31 agosto 2017

Descobertas Históricas...

Ainda não tinha tido oportunidade (leia-se: tempo) de vir aqui comentar sobre o assunto mas desde a semana passada que ando a tratar de fazer a minha Árvore Genealógica e a experiência tem sido incrível! Aconselho a toda a gente que tenha curiosidade para saber as suas origens, aquela curiosidade de saber 'de onde viemos', sabem? Eu sempre adorei  tudo o que seja ligado ao passado, adoro ouvir histórias antigas sobre antepassados, é coisa que me deixa super emocionada (não me perguntem o motivo). Adoro as histórias de imigração que desde sempre existiu na minha família (o avô paterno viajou para o Brasil num navio de carga que saiu da Turquia, a minha bisavó materna fugiu de Viana do Castelo e foi assentar arraiais no Rio de Janeiro...). Só aventuras! Sabem como é, naquele tempo não havia cá instagram, nem wifi, nem iPhone... as pessoas tinham de se entreter com outras coisas :D

Desde que comecei a pegar na história dos meus antepassados que tenho feito descobertas deliciosas! Por exemplo, estive a investigar a Certidão de Nascimento do meu avô materno (que nasceu em Viana do Castelo) e sabem o que eu descobri? Vejam com os vossos próprios olhos:


Descobri que a minha trisavó, a distinta sra. Beatris Gonçalves.... foi mãe solteira! O escândalo? Epá, estamos a falar dos modernos anos de 1912, num vilarejo chamado Vilar das Almas que hoje (em 2017, portanto) conta com distintos 372 habitantes. Imaginem em 1912 o forrobodó que não havia de ser para aqueles lados! Se ainda hoje ser mãe solteira carrega um quê de estigma, imaginem em 1912? Quase que posso ouvir as velhas cuscas nas janelas "ô Maria, não quero que fales com aquela perdida da Beatris, mulher direita não anda por aí a engravidar fora do casamento!" - pronto, isto é a minha imaginação fértil a falar mas acho que a coisa não seria muito diferente.

Sempre achei estranho a minha bisavó Aurora (que tive a felicidade de conhecer e conviver até os meus 7 anos, quando ela faleceu) só ter um apelido. Eu tenho uma carruagem de nomes (cinco, na verdade) e fazia-me impressão ela ter um nome tão curto: Aurora Gonçalves. Hoje descobri o motivo e o mais irónico da coisa é que essa minha bisavó nunca aprovou o facto do filho (meu avô, português branquinho dos olhos claros) ter-se casado com uma brasileira morena e pobre (a gata da minha avó!). Não foi, sequer, ao casamento do próprio filho, como represália! Tanto preconceito... e vai-se a ver descubro que a mãe dela era a piriguete da aldeia hahaha. Eu posso com um negócio desses? 

(nota-se muito que estou a divertir-me horrores com os filmes e diálogos que a minha cabeça inventa sempre que descubro uma qualquer ponta solta? Adoroooo!)

Infelizmente a árvore genealógica vai terminar na safadinha da Beatris (não tenho mais nenhum elemento antes dela). Giro giro era existir um sítio onde pudéssemos ter acesso a documentos antigos dos nossos antepassados, não acham? Se conhecerem algum sítio onde eu possa descobrir mais coisas, avisem que eu ando à procura de familiares perdidos!
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28 agosto 2017

Orange vibe!

Não sei se também vos acontece (quero acreditar que sim e que não sou a única 'maluca' do pedaço), mas eu sinto uma certa 'predileção' por algumas cores durante uns meses... e depois nem as posso ver à frente. No início do ano estava na fase dos amarelos. Comprei uma mala amarela, calções amarelos, até um fato de banho amarelo, toda eu estava na onda do amarelão, cor do sol. Agora, com o fim do verão, já não suporto ver nada nessa cor, quero distância... É como eu sempre digo: com a mesma força com que amo, passado uns meses já não gosto mais. Nem sei como ainda continuo (quase) 3 anos casada com o mesmo marido! :P

Agora ando na fase dos laranjas... Tudo nesse cor tem me feito virar a cabeça e olhar duas vezes. Adoro! Acho que combina demais com o meu tom de pele quente (especialmente agora que estou mais bronzeada) e tenho redescoberto vários acessórios nessa cor, alguns que já não usava há tempos! É tão bom quando voltamos a nos apaixonar por coisas que já andavam no nosso armário!


Na foto, a única coisa 'nova' é a clutch de acrílico e corrente dourada, que ganhei da minha mãe nestes saldos, queria muito uma mala nesse estilo para saídas à noite: dá com tudo e é super diferente!

// Capa para o iPhone // Michael Kors
// Vaporizador de perfume // Travalo;
// Bracelete Kelly Dog // Hermès

Os acessórios em tons como o laranja, o ocre e o tijolo são perfeitos para fazermos a transição verão-outono sem nos sentirmos altamente depressivas (pois é, o verão está a caminhar para o fim), visto que não é nenhuma cor rato-acinzentado-deslavado. Vamos ver até quando vai a minha paixonite pelo laranja, se durar até o Outono já fico feliz ;) E vocês, também criam "pancas" com determinadas cores? 
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27 agosto 2017

O meu pai.

Completa hoje 57 primaveras.
Tem menos cabelos brancos do que eu (o que eu considero uma verdadeira afronta!)
É a pessoa mais trabalhadora que eu conheço nessa vida. Mesmo com mais de vinte funcionários e com duas lojas, é raro a semana em que descansa dois dias (o normal é só descansar ao domingo).
Adora pescar e ama tudo o que venha do mar.
Teimoso, perfeccionista (sim, tenho mesmo a quem puxar), adora criticar o que considera errado (é a característica que mais nos distancia), inventa alcunhas para toda a gente e nos diverte.

Com todos os defeitos e qualidades, com todos os resmungos, as discussões e brigas que já tivemos (na adolescência então, a coisa foi punk), com todos os questionamentos que tive, com tudo isso... ele é o meu velho. O responsável por metade daquilo que eu sou, 50% de mim sempre será ‘do meu pai’ e apesar de não gostar muito do meu ‘olho pequenino’ que dificulta a minha maquilhagem  (e que é idêntico ao dele) ou do meu cabelo crespo (que me faz gastar rios de dinheiro em alisamentos e cabeleireiros), são essas coisas que me aproximam ainda mais do meu pai. Olho no espelho e vejo tantas partes dele em mim... Coisas que só a maturidade me fez enxergar. 

Não tivemos (e não temos) uma relação perfeita – estamos separados por um oceano inteiro, só para começar – mas o tempo tem sido nosso aliado e estamos juntos na tarefa de criar novas memórias e fortalecer o amor. Só assim faz sentido :) 

Hoje é o dia desse árabe que vive me cobrando um neto ("um homem não pode morrer sem segurar um neto ao colo... Na sua idade eu já era pai de dois!"), que adora implicar comigo só para que eu exploda e diga um monte de besteira, que faz drama e diz que está à beira da morte para me ver correr de volta para o Brasil... é o dia dele, dessa pessoa que demorei a entender mas que hoje amo com todo o meu coração.  
Te amo, pai.
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24 agosto 2017

Anne, a info-excluída:

Ontem fui encontrar uma amiga brasileira que está cá de férias em Portugal. Fomos ao Chiado, andamos pela Av. da Liberdade, aquele típico périplo que todo turista em Lisboa gosta de apreciar. Ela estava com o filho de 7 anos e a dada altura comentou comigo que estava sem internet no telemóvel porque tinha esgotado o plano de dados. Eu perguntei-lhe se queria usar o meu iphone para aceder a internet. Nisso, o filho dela (relembro: o puto tem 7 anos) diz-me assim:

- Ô tia, porque você não usa seu iphone como roteador e passa a net pra gente um pouquinho?
- Quê? Eu sei lá o que é isso de roteador... é algo novo no Brasil? (juro que desconhecia!)
- Não, tia, me dá aqui seu celular que eu faço... Ah, você nunca ligou o roteador... vou mudar sua senha, tá? Vou colocar uma bem fácil... (2 minutos depois) pronto, tia, acabei. Agora já podemos roubar a sua internet um pouquinho.

E eu fiquei completamente atónita. Um puto de sete anos que sabe usar o telemóvel melhor que eu. A sério, sou mesmo info-excluída. 

(na verdade, não tenho é paciência para essas coisas, é muita modernice pra mim... Eu sou a pessoa que não tem Snapchat, nem sabe usar o Boomerang, nem InstaStories (sei o que é mas nunca usei), nem essas redes sociais novas que vão surgindo. Se me meto a acompanhar as novidades do momento não faço mais nada na vida... Deus mi livri!)
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22 agosto 2017

Réplicas de malas de designers - sim ou não?

No meu caso, um big NO. Sou completamente contra utilizar réplicas de malas (aliás, réplicas do que for), acho o conceito estúpido: fingir que tenho condições para pagar pela marca X, exibir um status temporário, e contribuir para contrafacção e para o aumento do mercado 'negro'. É o tipo de coisa que nunca contará com o meu apoio. Sempre adorei malas mas quando não tinha hipótese de comprar uma mala de luxo, comprava a minha Parfois ou Zara e sentia-me bem (mas sinto-me muito melhor agora, não vou mentir).

No domingo de manhã fui à Feira do Relógio, em Chelas, para comer pastel de frango (amo!). Depois, decidi espreitar as montras (que é como quem diz, passear-me pelas barradas) e fiquei chocada: a cada dez passos que dava aparecia uma barraca só de 'malas de luxo', obviamente réplicas, vendidas aos pontapés: Burberry, Louis Vuitton, Chanel, Gucci, Prada, Bimba y Lola (com o símbolo antigo do galgo) e a marca mais copiada do momento: Michael Kors. Muita, muita coisa. E o mais bizarro: eram as bancas com mais movimento na feira, cheia de mulheres dispostas a pagar 40€/45€ por uma mala de contrafacção.

(imagens retiradas da internet)

Cada um saberá de si mas para mim era mesmo impensável: as malas são feitas num material que em nada lembram as verdadeiras, os logotipos estão por todo o lado (são enormes e mal feitos), as costuras todas tortas, as malas não têm qualquer acabamento, a maior parte dos modelos vendidos nas feiras sequer existe na loja da marca (são modelos inventados, totalmente diferente dos originais), qualquer pessoa, mesmo quem não perceba grande coisa do assunto, topa aquilo em cinco segundos. Por isso o tal status (que a pessoa acha que vai conseguir a usar um artigo destes) vai logo pelo cano.

O que me fez mais impressão foi mesmo ver a quantidade de malas Michael Kors que por lá andavam. Gente, Michael Kors não é considerada marca de luxo, é até das malas 'de marca' mais acessíveis que andam por aí (então com saldos de 50%, upa upa). Querem réplicas? Epá, ao menos que sejam uma Celine, uma Balenciaga ou uma Birkin da Hermès. Já que é para ostentar, vamos ostentar a sério. Darem-se ao trabalho de copiar uma mala que, em saldos, custa cerca de 100€ é só parvo...
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19 agosto 2017

Saldos | fui ali rapidinho ao Freeport...

Na verdade, não fui fazer compras (cof cof) fui antes resolver um problema com uma mala da Purificación Garcia (a alça descoseu e tem apenas 4 meses de uso), fiquei maravilhada com o atendimento deles. Solícitos, pediram-me para lá ir deixar a mala, que enviariam gratuitamente para a fábrica em Espanha de forma a costurarem a alça novamente (sem qualquer custo) e caso não houvesse reparação, devolveriam o valor pago pela mala. Conheço poucas marcas com uma política de Atenção ao Cliente desse género e fiquei agradavelmente surpresa. Pronto, uma pessoa gasta uma pequena fortuna em malas, o mínimo de se esperar é que a mala tenha durabilidade e que a garantia funcione se algo correr mal.

Como já tinha cruzado a ponte para chegar ao Freeport, dei assim uma vista de olhos pelas principais lojas e acabei por fazer um mega achado na Bimba y Lola. Lembram-se que nas últimas visitas ao Freeport refilei que os preços por lá estavam altíssimos? Pois bem, sinal verde para vocês lá irem: a loja está com mega descontos, que vão de 50 a 70% nas carteiras. Trouxe esta, de 110€ por 39€. Vá, trouxe duas (em bege para mim e em tijolo para mamãe, que também é filha de Deus):

O modelo é o Bark Large Shopper (aqui estão algumas cores em saldos mas esta cor era da coleção passada, não se encontra no site, apenas nos outlets da marca). O pompom veio num gorro de inverno que ganhei mas achei-o demasiado grande para a função original - prendi o pompom a um porta-chaves e agora transformou-se num bag charm.

Estava à procura de uma mala grande, impermeável e básica para o dia-a-dia (e para substituir as minhas Le Pliage da Longchamp, embirrei com elas e despachei as 3 que tinha, só fiquei com esta, que é personalizada com o meu nome). As Le Pliage são fantásticas, não entendam mal, mas em termos de durabilidade deixam muito a desejar. Já aqui tinha comentado que os cantinhos ficavam desfiados e como não encontro solução para o problema (a marca sacode os ombros e diz que 'o modelo é mesmo assim, acontece sempre...' como se isso justificasse o ocorrido), eu fartei-me de gastar dinheiro nesse modelo. Acho que esta nova aquisição vai substituir bem a minha antiga Le Pliage básica de todos os dias. Até agora, não decepcionou :)
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17 agosto 2017

Alguém me ajuda?

Ontem ao abrir a caixa de correio encontrei um embrulho da Desigual. Não é marca que me chame atenção (é tudo demasiado colorido para o meu gosto) e tinha a certeza que não era meu. Olhei o nome que vinha na embalagem e confirmou-se: vinha em nome de uma Maria Sofia Assunção Feiteira. A morada estava incompleta (a rua é a mesma que a minha mas o prédio não existe, nem sequer o andar). Não compreendo por quê foi parar na minha morada (em comum só temos o facto de morarmos na mesma rua).

Já fui ao facebook e pesquisei pelo nome mas aparecem duzentos perfis com o nome "Sofia Assunção", já pesquisei por "Sofia Feiteira" e os perfis que me pareciam credíveis de serem a pessoa que procuro, lá enviei mensagem mas ainda ninguém respondeu...

Não sei o que faça. Entretanto já abri a encomenda e trata-se desse vestido preto, que no site custa 79€.

Custa-me tanto pensar que alguém pagou 80€ por um vestido que nunca vai receber... O erro aqui nem foi dos CTT mas sim da compradora (ao digitar a morada de entrega) ou da própria Desigual a enviar a encomenda. Entretanto também já enviei mail à Desigual de Espanha (de onde saiu a encomenda) mas até agora nenhuma resposta.

Alguém tem outra ideia? Queria tanto achar a verdadeira 'dona' do vestido! Help me!
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14 agosto 2017

Escapadinha // Elvas & Monsarraz

No fim-de-semana passado decidimos, à última da hora, passar ao fim-de-semana fora. Queríamos um novo sítio para desanuviar a cabeça e esquecer os últimos acontecimentos (especialmente a minha mãe). Estamos em Agosto e arranjar hotel em cima da hora foi toooda uma aventura. É verão, está meio mundo de férias, é normal que não haja grande oferta de alojamento. Para piorar, o pet-hotel onde costumamos deixar a cadela não tinha mais vagas (e nós realmente só confiamos naquele sítio, ela habitua-se lindamente e adora ir para lá). Ponderou-se a hipótese de um de nós ficar em Lisboa por causa da nossa bolinha de pêlo (infelizmente a maior parte dos hotéis portugueses não está receptiva para receber um cãozinho, mesmo um que tenha 3,5kg e seja super educado - como é o caso da nossa baby).

Por sorte conseguimos um hotel em Elvas que aceitava animais e apesar de nunca ter me passado pela cabeça visitar Elvas (só tinha ouvido falar muito superficialmente), achei que poderia ser giro dado ser a 5km de Espanha (queríamos conhecer o Aqua Badajoz - já esgotámos os parques aquáticos do Algarve e adoramos experimentar novos).

Elvas é super pequenina e um encanto. Ficamos mesmo ao lado do Castelo, na parte antiga da cidade e adoramos o sítio. Muita população local (principalmente idosos) e comércio tradicional, coisas que eu adoro. Não é daquelas cidades massificadas onde tudo é feito para turistas, em Elvas tudo era do mais genuíno possível e só assim podemos sentir que de facto conhecemos a cidade.
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12 agosto 2017

Objecto de Desejo | As cadeiras suspensas!

Hoje resolvi ressuscitar essa rubrica (que andava desaparecida em combate) e vim falar-vos sobre uma das minhas 'paixonites'. Andava há uns valentes meses de olho numa cadeira suspensa (daquelas tipo baloiço) que estão um pouco por todas as lojas. Já estão a visualizar a coisa? Não? Pronto, são algo deste género:

São tããão giras, tão confortáveis, tão 'baloiçantes' que uma pessoa depois de se sentar ali já não quer outra coisa.

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03 agosto 2017

02 de Agosto de 2017.

Há 14 meses, no pior momento da minha vida (digo-o sem qualquer dúvida), escrevi esse texto como um manifesto contra o tabaco (essa merda que leva tanta gente boa). Ontem o tabaco levou mais uma pessoa da minha família, a minha tia Bia. Aquela que fumava 2 maços por dia, há mais de 30 anos.

Não, não foi cancro. Não, ela não estava doente. Ninguém estava à espera. A minha prima disse-me que há dois dias ela queixou-se de estar com as pernas muito inchadas (e estava), tomou um diurético e melhorou. No dia seguinte sentiu uma dor fortíssima na perna, caiu desmaiada, levaram-na para o hospital já em coma, ficou nos Cuidados Intensivos uma noite, com o diagnóstico de Trombose, que entretanto evoluiu para uma Embolia Pulmonar. Foi fatal.

Ainda não me caiu a ficha, ainda estou em choque. Não quero acreditar...

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