27 agosto 2017

O meu pai.

Completa hoje 57 primaveras.
Tem menos cabelos brancos do que eu (o que eu considero uma verdadeira afronta!)
É a pessoa mais trabalhadora que eu conheço nessa vida. Mesmo com mais de vinte funcionários e com duas lojas, é raro a semana em que descansa dois dias (o normal é só descansar ao domingo).
Adora pescar e ama tudo o que venha do mar.
Teimoso, perfeccionista (sim, tenho mesmo a quem puxar), adora criticar o que considera errado (é a característica que mais nos distancia), inventa alcunhas para toda a gente e nos diverte.

Com todos os defeitos e qualidades, com todos os resmungos, as discussões e brigas que já tivemos (na adolescência então, a coisa foi punk), com todos os questionamentos que tive, com tudo isso... ele é o meu velho. O responsável por metade daquilo que eu sou, 50% de mim sempre será ‘do meu pai’ e apesar de não gostar muito do meu ‘olho pequenino’ que dificulta a minha maquilhagem  (e que é idêntico ao dele) ou do meu cabelo crespo (que me faz gastar rios de dinheiro em alisamentos e cabeleireiros), são essas coisas que me aproximam ainda mais do meu pai. Olho no espelho e vejo tantas partes dele em mim... Coisas que só a maturidade me fez enxergar. 

Não tivemos (e não temos) uma relação perfeita – estamos separados por um oceano inteiro, só para começar – mas o tempo tem sido nosso aliado e estamos juntos na tarefa de criar novas memórias e fortalecer o amor. Só assim faz sentido :) 

Hoje é o dia desse árabe que vive me cobrando um neto ("um homem não pode morrer sem segurar um neto ao colo... Na sua idade eu já era pai de dois!"), que adora implicar comigo só para que eu exploda e diga um monte de besteira, que faz drama e diz que está à beira da morte para me ver correr de volta para o Brasil... é o dia dele, dessa pessoa que demorei a entender mas que hoje amo com todo o meu coração.  
Te amo, pai.
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