08 julho 2017

Duas situações que me moem o juízo:

Situação 1: Ando à procura de casa para o meu irmão. Achei que despachava a coisa em dois tempos mas qual quê! A esta altura do campeonato, já toda a família anda desesperada a caça do imóvel, já durmo e acordo com o site do OLX aberto no ipad à cabeceira da cama, a ver se me cai algum anúncio. A ideia é arrendar, não comprar (para já). Que não quer empréstimos nem amarras financeiras (e eu percebo-o tão bem! Sou tal e qual) mas caraças, encontrar um apartamento minimamente em condições no distrito de Lisboa (é que já nem falo na cidade, já expandi a busca pelo distrito) não é tarefa fácil. Ou são podres de velho, ou é num 4º andar sem elevador, ou a renda de um mísero T1 ronda os 700€, ou pedem garantias bancárias, dois fiadores e as cuecas... Enfim. Estou desanimada, juro que estou. O último apartamento que considerei visitar (era o único abaixo dos 600€) tinha como área total (total!) 25 metros quadrados. Yap, uma casa inteira que cabe dentro da minha sala de estar. Não acho normal. E pelo andar da carruagem (e sem grande opção da escolha), estou mesmo a ver que depressa passamos ao modo 'vamos-ter-que-comprar' visto que não há nenhuma oferta de imóveis para arrendar em Lisboa, é surreal!

Situação 2: Entra-me pela empresa adentro uma rapariga com um papel na mão. "Boa tarde, eu precisava de um carimbo..." ao que uma colega exclama: "Um carimbo? Mas um carimbo para quê?". Ah e tal, era para apresentar no Centro de Emprego. A minha colega não se conteve: "Ah mas desculpe, eu não posso fazer isso. É que você não está à procura de emprego, você está à procura de carimbos e isso eu não faço. Lamento.". Ah, tá bem, obrigada - respondeu a rapariga - e foi-se embora, feliz e contente. Como esta gente consegue viver assim, na cara podre? Eu adorava perceber. Viver à conta do país sem mexer uma palha, só à espera que lhe caia o dinheiro do subsídio. E pior, fingir que está à procura de trabalho e 'enganar' a segurança social com carimbos da treta quando obviamente querem é curtir o verão à grande em casa, sem mexer o real rabo. Epá, não sou melhor que ninguém mas caraças, tenho 12 anos de descontos (comecei a trabalhar aos 18) e nunca estive mais de dois meses parada nesses anos. Nunca. Saía de um emprego sempre com uma proposta melhor, nunca solicitei subsídios (para quê, se um mês depois tinha que lá ir suspender porque já estava noutro emprego? Só o trabalho que me dava...), sempre encarei o Subsídio Desemprego como uma situação excepcional onde realmente NÃO se arranja trabalho, já depois de ter esgotado todas as possibilidades. Mas não, as pessoas pensam no Subsídio Desemprego como umas 'férias de dois anos remuneradas' e já ouvi de diversas pessoas: "ah, vou aproveitar para ter mais um filho..", "ah, vou aproveitar para fazer um curso...". A palavra é mesmo essa, aproveitar. São aproveitadores. E me desculpem mas não, não querem trabalhar.
SHARE:

27 comentários

  1. Em relação ao tema de arrendar casa, não me posso manifestar. Mas em relação aos carimbos.. já me aconteceu situações semelhantes. Trabalho numa loja de vestuário e muitas vezes vão lá pedir o tal carimbo, pergunto sempre se tem currículum para deixar, mas a maior parte nem isso tem.

    Visita-me ❤ Freedom Girl // Instagram

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois é isso que me lixa... é que não perguntam sequer se estamos a precisar de alguém, se temos vagas em aberto, se podem deixar o currículo, nada disso... só querem a porcaria do carimbo. Eu não dou!

      Eliminar
  2. Olá Anne!
    Andei nessa mesma luta há uns meses, já desesperava com tantos anúncios e telefonemas trocados! Não sei quanto tempo ficarei por Lisboa (sou do Norte) e portanto comprar, para já, estava fora de questão, e pagar uma fortuna por uma casa alugada também! Até que uma amiga perguntou se já tinha procurado em Almada, pertinho de Lisboa e bem mais barato. Em "horas de não ponta" em 10 minutos estou Lisboa. Não me faz diferença já que posso trabalhar a partir de casa e ir 2/3 vezes por semana à empresa em Lisboa.
    Encontrei um T2 remodelado, todo moderno e com uma vista fantástica a 300€!
    Não sei se Almada é compatível com a vossa gestão familiar mas fica a dica!

    E Anne como ficou a história da Joana e os seus gémeos? Fiquei com a hstória na cabeça e de vez em quando lembro me :)

    Só mais uma coisinha, não deixe o blog, mesmo que escreva pouco, escreva, não nos deixe :)

    Um beijinho
    Sofia Salgada

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Exato, muita gente procura casa na capital, mas é super caro. E tem algo bastante razoavel mesmo ali ao lado! =)

      Eliminar
    2. Anónimo9 de julho de 2017 às 00:04, mas só se for uma situação como a que a Sofia descreveu, de trabalhar a partir de casa e só ocasionalmente precisar de ir a Lisboa (fora das horas de ponta), aí é perfeita essa opção de viver em Almada/Margem Sul. Mas quem tenha um emprego "fixo" (tipo das 9h às 18h) no centro de Lisboa, torna-se um inferno. O tempo que gasta em deslocações + o dinheiro que isso custa (carro, combustível e portagens ou passe de transportes que vão cheios, fazem greve, têm horários instáveis, etc), mais o desgaste a longo prazo de passar por esse stress todos os dias, mais vale investir numa casa no centro, que também mais facilmente se valoriza e vende daqui a uns anos por um valor superior, ou arrenda sem problemas. Eu vou fazer isso (comentei mais abaixo) e estou a 15min a pé do meu trabalho e o meu marido a 10min a pé do dele. Temos tudo à mão naquele bairro (supermercado, farmácia, lavandaria, etc). É tipo viver numa aldeia, mas no centro da cidade :) conseguimos ter bastante tempo livre diariamente e não usar o carro para nada (só ao fim-de-semana, quando a cidade esvazia).

      Eliminar
    3. Meninas, eu já vivi na margem sul (mais precisamente no Montijo) e jurei para nunca mais. Mesmo! Na altura tinha aulas na faculdade às 8h15 e tinha que acordar as 5h30 para apanhar o barco das 6h35, depois sair no Cais do Sodré às 7h10, apanhar o autocarro para a universidade e tentar chegar lá perto das 8h para conseguir tomar café no bar antes das aulas. Se me atrasasse ou perdesse um dos transportes... tumbas, mais um hora à espera de um dos barcos.

      As casas são maravilhosas, a nossa tinha tudo e mais alguma coisa: som ambiente, estores elétricos, duplex, cozinha maravilhosa encastrada, etc etc. Mas e as horas a menos de sono? E o tempo nos transposrtes? E as greves da Transtejo, Soflusa e afins?

      Chegava a casa morta, só tinha tempo de tomar banho e dormir, não existia praticamente durante a semana.

      Compensa para quem faz vida do outro lado ou só tenha que vir a Lisboa 1 ou 2 vezes por semana. Para quem vem todos os dias é um sacrifício.

      Eliminar
  3. Veja também no Portal Sapo e Imovirtual, o arrendamento, e quanto ao carimbo, falta vergonha na cara a muita gente!!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Teresa, estou a ver tudo o que mexe! Mal dá tempo de ver o anúncio, ligar para a imobiliária e marcar visita... No dia da visita enviam sms a dizer que já arrendaram a casa na visita da manhã, fico fula! Mas obrigada pela dica, vou ver no Sapo ;)

      Eliminar
  4. Já tentaram ver na Grande Lisboa? Pode ser que encontram alguma coisa antes de optar por comprar.
    Eu só penso em subsídios para último recurso mesmo mas partilho da mesma opinião que tu. Mas quanto aos cursos não é o sonho cor-de-rosa que muitos pintam. Tirar um curso pelo Centro de Emprego não dá dinheiro por aí além. Eu própria gostava de tirar um curso pelo Centro de Emprego porque é um acesso mais fácil para terminar o 12º ano, já tenho 26 anos, fica complicado, não é de todo pelo dinheiro (receber uns 40/50?).

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Estamos neste momento a considerar todas as hipóteses dentro da Grande Lisboa (visto que a 'pequena Lisboa' está supervalorizada).

      Eu também vejo os subsídios desta forma: um último recurso, depois de já se ter tentado emprego em vários sítios. Quando falo dos cursos, falo mesmo de licenciaturas e outros que o pessoal tem a ideia (errada) de que os 2 anos de subsídio são tipo férias pagas, vamos embora aproveitar! Nem se dão ao trabalho de procurar emprego, só começam a fazer currículos quando falta 2 ou 3 meses para terminar o desemprego. Fico doente!

      Eliminar
  5. Sobre a questão da casa: é verdade, Lisboa está assim neste momento. Mas não é só para arrendar, para comprar também. É ver t1s no centro a serem vendidos por 300 mil euros para cima! Eu e o meu marido decidimos passar do arrendamento para a compra este ano. Já vivemos há 7 anos juntos em imóveis arrendados e, fazendo as contas ao que já pagámos em rendas, já pagávamos 1/4 da casa que queremos em Lisboa. Já nos arrependemos de não ter comprado há 2 ou 3 anos, na altura da crise, em que se fizeram muito bons negócios. Para evitar daqui a 2/3 anos estarmos a pensar que devíamos era ter comprado agora (porque acho que o mercado ainda vai crescer e as coisas vão piorar), decidimos comprar. Até porque temos um contrato de arrendamento de 1 ano, renovável por iguais períodos, que até agora foi sempre sendo renovado (já lá vão 4 anos), mas pode chegar a altura em que o senhorio acorde para esta situação e se aperceba que já podia perfeitamente estar a cobrar mais 300€/mês de renda ali e se oponha à renovação e nós ficamos com 4 meses para encontrar casa nova. Visitámos apenas um apartamento (t3 com terraço, no centro, no bairro onde já moramos) e decidimos logo que era esse. Vamos em breve assinar o contrato-promessa e fazer a escritura. Não vamos fazer créditos a bancos, conseguimos um bom preço que achamos que se valorizará no futuro e vamos mobilizar as nossas poupanças todas + empréstimo aos nossos pais, que pagaremos em 10 anos. Sentimos que é a melhor opção e que é jogar pelo seguro pela situação que Lisboa atravessa em termos de procura imobiliária.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Fazem muito bem em antecipar o que está por vir. Eu estava numa situação de arrendamento semelhante: contrato de arrendamento por 1 ano, renovável e perto da última renovação o nosso senhorio decidiu aumentar a renda em 200€ por isso tivemos de procurar outra casa. Infelizmente não tínhamos no imediato a possibilidade de comprar, por diversos circunstancialismos e por vimo-nos obrigados a arrendar pelo menos durante mais um ano, embora seja nosso objectivo comprar a curto prazo.
      Se tiveram a oportunidade que descreve fizeram imensamente bem em comprar e parabéns pela aquisição e nova fase! Felicidades!

      Anne, vimo-nos verdadeiramente aflitos para encontrar casa para arrendar a preços e com condições decentes. Acabámos por encontrar um bom compromisso na periferia de Lisboa, onde ainda há metro (que era condição essencial para nós) mas onde se tem "vida de bairro" e possibilidade de arrendar por menos de 500€. Boa sorte na demanda!

      Eliminar
    2. E estão certíssimos! Se podem fazer isso sem recorrer a bancos, é do melhor. A mim o que me faz confusão é mesmo a questão do empréstimo bancário, os juros, os seguros, condomínios e tudo o mais que vem agregado à compra de uma casa. Mas sinto-me insatisfeita com o arrendamento, parece que a casa nunca é minha de facto (e não é), não me dá margem para mudar quase nada (excepto a cor das paredes) e fico bem lixada com isso. Estamos a ponderar o nosso próximo passo.

      O mercado do arrendamento está de loucos. Neste momento pago uma renda super acessível e o apartamento é fantástico mas... anseio por mais :)

      Eliminar
    3. VerdezOlhos: Bem, isso é fantástico! Eu adoro esse ritmo sossegado de bairro, onde toda a gente conhece toda a gente, acho quase que estou 'no campo' e não na cidade. Onde vivo não há metro (mas há comboio) de qualquer forma, uso sempre o carro, não era por isso. Mas estou incomodada com o facto de estar a arrendar, começo a desejar a 'minha' casinha. Obrigada :)

      Eliminar
  6. Mesmo assim tiveste sorte em a sra não ficar ofendida por não lhe colocarem o carimbo. Por norma é isso que acontece :s

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ah mas era o que mais faltava! :P
      Não sou obrigada a distribuir carimbos, não trabalho nos CTT, isso é que era bom! Ela saiu um bocado chateada mas nem piou.

      Eliminar
  7. Oh Anne cuide-se e arranje três dedos de testa, antes de ser tão leviana a falar do subsídio dalgumamprego e da não falta que ele faz a algumas pessoas, cuja idade avançada, ou doença, não lhes permite uma ingressão tão fácil no mercado de trabalho.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ó minha senhora, aqui todos são livres de comentar mas com alguma educação, se faz favor. Você deu-se ao trabalho de ler o meu post? Ler mesmo, com olhinhos de ver? É que acho que não.

      "(...)sempre encarei o Subsídio Desemprego como uma situação excepcional onde realmente NÃO se arranja trabalho, já depois de ter esgotado todas as possibilidades." eu estou indignada com as pessoas PODEM trabalhar mas que não QUEREM fazê-lo, preferindo antes viver de apoios sociais.

      Não falei de pessoas em idade avançada, doentes ou afins. Falei de malta jovem, com boa saúde, dois braços e duas pernas mas que, sabe-se lá porquê, gosta de trabalhar um ano e descansar dois. São esses parasitas que me incomodam, não quem realmente depende do subsídio para viver por não ter chance no mercado de trabalho.

      Primeiro aprendemos a ler. Depois interpretamos. E só então comentamos (e com educação).

      Eliminar
  8. No Algarve é pior, não há casas para alugar ao ano, apenas para férias. Em relação à segurança social ser "enganada" com carimbos não tenho pena nenhuma. Pelo menos essas pessoas já descontaram para poderem agora ter direito a subsidio, já dos ciganos que recebem aos milhares sem nunca terem feito nenhum não se pode dizer o mesmo, e esses nem de carimbos precisam... De resto concordo, também sei de quem esteja a aproveitar o subsidio para fazer coisas que não fez enquanto trabalhou, mas não acho mal de todo, afinal de contas se descontamos temos direito. Eu não estou desempregada nem a receber nenhum subsidio, desconto todos os meses mesmo sabendo que se for preciso, chegando a altura, nem reforma a nossa geração terá direito, por isso que aproveitem o dinheiro que tiveram de descontar agora que precisam.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois é, ouvi dizer que no Sul a coisa roça a obscenidade. Só estrangeiros a comprar/arrendar casa, deixando pouca margem para os locais. É uma tristeza...

      Epá, nem me fales da questão dos ciganos, tenho um pó a este tipo de gente chulona que nem gosto de falar sobre. Salta-me a tampa completamente. Gente que trabalha nas feiras, que não passa factura de merda nenhuma, que não sabe o que é IVA (e a polícia ali ao lado, a 'fiscalizar' a feira), gente que não desconta e que mama todos os meses cheques chorudos, abonos, RSI e mais outros que tais.

      E se for preciso um coitado de um velho, que trabalhou 40 anos, agora anda a viver com uma reforma de 200€. Não há justiça, não há.

      Eliminar
  9. Anne a história do subsidio de desemprego não é bem assim, grande parte das pessoas que ficam desempregadas precisa do subsidio de desemprego para sobreviver porque os ordenados deste país são uma miséria e pouco ou mais dão do que para pagar as contas do mês e ir vivendo, seria muito triste ficar sem emprego e sem ter como sobreviver. Também é verdade que há pessoas que só querem trabalhar o tempo suficiente para terem direito ao subsidio mas os cortes são tão grandes que é uma vergonha. Em relação aos carimbos da procura de emprego é só uma das medidas ridiculas doas Centros de Emprego que não se preocupam minimamente em ajudar a arranjar emprego a quem está desempregado e é uma maneira de justificarem que trabalham. É só ridiculo obrigar as pessoas a apresentar "papeis" quando o paoel dos Centro de Emprego deveria ser mesmo a colocação dos desempregados no mercado de trabalho.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu sei, não me referi à estas pessoas. Fiz referência à pessoas jovens, saudáveis, que podem trabalhar mas que aproveitam a 'mama de 2 anos' que o subsídio dá, para ficaram à sombra da bananeira. Conheço 'n' casos de gente assim, que trabalha o tempo exacto de terem direito ao subsídio para depois descansarem vários meses. Não querem trabalhar, pura e simplesmente. Nem procuram, com medo de encontrar.

      Quanto ao Centro de Emprego, não faço ideia de como as coisas se processam, nunca me inscrevi. Sempre que passo por lá vejo filas e filas de gente à porta mas não sei como se processa a coisa dos cursos e assim. Mas a história dos carimbos é só ridícula e não prova nada.

      Eliminar
  10. Anne, entendo a sua indignacao com aqueles que se aproveitam do sistema, em particular a situacao com os carimbos. Mais, penso que associado a qualquer subsidio de desemprego/re-insercao devia estar associado o cumprimento de algumas horas semanais de trabalho (a favor da comunidade), excepto no caso de doenca ou incapacidade fisica para o fazer. No entanto nao deixo de concordar com alguns argumentos de comentadores no que diz respeito a regras diferentes (beneficios tendo por base a etnia). Conheco tambem o outro lado, ha quem trabalhe por 3 (estou a lembrar-me de um caso especifico de um hospital publico em que ha mao-de -obra insuficiente, volta e meia ficam uns quantos de baixa medica pois nao aguentam o ritmo de trabalho e os colegas fazem o impossivel para manter os servicos a funcionar...estamos a falar de pessoas na casa dos 50/60 anos a ter delevantar e fazer a higiene de doentes acamados sozinhas. A vida nao e a preto e branco, para uns viverem a custa do sistema, existe quem trabalhe por 3 ou por 4 pelo salario minimo. A meu ver culpar quem se aproveita nao leva a lugar nenhum...o proprio sistema esta errado se permite tamanhas injusticas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Aí está! Exactamente o que eu penso. Estás desemprego, em casa a receber? Toca a trabalhar a favor da comunidade: limpar ruas, cuidar de canis, auxiliar nos bombeiros, cortar relva, sei lá! Há tanta coisa a ser feita!

      E tens razão, isto está tudo mal distribuído. Conheço mães solteiras com dois empregos (e filhos menores a cargo) que matam-se de trabalhar para receberem 2,80€/hora de trabalho. Pessoas com licenciatura. Para ajudar, recebem 18€ de abono por cada filho. É para gozar, não? 18€ meus amigos? Dá para quê, duas latas de leite e um pacote de fraldas? Não me lixem.

      Quem mais precisa geralmente é quem menos recebe do Estado. Enquanto isso, os mamões... fazem a festa.

      Eliminar
    2. Ficar desempregado é uma terrível situação e nao uma escolha! E porque concorda que as pessoas que recebem subsídio terão de ir limpar ruas, cuidar de canis..... se têm direito ao subsidio é porque descontaram!
      Imoral é o rendimento mínimo que quem o recebe nada, mas nada tem de fazer! Nem sequer recolher carimbos. Esses sim, é que teriam de trabalhar para justificar o que recebem.
      Pf nao cuspa para o ar porque o futuro ninguém sabe.

      Eliminar
  11. Respeito que a Anne nunca tenha pedido subsídio de desemprego, mas pedir não faz de ninguém calão. Descontámos, temos esse direito. Eu até descansaria o primeiro mês, partindo depois em busca de novo emprego.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Claro que não, nem eu disse isso. O subdídio-desemprego é um direito para todos aqueles que descontam durante x tempo. Ninguém é calão por pedir esse auxílio. Contudo, acho errado as pessoas acomodarem-se nesta situação e deixarem de procurar emprego, uma vez que sabem que 'ainda falta 6 meses ou 1 ano de desemprego', como se diz: "ainda é cedo para começar a trabalhar".

      Eliminar

© A GAROTA DE IPANEMA . All rights reserved.
MINIMAL BLOGGER TEMPLATES BY pipdig