que foi das melhores viagens de avião que já fiz. Até dormi a bordo, o que é toooda uma novidade!


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09 junho 2017

O que eu mais fiz nesses 20 dias de Rio de Janeiro...

Comi como se não houvesse amanhã...

Só que teve amanhã e não foi uma coisa lá muito bonita de se ver. A balança acusa mais 3kg e sinceramente, dada a alarvidade de coisas que mandei pra dentro do bucho, até acho que o estrago não foi grande. Comia e pensava "Ah, quando chegar a Portugal esfolo-me de treinar e a coisa vai ao sítio". Aham... Meti a pata na poça com tudo a que tenho direito. Ah, pessoas, cinco anos sem ir na 'minha' cidade, senti que merecia matar as saudades dos meus pratos preferidos. E foram tantos!

Fanta uva de lata (que não há por cá, para minha tristeza), Guaravita (guaraná natural cheio de açúcar hahaha), Matte Leão, Água de Coco aos litros, Guaraná Kuat... e para azar dos azares, uma bebida nova chamada Skol Beat que uma prima fez questão de me apresentar. Vocês sabem que eu não bebo álcool, que detesto o cheiro e tenho uma tolerância mínima para bebidas. Pois bem, a raça da Skol Beat não tinha gosto de cerveja, não parecia sequer com cerveja e eu enfardei aquele troço... no meio de um baile funk. Sim, estava mortinha para dançar a sério e nada melhor do que funk carioca. O resultado foi devastador. A bebida tem 8% de álcool (quase o dobro de uma cerveja normal), então, imaginem o meu estado...

Desgraças à parte, aproveitei para comer todas as comidinhas que adoro: churrasco com farofa, pão francês com ovo frito de gema mole (viva a salmonella!), salgadinhos vários (bolinho de aipim com carne, enroladinho de salsicha, aiiii), strogonoff de frango, pão com linguiça do Alemão (os melhores!), empadinhas da Casa da Empada, brigadeirão, medalhão com arroz à piamontese do La Mole (é mara, melhor prato do muuundo), batata recheada, coxinha recheadíssima com catupiry, eu sei lá! Foi muuuito enfardanço e agora vou me ver grega para abater isso tudo antes da praia. Como se diz no Rio: "deu ruim" pra mim :D

Se tem uma cidade onde se come até sair comida pelos olhos, essa cidade é o Rio de Janeiro. Tudo é delicioso, tudo leva carradas de molhos, requeijão, queijo fundido, maionese de alho... misericórdia, Senhor! Não tem como escapar. Eu jamais conseguiria ser fitness por lá, não tenho a força de vontade necessária para resistir a uma montra de coxinhas hahaha.

P.S: Já comecei a preparar os posts com as dicas de viagem e o guia de compras pelo Rio de Janeiro. Mi aguardjem!
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07 junho 2017

Da lata que eu tenho...

Chegámos a Lisboa ontem de madrugada, vínhamos com as malas atafulhadas de coisas (como já é costume por esses lados) e seguíamos alegres e contentes em direcção à famosa rampa da Martini quando, pela primeira vez na vida, fomos interceptadas pela fiscal da Alfândega.

Já voei mais de cinquenta vezes e tal nunca me tinha sucedido. É óbvio que por mais coisas que traga de uma viagem, sempre opto pela saída do aeroporto que diz "nada a declarar" (eu e toda a gente) só que estava lá a fiscal paradinha, mesmo à espera de apanhar alguma coisa...

Fiscal: - Bom dia, estão de passagem ou vivem cá?
Eu: - Bom dia, vivemos cá.
Fiscal: - Quantos dias estiveram fora? (enquanto lança um olhar assombrado para o volume das nossas malas)
(a minha mãe tenta se justificar): Fomos ao Rio de Janeiro porque eu fui fazer uma cirurgia, tenho aqui os atestados médicos, ainda estou cheia de pontos...
Fiscal: - Minha senhora, perguntei quantos dias esteve fora... (me-do!)
Mamãe: - 22 dias.
Fiscal: - E o que trazem nas malas, para além da roupa? (glup!)
Eu: - Dois pares de havaianas, imensa medicação por causa da cirurgia e um biquíni para mim. (sim, gente, sou uma atriz e peras hahahaha, toda eu tremia a pensar na cara que eu faria se a gaja se dedicasse a abrir as nossas malas).

Fiscal olha desconfiada para as malas, abana a cabeça e finalmente diz:
- Muito bem, podem seguir.


Ufa! Fiz a maior cara de naturalidade do mundo (mamãe a essa altura do campeonato não dava mais um pio), agradeci, sorri e voei dali como se tivesse asas nos pés. Que medo! Depois do susto, fiquei a pensar no que teria acontecido caso ela tivesse aberto a mala. Eu teria que pagar impostos sobre os produtos? Não trouxe nada para revender, são apenas coisas para mim e/ou para oferecer a familiares. Nunca me atentei para a quantidade de coisa que podemos trazer 'de fora' mas tendo eu dupla cidadania, acho que é óbvio que quando vou à minha cidade natal quero trazer este mundo e o outro, certo? Entendidos neste assunto, esclareçam aqui a pessoa! :)

(e agora vou ambientar-me novamente à blogosfera, tentar escapar ao jet lag (não está fácil), colocar o sotaque carioca na gaveta (tá difícil, viu cara?) e voltar com tudo que já tenho saudades!)
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