15 novembro 2017

Em busca da casa de sonho...

Ando desaparecida, sim senhor. Entre uma situação de saúde que me obrigou a estar 1 semana (!) em casa de repouso - achei que dava mesmo em maluca, não fui feita para dondoca - e estar à procura da nossa casinha de sonho, o tempo está curto. Calhou de ter ficado "de molho" em casa dois antes da viagem à Escócia (olha que pontaria, hã?) e depois da frustração inicial, aceitei que não seria desta que eu veria as Highlands e as vaquinhas de franja. Felizmente o hotel escolhido (Inverness Palace Hotel) foi mil estrelas e devolveu integralmente todo o valor da reserva (enviei o atestado de doença por email e reembolsaram o valor no dia seguinte), apesar do Booking deixar claro que "era uma reserva não-reembolsável e mesmo por motivo de saúde, cabia ao hotel a decisão final de reembolsar ou não". A Ryanair assobiou para o lado e realmente perdemos os bilhetes mas quero lá saber, também não foi nenhuma exorbitância.

Mas voltando ao assunto da casa, no mês passado fez 3 anos que vivo neste apartamento. Já foram "pro saco" 15.000€ em rendas nesse meio tempo. E eu tenho uma renda super-ultra acessível (pago 400€) mas mesmo assim custa pensar que já gastei tanto dinheiro numa coisa que não é minha, que não posso fazer alterações estruturais (e o raio do bidé, que continua a olhar para mim todo santo dia), enfim... não dá mais. Chega. Quero mesmo comprar a minha casa e pôr tudo ao meu gosto.

Temos algum dinheiro de parte mas confesso que não queria estourá-lo na entrada de um imóvel, queria utilizá-lo para obras. Estive em três imobiliárias e todas tinham vários imóveis 100% financiados para oferecer, cuja única coisa que pagamos à cabeça é mesmo só a escritura e mais uns pózinhos (nem chega a 2 mil euros). O que é ouro sobre azul, porque posso finalmente alterar tudo na casa com o dinheiro que seria da entrada: colocar os rodapés branquinhos, mudar azulejos, tirar bidés (tenho ódio desse acessório!), pôr uma ilha na cozinha... e todos os outros sonhos megalómanos que surgirem entretanto.

Só que encontrar uma casa 100% financiada (= uma casa que foi penhorada e devolvida ao banco) implica muita coisa. Por norma são casas muito maltratadas (muitas vezes por raiva, os antigos proprietários acabam com as casas, arrancam rodapés, torneiras... deixam a casa numa lástima) e eu tenho sempre medo de comprar uma casa e depois descobrir que afinal tem vários problemas escondidos.

Por isso decidi perguntar-vos se alguém teve essa experiência de comprar uma casa 100% financiada, como correu, se tiveram problemas, etc... Eu nunca pedi crédito na vida, sou mega cagunfas e tenho pavor de fazer uma má escolha. O meu marido idem, o único "crédito" que temos são os nossos cartões de crédito (e mesmo assim só porque nos dão milhas para viajar) mas pagamos 100% do que utilizamos no final do mês. Portanto, experiência com empréstimos bancários = zero. Somos uns nabos. Que dicas são mesmo essenciais nestas coisas? Acham que vale a pena comprar uma casa "de banco"? Ajudem esta pobre alma!

(quem não quiser comentar no blog por motivos pessoais mas preferir enviar um mail sobre o assunto, agradeço também. Podem enviar para: anne@agarotadeipanema.com.)
SHARE:

11 novembro 2017

Sobre ser brasileiro (e emigrar)

Ontem depois do jantar ficamos, eu e ele, a ver séries na sala. Eu já estava mais para lá do que para cá, já tinha dormido e acordado várias vezes (sou dessas - e ai de quem me disser que é hora de ir para cama - digo sempre que estou acordada e super concentrada na tv #sqn). Comecei a ouvir uma barulheira de música alta vinda do outro lado da rua e pensei "mas quem é o maluco que está a ouvir música nesse volume às 2h da manhã?" e fui espreitar na janela.

Para meu espanto, no prédio em frente ao meu, com a janela da sala aberta, estavam três brasileiros com violão em punho, a tocar pagode àquela hora. Mas na maior, todos sentados tipo roda-de-samba, a tocar e cantar como se não houvesse amanhã. Chamei o meu marido para ver a cena e ele dispara: "eu sei que ficas fodida quando eu digo isto mas tens que reconhecer: só podiam ser brasucas!"

O que é que se responde a uma coisa destas? Ele está certíssimo, coberto de razão. Muito mais facilmente vemos um brasileiro a fazer arruaça, a falar alto em horas impróprias, a arrumar confusão em todo lado... do que vemos um português. Não vamos ser hipócritas, por favor. Eu sou a primeira a detestar admiti-lo mas é a verdade. Vivo em Portugal há quase 13 anos e não há semana em que não veja um(a) qualquer brasileiro(a) a envergonhar a pátria e a fazer merda grossa por cá.

Ultimamente com a crise económica que o Brasil está a atravessar é cada vez maior o número de brasileiros que vêm cá fazer morada definitiva mas parece que caem aqui de para-quedas: não sabem nada sobre a cultura do país, vestem-se como se ainda vivessem num país tropical, cometem erros sociais gravíssimos (como por exemplo, perguntar "como é que tu tá?" a uma pessoa que se acabou de conhecer), não respeitam o espaço do outro e querem à força toda trazer o Brasil para dentro de Portugal. Parece que não são eles - que acabaram de chegar - que se têm que adaptar ao novo país mas antes nós - que já cá estávamos -  que somos obrigados a levar com a má educação dos recém-chegados. Fico pior que estragada!

Existe um velho ditado que se aplica perfeitamente a essa situação: "Em Roma, sê Romano". Uma pessoa que decida sair do seu país de origem tem que ter a plena noção de que vai precisar de uma boa dose de adaptabilidade ao seu novo país: as pessoas são diferentes, o clima também, os costumes, a forma de vestir... Só temos duas hipóteses: ou aceitamos a mudança e somos integrados na sociedade ou nunca vamos deixar de ser vistos como "o imigrante", "o/a brasuca". E claro, depois são discriminados, são coitadinhos, são humilhados... Eu não tenho paciência para gente assim.

Odeio ser comparada a esse tipo de gente, que eu carinhosamente apelidei de "Sem Noção" por que é muita vergonha-alheia que eu passo. Já menti descaradamente a dizer que era de outro país, com vergonha de dizer que tinha nascido no Brasil. Por causa de gente sem noção, muitas pessoas boas, honestas e trabalhadoras que vêm cá viver são colocadas no mesmo saco, são olhadas de lado. Quão injusto isso é?

                                                                                            #ProntoDesabafei #NaoMorroMaisEntalada
SHARE:

07 novembro 2017

Alguém cometeu uma loucurinha!


E mais não digo! :D

(não dizem que o Natal é quando um homem quer? Então... aqui a pessoa decidiu antecipar o Natal e caraças, que isto do Pai Natal ser apressadinho tem toooda outra magia!)

** Na verdade, decidi comprar por esta altura porque a LV vai aumentar o preço de alguns modelos de malas (inclusive os dois que eu tenho debaixo do olho) e como aqui a pessoa é forreta e acha os preços um bocadinho abusados, mais vale comprar enquanto a inflação não se dá.
SHARE:

05 novembro 2017

❤❤❤


Ando a mil por estes lados! Entre preparar o Natal (que este ano vai ser cá em casa com os dois lados da família - o meu e o dele), organizar o roteiro das duas viagens que aí vêm, visitar 274 casas a cada fim-de-semana (decidimos que vamos, finalmente, comprar casa) e não gostar de nenhuma (as que eu gosto custam, normalmente, o dobro do plafond que estipulamos), organizar a arrecadação que estava um caos completo (malas de viagem, tralhas diversas, equipamentos do meu marido, livros de faculdade, aquilo é um mundo...) e outras coisinhas mais, não sobra tempo quase nenhum. Quero muito responder aos comentários que me têm deixado nos últimos posts (detesto não conseguir responder) por isso vou abrandar um bocado o ritmo dos posts até poder dar resposta a tudo.

E a árvore de Natal, pá? Quando é que é suposto começarmos a montá-la e decorar tudo tudo tudo? Já quero! Esse ano o espírito de Natal abateu-se sobre mim logo nos últimos dias de Outubro (teme-se o pior) e estou aqui a fervilhar de ideias para a época mais especial do ano!
SHARE:

03 novembro 2017

Qual número do Euromilhões, qual quê...

... o número que eu realmente queria, mas queria mesmo muito muito muito, era o contacto da incrível colorista que faz nuances e ombrés destes:

Jesus-Maria-José.... eu fiquei ó, de queixo caído quando vi essas imagens pelo instagram. Primeiro fiquei incrédula, achei que era edição de imagem, photoshop ou o raio que parta, porque NUNCA vi coloração mais perfeita e natural do que estas. Os cabelos parecem caramelo derretido! Uma coisa fantástica mesmo. Depois que vi os comentários das clientes nas imagens de instagram, convenci-me de que era real, que realmente havia uma profissional fodástica (não tenho outra palavra mais bonitinha pra descrever, sorry!) que fazia coisas lindas destas.

E o que fiz eu? Tentei descobrir onde era o cabeleireiro, como fazia para marcar, qual o contacto, eu queria saber tu-do para conseguir um cabelinho desses. Só que... a vida, essa malandra, é muito injusta e descobri que a artista que faz estas coisas tem uma lista de espera de mais de um ano! E não há previsão para aceitar novas clientes. Posso chorar?

Não aceito menos do que isso no meu cabelo e estou aqui super frustrada a pensar porque raio fui descobrir esse instagram. É que agora todos os outros cabeleireiros me parecem medíocres e não tenho coragem de tentar com mais ninguém.

É que eu + meu cabelinho = caso de amor. E já perdi as contas das vezes em que fui induzida a fazer madeixas ("ah, esse cabelo tão escuro deixa-te envelhecida", "ah, devias era fazer umas nuances só para iluminar...") e sempre o resultado foi desastroso. Ou fiquei com o cabelo alaranjado tipo Pipi das Meias Altas (mas em mau) ou saí com o cabelo cheio de mechas loiras tipo Beyoncé do Cazaquistão.

Até a data, ninguém tinha entendido o meu conceito de "morena iluminada" tão bem como a Cátia Monteiro (é esse o nome da rapariga - e sim, eu estava a disfarçar para não partilhar convosco, não vá a fila de espera aumentar ainda mais e eu só conseguir marcação para 2037 hahaha), essas fotos são a prova de que é possível fazer nuances e ombrés sem parecermos um mico-leão-dourado.

Adoro gente talentosa, apaixona-me ver um cabelo destes mas... queria tanto fazer igual ao meu! Ah, pessoas, afastem-se que eu estou em sofrimento. Vou ali chorar em posição fetal, falamos depois.

(Todas as fotografias deste post foram retiradas da página de facebook da Cátia Monteiro - aqui -)

(entretanto já recebi indicação de dois sítios onde supostamente faziam trabalhos parecidos e não sei se hei de chorar ou de sorrir. Não há comparação entre os trabalhos mas fiquei curiosa e num sítios cheguei mesmo a ligar para saber sobre vagas e fui atendida com imensa arrogância e com a informação de que "é por ordem de chegada, são 100€ para coloração e não temos multibanco, venha preparada com o valor em numerário". Oi?)
SHARE:

❤ Portugal


"(...) Os portugueses são o grande tributo de Portugal. (...) Luz, beleza, praia, clima, peixe fresco e marisco, segurança, história, fado e culturas à parte, no final o que conta são as pessoas. São elas que dão todo o sabor à experiência da viagem. São elas que tornam possível, ou não, a experiência da vivência num país estrangeiro. Portugal perderá toda a sua graça se um dia deixarmos de ouvir falar português nas suas ruas. Se se perderem as conversas entre vizinhas, de janela para janela, nos bairros da Bica e Alfama, em Lisboa. Se o Mercado do Bolhão no Porto um dia se converter num enorme concept market ou num espaço de cowork. São os portugueses, com todos os defeitos e singularidades, que fazem este lugar. Esses sonhadores incondicionais. Sentimentalões. Gente com o riso e a lágrima fácil. Aventureiros, sempre prontos para partir sem garantias. Gente de longas conversas. À mesa não se envelhece, desde que haja bom vinho, fado, poesia ou luar. Contraditórios, bipolares como o estado do tempo: bem-dispostos no Verão, melancólicos no Inverno. Sempre os maiores ou os piores em tudo. Insatisfeitos por natureza.(...)"
 - Rita Sousa Tavares

(revista TAP Up Magazine, que li no vôo para Cabo-Verde e não resisti a partilhar convosco)
SHARE:

01 novembro 2017

Quando o coração sai-nos do peito:

O meu marido fez uma pequena cirurgia (a primeira da vida) e eu que estava toda relax, toda tranquila "ah, isso não há de ser nada... é coisa de meia hora, tranquilo!", quando vi que começavam a lhe dar a anestesia achei que desmaiava ali mesmo. Devo ter ficado branca de medo (e isso numa pessoa da minha cor é um feito histórico) por que a enfermeira veio logo para o meu lado e pediu: "alguém tire essa menina daqui, ela precisa apanhar ar."

Precisava. Saí dali a tremer, a pensar que é uma coisinha tão simples mas caraças, é um procedimento cirúrgico e sempre tem a sua chance de correr mal. E só de pensar em ficar sem o meu príncipe (sim, só um príncipe trata uma mulher como ele me trata) o meu coração falha uma batida. Ou duas.

O meu medo é puramente egoísta. É mais do género: onde raios vou eu encontrar outro homem como esse? Alguém que faz tudo para me ver feliz, que alinha em todas as minhas ideias malucas (mesmo as que são extremamente malucas), que me espera pacientemente no provador da Zara enquanto eu compro este mundo e o outro (às vezes resmunga mas sempre cede). Ele faz coisas por mim que eu nunca acreditei que mais alguém nessa vida faria (além da minha avó e da minha mãe, obviamente). Coisas que me deixam a pensar: se fosse eu a ter que fazer por ele, será que eu faria?

Quando o procedimento terminou a enfermeira foi me buscar no corredor e disse: pronto, já tens o homem novo em folha! Não era preciso ter ficado tão nervosa..." eu disse, quase em piloto automático: "Era sim, porque se ele morre antes de mim eu estou bem tramada. Vou ter que passar o resto dos meus anos à procura de outro igual. E sei que não vou achar.", ela desatou-se a rir.

Não sei lidar com a equação: pessoas que amo muito + hospitais e médicos. Dá-me uma angústia sem fim, sinto-me impotente e desesperada, preciso estar ali, acompanhar todos os detalhes para acreditar que realmente está tudo bem. Graças a Deus que está! :)

(e a mariquice do pós-cirúrgico? O homem parece que pariu trigêmeos de cesariana: mal se mexe, tem dores, resmunga, quer tudo na mão (traz-me um copo de água, quero sumo, faz um batido?) e eu estou a dar em maluquinha. Uma gaja doente ainda se aguenta agora um gajo? puta que pariu!)
SHARE:
© A GAROTA DE IPANEMA . All rights reserved.
MINIMAL BLOGGER TEMPLATES BY pipdig