29 outubro 2017

Breve estudo sociológico sobre as pessoas que frequentam cafés:

Enquanto esperava o meu marido terminar uma consulta médica e a como a coisa estava para demorar, decidi sentar-me no café ao lado para fazer tempo. Pedi uma torrada e um sumo, enquanto observava o ambiente do café - e claro, as pessoas. Estive no café por quarenta minutos e concluí que para se trabalhar em pastelaria é necessário toooda uma paciência. A sério, um funcionário de balcão de pastelaria leva com os pedidos mais estranhos que vocês possam imaginar, eu estava a ponto de começar um estudo sociológico sobre as pessoas que frequentam aquele café. Havia de tudo:

- A senhora que pediu por pães da avó mas que tinham que ser "muito mal cozidos, bem clarinhos" e que fazia questão de escolher um a um: "este aqui, perto do vidro, aquele outro ali embaixo, o terceiro a contar do seu lado..."
- A rapariga que quis um café "em chávena fria, se faz favor."
- O senhor de idade que pediu por um "café sem princípio".
- A outra senhora que entrou apressada e pediu por 4 pães de mafra bem cozidos e quando a funcionária começou a metê-los no saco, exclamou "eu quero muito bem cozido, quase torrados" e lá vai a funcionária revirar os olhos.
- A menina que pergunta se a quiche é feita com leite sem lactose.
- O homem de fato e gravata que pede um café cheio em chávena escaldada.
- O casal de namorados que pediu duas tostas mistas com pão de forma aparado "porque ela não gosta de pão com côdea".

Eu nunca trabalhei em restauração - mesmo quando estava à rasca, preferi ir antes para um call center - porque sabia que não era para mim. Eu fervo em pouca água, já nasci sem paciência, acho que as pessoas são demasiado manientas e corria com elas do café em dois tempos. Qual chávena escaldada, qual quê! Manias, pá. Tá aqui o café e já vai com sorte de não recebê-lo num copinho de plástico, assim escaldava mas era os dedos. Que gente tão comichosa, por Deus! E que paciência que as pessoas que trabalham nesta área precisam ter, até custa pensar que a maior parte recebe um salário tão baixo para lidar com tanta gente chata e picuinhas. Xiça!
SHARE:

27 outubro 2017

Cabo Verde #4 | As compras

Vocês sabem que eu adoro fazer compras, especialmente em viagem (tem coisa mais gostosa do que comprar algo de determinada marca/loja que só exista naquele país? é uma recordação eterna!), adoro trazer algum artigo de decoração para casa, trago sempre um íman para a nossa colecção e compro produtos típicos daquele país.

Só que na Boa Vista foi beeem difícil fazer compras, basicamente porque a ilha não produz grande coisa (para não dizer "nada") e exporta tudo aquilo que necessita.

No último dia fomos até a capital da ilha, Sal-Rei, e compramos algumas lembranças artesanais. Sim, tudo por lá é artesanal e bastante rudimentar mas ainda assim, belíssimo.

Eu gosto muito de trazer lembranças das minhas viagens para oferecer à minha família (aos amigos já me deixei disso, são muitos e não tenho espaço na mala para tanta prenda). Dessa viagem trouxe ímanes de frigorífico (faço coleção), trouxe dois quadros feitos em areia colorida com imagens africanas, uma estátua em madeira de mãe-e-filha para oferecer à melhor mãe desse mundo (a minha, é claro), café moído na ilha, uma tshirt engraçada que encontrei e conchas, búzios e outros elementos que surrupiei da praia.

Acho que foi mesmo das viagens onde menos comprei porque não há quase nada para comprar: não há shopping, não há muitas lojas locais e para comprar coisas em lojas chinesas (que estão espalhadas por toda a ilha) mais vale comprar cá em Lisboa, digo eu.

(em contrapartida, daqui a uns dias vou viajar para uma das capitais europeias com mais lojas incríveis por metro quadrado... e vai ser muuuito difícil resistir! #miaguardji)
SHARE:

25 outubro 2017

Depois não digam que eu não avisei #7

Já repararam que os posts sobre compras têm diminuído por aqui? Pois é, ando muito mais controlada (juro!) e penso trinta vezes antes de comprar qualquer coisa. Estou muito focada num determinado objectivo (eu não gosto de falar antecipadamente sobre os meus #goals porque tenho medo que se transformem em #fails hahaha) mas na altura certa vos conto em detalhes. O certo é que no início do mês fiz uma mega limpa no closet (aquele belíssimo ritual de guardar o verão e trazer para perto o inverno, sabem?) e mentalmente apontei os artigos que me faziam faltam. Só 4 coisinhas, sendo que já despachei 3 delas na última ida às compras.

E uma delas era... umas calças justinhas (para usar com botas por cima) em bordeaux ou preto. Já aqui partilhei que para o meu biotipo, a melhor loja para calças é a C&A (e vá, às vezes a H&M e a Zara), por isso rumei até lá e experimentei vários modelos mas apaixonei-me por estas em Tencel (ou Lyocel, aquela mistura de algodão biológico maravilhoso que dá um toque sedoso e ultra confortável às roupas), custaram 25€ cada e são super ultra confortáveis. São de cintura subida, modelam bastante o corpo e possuem um toque incrível. Pelo preço, nem queria acreditar! Trouxe nas duas cores disponíveis e recomendo muito! Eu costumo brincar e dizer que sou #aloucadotencel mas gente, que tecido gostoso é esse! Amo!

(perdoem a qualidade das fotos, tenho chegado tardíssimo do trabalho e só me resta fotografar com luz artificial... é a vida!)
SHARE:

23 outubro 2017

Filme // O castelo de vidro

Este fim-de-semana a minha irmã veio ficar cá em casa - mamãe teve um congresso fora do país - de maneira que tive que pensar em vários programas para entreter a criatura, que está naquela fase em que tudo é tããão chato, nada lhe apetece e faz sempre cara de frete. Pedi-lhe que escolhesse um filme para irmos ver ao cinema e a escolha recaiu sobre "O castelo de vidro", que me tinha passado completamente ao lado e tem uma temática que eu adoro: traumas familiares.

Quem nunca, não é? É um assunto que não abordo muito aqui no blog mas que mexe comigo até hoje. Até aos três anos de idade (altura em que a minha mãe pediu o divórcio ao meu pai), vivi situações completamente dramáticas para uma criança daquela idade, coisas que levei anos para esquecer e outros tantos para conseguir desculpar o meu pai. Hoje somos amigos mas custou tanto... fiz terapia, fui a psicólogos, revoltei-me durante um tempo, detestei a cultura árabe por condicionar tanto a personalidade dos homens (é o machismo em todo o seu esplendor) mas venci os meus traumas. Tenho cicatrizes emocionais? Muitas. Mas passei por cima delas ou jamais seria a pessoa que sou hoje: feliz e apaixonada pela vida.

Por isso identifiquei-me tanto com o filme. É um filme sobretudo de coragem. Coragem da autora, Jeannete, em expor tanto do seu eu e da sua história no livro (que foi agora adaptado ao cinema). A história centra-se na Jeannete adulta, jornalista bem-sucedida em Nova York que levou uma vida pouca tradicional em pequena: os pais eram completamente nômadas, saltando sempre de cidade em cidade, sem emprego fixo nem rendimentos, vivendo apenas de sonhos. São 4 crianças (Jeannete e seus três irmãos) abandonadas à sua própria sorte, com pais egoístas e problemáticos (roubam, bebem, não querem trabalhar) e com isso permitem que os filhos passem extremas necessidades (não têm luz ou água em casa, passam fome, não vão à escola).

A história é dramática na medida em que nós criamos uma relação de amor-e-ódio com os pais da Jeannete. Por um lado, ela vive experiências incríveis que de outra forma nunca viveria: dorme e acorda em várias cidades distintas, vive uma vida livre e "no campo", conta estrelas de madrugada deitada na relva, diverte-se à grande com o pai em situações banais (o pai é mega criativo e tem sempre uma fantasia qualquer para incutir na miúda). Mas ao mesmo tempo, são crianças neglienciadas em tudo, sofrem crueldades...

É um filme que nos fala da capacidade de sonharmos, mesmo nas piores circunstâncias. Chorei em diversas partes e revivi muita coisa. Recomendo, de olhos fechados.
  


"(...) — Escolhe a tua estrela favorita — disse o pai naquela noite. Ele disse que eu podia ficar com ela para mim. Ele disse que era a minha prenda de Natal.
— Você não pode me dar uma estrela! — falei. — Ninguém é dono de uma estrela.
— É isso aí — disse ele. — Nenhuma outra pessoa tem uma estrela. Basta você declarar que tem antes dos outros, que nem aquele idiota do Cristóvão Colombo, que declarou que a América era da rainha Isabel. Declarar que uma estrela é tua tem a mesma lógica.(...)


Trecho do livro "O Castelo de Vidro" que inspirou o filme. Nem preciso dizer que entretanto já tenho o livro (versão em ebook - gratuito na internet) e já comecei a devorar. Adoro histórias assim!
SHARE:

21 outubro 2017

Cabo Verde #3 // A Reserva Natural das Tartarugas

Quando surgiu a ideia de irmos a Cabo-Verde eu não fazia muito ideia do que ver por lá, para fora do resort. Assim que comecei a pesquisar o destino, descobri que a ilha da Boavista é a 3ª maior reserva natural de tartarugas marinhas (espécie Caretta Caretta) do mundo (perde apenas para a reserva de Oman e da Flórida). E entre Junho e Outubro é possível fazer a observação da desova das tartugas, à noite. É claro que eu queria ver tudo isso de perto!

Compramos o passeio diretamente no nosso hotel (pagamos 60€/pessoa) e à hora combinada a pick up estava à porta do resort para nos buscar. O passeio é feito sempre à noite (para não assustar as tartarugas), temos que utilizar roupas escuras (para passarmos desapercebidos) e não é permitido levar telemóvel ou câmera com flash, apenas com luz infravermelhos.

Do resort até a Reserva Natural das Tartarugas demora cerca de 1 hora, sempre a sacolejar, numa carrinha de caixa aberta, a levar com algum pó na tromba. A recompensa? Um céu límpido e super estrelado que me deixou apaixonada. Nem no Deserto do Saara eu vi um céu tão lindo como aquele! Fiquei louca tentando fotografar mas é óbvio que não deu, eram milhares de estrelas e luzinhas naquele fundo azul incrível!

Quando chegamos à Reserva os biólogos vêm ter connosco e nos levam até a praia de Ervatão, onde por dia cerca de 22 tartarugas escolhem a praia como maternidade de tartaruguinhas. Já imaginaram o que são 22 tartarugas por dia a desovarem de 60 a 90 ovos? De Junho a Outubro, pensem lá na quantidade de tartarugas que a praia acolhe. E se eu vos disser que desses números, apenas 2% vingam e sobrevivem? Pois é, também eu fiquei chocada.

Começamos a caminhar pela praia, não se via um palmo à frente do nariz (tudo às escuras, o guia com uma lanterna de infravermelhos e mais nada), caminhamos uns 5 minutos até que avistamos uma marca na areia, que ia da água até a outra ponta da areia. O guia disse: "estão a ver apenas uma marca? é o rastro dela a sair da água para a areia. Se virem duas marcas, significa que ela saiu da água, caminhou até a areia para pôr os ovos e já voltou a entrar na água...". Como só víamos um risco, era bom sinal: ela ainda estava a escava para criar o buraco do ninho.

A tartaruga era enorme! Quase um metro e meia de carapaça, segundo o biólogo. Assim que ela começou a cavar, ele encaixou uma luz led no buraco (para que conseguíssemos ver alguma coisa e filmar). Não conseguimos contar todos os ovos mas seguramente foram mais de 70. Muitos ovinhos, o ninho ficou cheio até quase o cimo da areia. No final, ver o esforço que ela fazia para esconder e camuflar a areia ao máximo, foi emocionante. Depois lá foi à sua vidinha, no caminho de regresso ao mar. Essa mãe nunca vai conhecer os seus filhos mas tem um instinto tão perfeito que encontra a praia de água mais quente, a época perfeita, o sítio mais escondido... e dá seguimento à sua espécie. É muito incrível!

.
O guia nos disse que os ovos levam cerca de 45 dias para eclodirem (eles cercam os ninhos com placas com aviso do dia da postura, para monitorizarem e protegerem os ovos de predadores) e que depois as pequeninas vão sozinhas em direcção à água. Elas permanecem 25 anos no mar, sem vir à terra. Quando chega a altura de acasalar e pôr os ovos, sabem sempre voltar para a mesma praia onde nasceram, para também elas porem os seus ovinhos e continuarem esse incrível ciclo da vida. Demais mesmo!

Entretanto encontramos num ninho vazio uma tartaruguinha perdida (com um dia de nascida) e fomos colocá-la na água, coisinha tão fofa! Minúscula, pudemos pegar nela e auxiliá-la pela areia até chegar ao mar. Engraçado pensar que aquela coisinha tão pequena provavelmente vai viver 100 e tal anos...

Foi sem dúvida o meu tour preferido na Ilha da Boavista e recomendo de olhos fechados a quem vá de férias pela altura da desova das tartarugas. É mesmo inesquecível, daquelas coisas únicas que poucos países nos conseguem oferecer. Emocionante ;)
SHARE:

19 outubro 2017

Objecto de desejo // as maxi mantas!

Não sei bem precisar quando me apaixonei por elas mas um belo dia andava eu pelo Pinterest a divagar quando vi uma foto dessas mantas e pensei comigo "pre-ci-so de uma coisa destas!". Não sei se existe cá em Portugal (se souberem, partilhem nos comentários) mas sei que quero uma coisa destas. E o ar confortável dessas mantas? E o quentinho que deve ser (são em lã merino, dos melhores materiais para o efeito)? E as cores maravilhosas? Quero pra ontem!

Já até consigo imaginar uma coisa destas, mega volumosa e quentinha, jogada sobre as minhas pernas enquanto eu leio um livro daqueles meeesmo bons sentada no meu cadeirão de baloiço. Sou pessoa para nunca mais me levantar dali, juro-vos. Aliás, se já é um tormento acordar cedo no inverno, que dirá acordar cedo, no frio, com uma mantinha dessas por cima da cama... acho que me deixo ficar adormecida. Coisa tão boa!

Entretanto já fui dar com ela no ebay por um precinho muito amigo (40€) e estou inclinada a encomendar. É óbvio que tenho preferência por comprar cá em Portugal (porque posso sentir a textura, porque invisto dinheiro no meu país, porque ajudo algum local e não um bando de chineses do ebay) mas por enquanto ainda não conheço ninguém cá que tenha essas lindezas à venda. Preciso mesmo de uma! :)
SHARE:

17 outubro 2017

16 coisas imperdíveis de fazer no Rio # parte 2

Hoje trago a parte II (e final) do post com as 16 dicas de coisas imperdíveis no Rio de Janeiro. Estive no Rio de Janeiro em Junho desde ano e esse post está atrasadérrimo mas antes tarde do que nunca, não é? Preparados(as)? Vamos lá!

(9) Vá conhecer a Escadaria Selarón, na Lapa: É um passeio imperdível! A obra de Jorge Selarón (pintor chileno radicado no Brasil) é assim qualquer coisa. Ele ladrilhou toooda a escadaria do bairro de Santa Teresa, no Rio, com azulejos que trouxe de diversas partes do mundo, com muitas mensagens sociais (Selarón era homosexual e passava dificuldades financeiras), numa arte urbana que emociona quem por lá passa. Em 2005 ele ganhou o título de cidadão honorário por toda a arte que emprestou ao Rio de Janeiro. Infelizmente foi assassinado brutalmente em 2013, tendo o seu corpo sido encontrado na escadalaria que lhe deu fama. A visita é totalmente gratuita e a subida faz-se bem (lá ao cimo vendem refrescos e água), mas o local não é muito seguro para andar por lá com máquinas fotográficas e afins. Eu optei por ir de metro até a Candelária e apanhar um táxi até a escadaria. Para voltar, ganhei coragem para ir a pé até o metro e quase fui assaltada por um adolescente (se não me enfio no táxi, era certinho que ficava sem nada).

(10) Coma um salgado 'podrão' de esquina: Gente, eu adoro comidinha de pobre, sabe? Comida simples, tempero caseiro, aquela coisa com gosto de comida de mãe. Adoro! Quem já foi ao Rio sabe que lá é o paraíso dos salgadinhos: coxinhas, merenda mista (que lá se chama "enroladinho de queijo e presunto"), quibe, ovo recheado, esfiha, ahhh é uma perdição! Eu não sou esquisita e adoro comer cachorro-quente de barraquinha (tipo rouloute), onde eles metem tudo e mais alguma coisa: batata-palha, cenoura, ovo de codorna, milho... uma pessoa lambuza-se toda a comer aquilo mas é uma delícia esse tipo de lanche, que o pessoal chama carinhosamente de "podrão" porque cabe lá tudo! Por várias vezes comi nessas barraquinhas de rua, salgado + refresco (geralmente guaraná natural ou caldo de cana) por 2 reais. Tipo, 0,56 cêntimos no câmbio de hoje. So-cor-ro! Não dá pra resistir!

(11) Experimenta andar de ônibus: Essa experiência eu achei que não iria fazer porque, né? Minha mãe já sofreu sequestro-relâmpago no Rio, já levou com cabo de revólver na cabeça dentro de autocarro por lá, então eu estava cheia de medo. Vivo fora do Rio há doze anos e as coisas só pioraram por lá mas comecei a ver os autocarros a passarem, pela varanda do prédio e decidi arriscar. Fui da Barra da Tijuca até o centro da cidade (50 minutos de viagem), sempre bem tranquilo: fui de calções, chinelos e mochila, super descontraída, sem objectos de valor à mostra. Adoro observar a vida da cidade pelo autocarro, o vai-e-vém de pessoas, é toooda uma experiência sociológica. Dependendo do percurso do ônibus, recomendo com certeza!

(12) Vai comprar roupa no Rio? Escolha essas: O Rio de Janeiro é uma cidade cara. Muito mais cara que Lisboa, nem duvidem disso. A roupa é cara, o sapato de qualidade também, os biquínis com lycra sedosa (tipo suplex) também são caros... então, o que sobra pra comprar? Havaianas, Melissas, produtos de cabelo (especialmente Progressivas e Alisamentos, é o paraíso!), biquínis direto das fábricas (nas lojas é um absurdo) e claro, roupa de malhar (=ginásio). Eu comprei muitos bodies de lycra estampada, vários pares de havaianas, calças de ginásio ma-ra-vi-lho-sas que deixam o corpo uma coisa: levanta o bumbum, aperta a cintura e modela o corpo todo (comprei umas dez hahaha). Esse tipo de coisa compensa muito no Rio!

SHARE:

15 outubro 2017

Fiz uma loucurinha!

E comprei estas botas da imagem!

Sim, vão até acima do joelho. Não, eu não tenho as pernas desta gaja mas tenciono usar mesmo assim. Experimentei-as na loja, senti-me super bem (e adorei me ver com elas), são do mais confortáveis que há (o salto pequenino ajuda, é um facto), são numa cor invulgar (não tinha nenhumas botas em cinzento) e foram baratas para o que são: umas botas "da moda", que talvez no ano que vem já tenha enjoado, por isso não quis comprometer-me e gastar muito dinheiro.

Por norma, malas e sapatos são sempre em pele (pela durabilidade, pela beleza e pelo conforto) mas desta vez abri uma excepção. Não vou dar 100€ por umas botas tão tendência, nem pensar. Sei que a Zara têm umas do mesmo género, em pele, mas não são para mim. Se for para investir, que seja em modelos intemporais de qualidade. Botas assim tão vistosas, só mesmo nas fast-fashion do costume.

                        (estas foram da Primark, custaram 27€ e existem também em preto)

Andei desde o ano passado de olho numas botas over the knee mas sempre achava que "não era para mim" porque tenho pernas daqui até a China e achava que só modelos de 1,80m e 50kg é que as podiam usar. E não tem nada pior do que ficar com vontade de usar algo e desistir da ideia por preconceitos parvos ou por medo da opinião dos olhos. Eu gosto? Gosto. Meu marido gosta? Adora. Então, foda-se todo o resto. Foi o que fiz e senti-me mesmo bem! Já passaram por alguma situação do género? Em que gostam mesmo de uma peça mas por complexos ou por acharem que "não era para vocês" acabaram por deixar ficar na loja?

Gostei tanto que acabei por trazer um par em preto (custou 25€), num material diferente: são maleáveis, tipo camurça, e ajustam-se lindamente (têm um cordão para dar um lacinho no topo da coxa), gosto especialmente do facto de serem dobráveis e não ocuparem quase espaço nenhum... excelente para as duas próximas viagens que tenho (tudo para países com máxima de 8ºC). Adoro!
SHARE:

13 outubro 2017

Mas serei a única maluquinha...

... a escolher a Escócia como destino de viagem no Outono?

É que estou farta de procurar dicas, roteiros, sugestões, etc por essa internet fora e a coisa não tem sido fácil. Não encontro quase nada! Epá, estamos a falar de um país que fica a 3h de viagem de Portugal, caramba, os bilhetes custam 16€ pela Ryanair (sim, apanhei 16€ a ida e 16€ a volta, acham mesmo que ficava em terra?) e mesmo assim parece ser um destino pouco escolhido pelos portugueses. Enfim, lá vou eu ter que fazer o trabalhinho de casa e descobrir o que ver, fazer e comer por lá. Depois, só por vingança, não vou partilhar no blog as minhas dicas, tomem! :P


(eu sei que já temos duas viagens internacionais em Dezembro e a ideia era não marcar mais nada até lá, porque os dois primeiros meses de 2018 vão ser "a-put#-da-loucura" no que toca a viagens e a pessoa tem que se meter a pau e guardar dinheirinho mas gente, por favor, eu não resisto a bilhetes de avião por 16€, tenham santa paciência. Foda-se que é frio, foda-se que é em low cost, foda-se que vou gastar em libras... eu quero é andar pelas Highlands (sou viciada em romances que se passam nessa região), jogar uma moedinha no Lago Ness a ver se desperto o monstro, quero ver homens de barba ruiva e saiote aos quadrados, quero dormir num castelinho de conto de fadas, quero todos os clichês escocêses! To-dos!)

E vocês que já lá foram, please, não sejam egoístas e partilhem as dicas de Glasgow, Edimburgo e Highlands, se faz favor. Sou toda ouvidos :)
SHARE:

12 outubro 2017

Vocês podem não acreditar...

... mas hoje é um daqueles dias em que eu sinto, sinto mesmo, que deveria emoldurar o calendário na parede para nunca mais me esquecer do que vivi!

Sabem quando vocês têm um problema muuuuito complicado em mãos para resolver (no meu caso, algo que se arrasta há incríveis 8 anos) e que por mais óbvia que a solução seja (e é), há mil coisas que vão surgindo e que impedem o tão desejado final feliz? Eu estava numa situação dessas. Mandavam-me ir para um lado, depois era para outro, afinal é com outra senhora, agora o processo mudou para não sei quê... e eu andava ali aflita da vida a ver o tempo passar e nada de fim à vista.

Hoje era a minha última tentativa. Ou a coisa se dava ou então desistia e abria mão daquilo. Estava-me a custar muito, é algo que eu desejo concluir há 8 anos, então imaginem o meu desespero...

Cheguei na repartição pública (esse sítio que já me rendeu histórias tão lindas... #soquenao) pelas 7h30 da manhã (só abria as 9h) e já levei com 32 pessoas à frente. Espetáculo! O segurança abriu a porta pontualmente à hora marcada, lá retirei a minha senha e postei-me a frente aos balcões de atendimento para tentar perceber em qual funcionária haveria de apostar as fichas.

Não sei se utilizam a técnica, mas eu explico-vos: sempre que precisamos de alguém com competência para nos tratar de algum processo cabeludo (finanças, segurança social, sef, notários, campos de justiça, etc...), convém "escolhermos" bem quem nos calha no atendimento - acreditem, isso pode condicionar toooodo o processo. Eu faço sempre isso: quando faltam praí umas dez senhas para chegar a minha vez dou um jeito de ficar ao pé das funcionárias e ir percebendo o diálogo delas com os utentes: se são estúpidas, irónicas, prestativas, etc... dá para fazer logo um raio-x da personalidade delas.

E era a isso que eu me dedicava, enquanto analisava as funcionárias do balcão 3, 4, 5 e 6 e pensava comigo "puta que pariu se me calha a senha para o balcão 3, estou tramada", porque a funcionária era uma besta completa, estava aos gritos com um velhote que tremia enquanto entregava papéis e ela só berrava "mas você está a perceber que vai precisar de mais papéis, não está? Percebe?? O seu processo não fica resolvido hoje, vai ter que esperar e bem...". Disse para mim mesma que se me calhasse aquela gaja, eu deixava passar a minha senha para outra pessoa (afinal, temos 3 senhas de tolerância) e iria no próximo número a chamar.

Chegou a minha senha e eis que sou sorteada: calha-me para a besta da gaja. E logo em seguida, abrem os dois balcões que estavam encerrados (1 e 2) e chamam logo os outros dois números a seguir ao meu, ficando eu sem manobra de fuga. Lá me levantei e caminhei para o balcão 3 como quem caminha para o corredor da morte. "Madruguei neste sítio para isto, para ver tudo por água abaixo..."

Comecei a explicar a minha situação e vejo a gaja a bufar e a dizer que não estava a perceber nada, que aquilo era uma enorme confusão de informações, blá blá blá. Tentei ficar calma, deixei-a perceber os documentos e ler tudo com calma. Ela vira-se para mim e diz: "Em 12 anos que estou neste Serviço nunca vi um caso como o seu...." e eu quase que chorava ali mesmo, de exaustão, de tristeza, de raiva... Não podia acreditar!

Lá me recompus e perguntei se ela poderia chamar a Chefe de Serviço e explicar a minha situação, tinha que haver uma alternativa! E ela que não, que não havia nada a fazer. Resignada, preparei-me para ir embora quando ela se levantou e caminhou até a máquina de fotocópias... e eu reparei numa situação de saúde que ela tinha (que por acaso é a mesma que um familiar meu tem, que é pouquíssimo divulgado cá em Portugal, apesar de imensa gente ter... por cá só conheço um especialista nessa área). Já estava perdida mesmo, então que se lixe! Perguntei-lhe, à cara podre: "Peço desculpas, não pude deixar de reparar que você também tem XYZ... não sei se faz algum tratamento, mas tenho um familiar com essa mesma situação e depois de anos à procura de ajuda médica sem ninguém perceber o problema, só no ano passado é que descobriu..." e ela, muito espantada, diz-me que andava há anos sem saber o nome do que tinha e que sempre lhe disseram não haver tratamento, que era uma condição hereditária...

Sentou-se novamente, pediu-me que escrevesse num papelinho o nome do especialista. Senti que ganhava terreno, então continuei... Mostrei-lhe a fotografia do meu familiar, expliquei-lhe onde estava a ser tratado, dei-lhe os contactos do médico, etc, etc... Ela perguntou-me se eu não importava de aguardar enquanto ia confirmar uma situação. Foi e voltou com a notícia mais surpreendente do mundo: afinal há solução para o meu caso! Imediatamente deu entrada nos papéis (um deles tinha a rubrica da superior, a ultrapassar o tal entrave que há 8 anos ninguém conseguia) e o resto é história. No final, já me chamava "minha linda" e tudo, sob o olhar parvo dos colegas. E eu saí dali a flutuar, só me apetecia pular, dançar, gritar de felicidade.

Ponto 1: Pode parecer ficção (e infelizmente não posso pôr aqui os dados verdadeiros que comprovam a história) mas juro-vos pela minha saúde que aconteceu tal e qual vos descrevi. Ainda estou parva até agora!

Ponto 2: Não toquei na situação da doença para ser beneficiada (mas adorei que assim fosse), já estava resignada e convicta de que não conseguiria. Nem imaginam a minha cara de parva quando ela voltou lá de dentro com os papéis carimbados e rubricados, a dizer que eu não me preocupasse que já estava feito!

Ponto 3: Cada vez mais me convenço que metade dos problemas que temos com Órgãos Públicos poderiam ser evitados se os funcionários tivessem a real vontade de ajudar a resolver problemas. A maioria parece apenas querer complicar ainda mais.

Ponto 4: A minha 'cara podre' já me meteu em vários sarilhos mas nunca antes, nestes 30 anos de vida, fiquei tão feliz por ser desbocada e por falar logo o que me vêm à mente. Ganhei uma BFF para a vida! :)
SHARE:

10 outubro 2017

Da saloia que há em mim:

O que fazer quando um dos nossos melhores clientes (senão mesmo o melhor) nos convida para o casamento dele, a realizar-se muito em breve, num sítio mega exclusivo que terá como convidados celebridades, presidentes de países e jogadores da bola? Ai, pessoas, eu não tenho estaleca para isso. A sério! Eu sei lá me comportar num sítio desse calibre! Só de segurar o convite já eu tinha as mãos a tremer... Sorri amarelo, agradeci e mudei rapidamente de assunto. Não sei se vou... Sou pessoa simples, gosto de gente comum, detesto sentir-me intimidada (seja pelo ambiente em si, seja pelas pessoas que lá estarão), como se diz na cidadezinha onde eu nasci (no interior do Rio): "vou me sentir a mosca que pousou no cocó do cavalo do bandido."

Só para perceberem bem onde eu me estaria a meter, o motorista desse cliente nos disse que a coisa é tão "tchanãm" que à chegada todas as pessoas serão 'convidadas' a deixarem os telemóveis numa sala reservada, para evitar que fotos da festa sejam colocadas na internet. Euuu? Meter-me num sítio desses? Só se fosse para me dar um fanico quando me cruzasse na casa de banho com uma celebridade qualquer e não pudesse sacar do telemóvel para pedir uma selfie (#soudessas). Que desgosto! O mais certo era eu passar o casamento a saltar de mesa em mesa com o meu caderninho a pedir autógrafos aos convidados, que eu não sou pessoa de deixar passar oportunidades destas. Ai que nervos! Metade de mim grita "nem penses em recusar, vai e leva muitos cartões de visita da empresa para distribuir, é a oportunidade do ano!" enquanto a outra metade berra "não te metas nisso, não é o teu ambiente e ainda vais passar vergonha!". Ai a minha vida! Só complicações...
SHARE:

06 outubro 2017

Decoração de Outono? Já cá canta!

Já aqui disse várias vezes e mantém-se: o Outono é a minha estação preferida do ano (a par com as festividades de Natal - que amo!), adoro o clima de Outono, as folhinhas secas pelo chão, o vento mais frio, as comidas típicas desta altura (que só sabem realmente bem no Outono), lareiras, mantas e pantufas fofas. Gosto muito de pôr uns apontamentos na decoração da minha casa, uns objectos aqui, umas coisinhas ali, espalhar umas almofadas e mantas para dar mais conforto, no fundo, gosto de vestir a casa para os dias mais frios. Fica tão charmosa :)

Comecei por fazer uma decoração mais rústica, com elementos que encontrei na minha urbanização: folhas secas, pinhas, uns galhos finos, bolotas e tudo o mais que me fizesse lembrar Outono.

As únicas 'novidades' em relação ao ano passado são a guirlanda com ramos verdes (comprei nos saldos da IKEA em Janeiro, por 3€) e como é neutra, dá para decorar com vários elementos consoante o tema, é bem versátil (na foto, foi utilizada como centro de mesa). O jarro de cortiça foi uma prenda da minha mãe, touxe-me quando foi a Castelo de Vide e eu achei o máximo! E os esquilinhos, bolotas e abóboras eu comprei num kit de decor de outono, nos supermercados Aldi, no início dessa semana (por sugestão do instagram da @themasterbedrom - se não conhecem, espreitem). Cada kit custou 3,99€ (comprei o das áboboras que entretanto pintei de branco e o das bolotas e esquilos). São tão fofinhos!

SHARE:

05 outubro 2017

Cabo Verde #2 | o resort

A escolha do hotel foi um dos fatores cruciais dessa viagem, uma vez que sabíamos que por lá passaríamos grande parte do dia e queríamos que fosse o melhor possível. Optamos pelo RIU Karamboa, um resort 5* que fica na praia de Chaves (das melhores praias da Boavista e onde está também localizado o Iberostar, outro hotel 5*). Dificilmente os hotéis da cadeia RIU desiludem, são resorts bastante completos com tudo o que é necessário para uns dias de puro descanso: comida disponível 24h/dia dividida por 5 restaurantes (3 temáticos e 2 em estilo buffet), bar dentro da piscina com cocktails, cabeleireiro e manicure, boutiques de roupa, SPA, teatro com animação nocturna, discoteca PACHA (que btw é o grande fiasco deste hotel), ginásio c/ sauna e jacuzzi, actividades aquáticas (kaiak, gaivotas, etc - por marcação), animação e dança à beira da piscina. Enfim... é coisa que nunca mais acaba e dificilmente uma pessoa fica farta.


SHARE:

01 outubro 2017

Começa o Outono e recomeço a minha saga...

Todo início do Outono é a mesma coisa: o meu cabelo, sabe-se Deus porquê, revolta-se contra mim (e contra o mundo!), dá-lhe uma coisinha qualquer e eis que ele se transforma num ser desconhecido: opaco, áspero, cheio de pontas, raiz oleosa, eu nem sei bem enumerar as mazelas todas. Pra resumir: fica ó, uma bosta!

E se tem coisa que mexe com o meu sistema é ter o cabelo em mau estado. Deve ser o meu ADN brasileiro (ainda estou para conhecer alguma brasileira que não trate o cabelo como rei) que entra logo em ação e obrigo-me a consertar a coisa. Também é verdade que nas últimas duas semanas abusei forte e feio dos fios: sol, piscina, praia, calor de 30 e tal graus, humidade louca, trancinhas à cabo-verdiana... enfim. Eu sei, tenho a minha parcela de culpa.

E como já sei o que a casa gasta e conheço de antemão aquilo que 'salva' o meu cabelo e o deixa do jeitinho que eu gosto (chama-se: Cronograma Capilar e se ainda não o conhecem, não sabem o que perdem!), lá retomei a saga H, N, R (para leigos: Hidratar, Nutrir e Reconstruir), é a única série de cuidados que deixa o meu cabelo divo! No ano passado cumpri religiosamente o protocolo mas quando consegui o cabelo de sonho deixei-me vencer pela preguiça e 'caguei' no assunto. E eu não posso, visto que faço colorações regulares (já tenho cabelos brancos e detesto-os!) e alisamentos progressivos (apenas na raiz). Cabelo com química = cabelo que precisa de cuidados, nada a fazer.

Montei todo um esquema de cuidados, comprei mil produtos (alguns já são velhos conhecidos e já sei que fazem milagres: linha Absolut Repair da L'oreal, máscara Inner Restore da Senscience, toda a linha anti-queda da Nioxin, K-Pak da Joico, etc) outros são novos integrantes que encomendei na semana passada (e estou mortinha por testar: máscara Penetraitt do Sebastian, máscara Hydration da Moroccanoil, máscara Hair Growth do Lee Stafford e afins). O que seria de mim sem as lojas de cosmético online? Amo!

P.S: Existem aí produtos que trouxe do Brasil, em Junho, portanto não vendem cá: Proteína Capilar Haskell da linha 'Bendito Seja', Bepantol Líquido da Bayer (eu seeei, é uma lástima que não vendam cá, já até liguei para a Bayer e dizem não ter previsão para comercializar o produto cá).

P.S2: Sim, eu escrevo na embalagem dos produtos (na verdade, meto só uma letra: H, N ou R, consoante a fase do Cronograma em que se inserem). Utilizo marcador permanente, uma vez que molho sempre as embalagens no duche e desta forma a escrita não sai.

E a vocês, o Outono também dá cabo dos fios? Entretanto vou ver se faço um post atualizado com a minha rotina de cuidados com o cabelo - e claro, sobre o famoso Cronograma Capilar - caso tenham alguma dúvida a respeito desse assunto, falem agora ou calem-se para sempre! :D
SHARE:
© A GAROTA DE IPANEMA . All rights reserved.
MINIMAL BLOGGER TEMPLATES BY pipdig