07 junho 2017

Da lata que eu tenho...

Chegámos a Lisboa ontem de madrugada, vínhamos com as malas atafulhadas de coisas (como já é costume por esses lados) e seguíamos alegres e contentes em direcção à famosa rampa da Martini quando, pela primeira vez na vida, fomos interceptadas pela fiscal da Alfândega.

Já voei mais de cinquenta vezes e tal nunca me tinha sucedido. É óbvio que por mais coisas que traga de uma viagem, sempre opto pela saída do aeroporto que diz "nada a declarar" (eu e toda a gente) só que estava lá a fiscal paradinha, mesmo à espera de apanhar alguma coisa...

Fiscal: - Bom dia, estão de passagem ou vivem cá?
Eu: - Bom dia, vivemos cá.
Fiscal: - Quantos dias estiveram fora? (enquanto lança um olhar assombrado para o volume das nossas malas)
(a minha mãe tenta se justificar): Fomos ao Rio de Janeiro porque eu fui fazer uma cirurgia, tenho aqui os atestados médicos, ainda estou cheia de pontos...
Fiscal: - Minha senhora, perguntei quantos dias esteve fora... (me-do!)
Mamãe: - 22 dias.
Fiscal: - E o que trazem nas malas, para além da roupa? (glup!)
Eu: - Dois pares de havaianas, imensa medicação por causa da cirurgia e um biquíni para mim. (sim, gente, sou uma atriz e peras hahahaha, toda eu tremia a pensar na cara que eu faria se a gaja se dedicasse a abrir as nossas malas).

Fiscal olha desconfiada para as malas, abana a cabeça e finalmente diz:
- Muito bem, podem seguir.


Ufa! Fiz a maior cara de naturalidade do mundo (mamãe a essa altura do campeonato não dava mais um pio), agradeci, sorri e voei dali como se tivesse asas nos pés. Que medo! Depois do susto, fiquei a pensar no que teria acontecido caso ela tivesse aberto a mala. Eu teria que pagar impostos sobre os produtos? Não trouxe nada para revender, são apenas coisas para mim e/ou para oferecer a familiares. Nunca me atentei para a quantidade de coisa que podemos trazer 'de fora' mas tendo eu dupla cidadania, acho que é óbvio que quando vou à minha cidade natal quero trazer este mundo e o outro, certo? Entendidos neste assunto, esclareçam aqui a pessoa! :)

(e agora vou ambientar-me novamente à blogosfera, tentar escapar ao jet lag (não está fácil), colocar o sotaque carioca na gaveta (tá difícil, viu cara?) e voltar com tudo que já tenho saudades!)
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8 comentários

  1. Respostas
    1. Morri de medo hahahaha nem sabia bem porque estava a mentir, só senti que precisava inventar qualquer coisa :P

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  2. Fui uma vez ao Rio e outra a Salvador, tb trouxe a mala cheia de coisas que nao existem onde moro...nunca me dei ao trabalho de pesquisar mas acredito que existem limites de wuantidade (no meu caso e penso que no da Anne tb nao se pode dizer que seria suficiente para revenda - mas la esta, sou leiga no assunto)...penso que os fiscais nao andam propriamente a procura de 2 pacotes de bombril e 3 produtos para o cabelo mas sim de drogas ou plantas/animais exoticos...digo eu.

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    1. Pois, eu nunca pensei bem nisso das quantidades... Acho que é óbvio que não trago para revender, apenas para consumo próprio mas por exemplo, trouxe duas embalagens da escova inteligente que fiz por lá (a cabeleireira vendeu-me quando soube que eu vivia fora) e supostamente é material de profissional e cada garrafa vem com 1 litro e dá para umas 10 aplicações... Trouxe 2 garrafas, poderia ter sido um risco, acho eu.

      De resto, trouxe coisas em poucas quantidades, o que mais trouxe em repetido foi um perfume para a casa (trouxe 10 garrafas) porque gasta-se num instante. Mas da próxima vez vou pesquisar antes se há limite de alguma coisa, para não passar sustos.

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  3. Espero que esteja tudo bem com a sua mãe Anne :) beijinhos de uma seguidora assídua que aguarda todas as novidades de compras e dicas do Rio :)

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    1. Graças a Deus está tudo impecável com ela :) Correu tudo bem melhor do que esperávamos. Estou a preparar estes dois posts :D´Beijinhos querida!

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  4. Pode trazer comida na mala?

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  5. Minha rica Anne (sim o de rica e mesmo de riquinha, boazinha) a minina não me quer vender um potezinho de sabão natural??? e um de UAU??? eu uso panela a antiga ( a pesar de ter ganho de casamento uma colecção da Silampos e agora no natal uma panela linderrima da Le Cruiser)para cozinhar e mesmo aquelas de ferro a moda Brasileira... aceita o negocio??? :,-(

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