04 novembro 2018

Pago eu ou pagas tu?

Preciso compartilhar o meu "choque" com vocês, pessoas. Presenciei esses dias uma situação que me fez ficar de olhos em bico... Estava eu na fila do supermercado à espera de ser atendida quando reparo no casal à minha frente, deviam ter praí 30/35 anos e tinham um miúdo de uns 4 anos. O miúdo fazia uma birra monumental porque queria levar um boneco da Patrulha Pata, a mãe a assobiar para o lado, o pai idem. Às tantas o miúdo manda-se para o chão, aos gritos e pontapés, e a mãe diz para o marido: "olha, leva lá o boneco, pagas tu dessa vez." e o marido responde qualquer coisa como: "olha, este mês já eu paguei os ténis e o casaco dele, esqueceste? Agora pagas com o teu dinheiro..." e eu, que nem sou nada cusca (cof cof) dei logo um apertão na mão do meu marido (é o nosso código quando queremos mostrar alguma coisa ao outro na rua e não podemos dar cana) e ele ficou igualmente parvo. Sussurrou-me baixinho "foda-se, olha-me estes, a fazer divisão de um dinheiro comum... e pior, para o filho!"

A mim faz impressão ouvir casais comentarem "pago eu ou pagas tu?" quando são compras comuns, contas da casa, renda, compras para os filhos, sei lá! Se fazem vida em comum, como conseguem depois na hora de pagar fazerem essa divisão ridícula do "ontem paguei eu, hoje és tu?", acho tão deselegante, para não dizer mesquinho.

Não sei se por ter sido criada numa família onde nunca se deu grande importância a essas divisões, o meu padrasto recebia o ordenado e entrega os cartões bancários na mão da minha mãe, a conta era comum, usavam os dois o mesmo dinheiro e nunca em 20 anos de casamento vi os dois a discutirem por causa da dinheiro.

Quando casei foi a mesma coisa. Abrimos uma conta-conjunta, é nessa conta que caem ambos os ordenados e temos dois cartões multibanco onde cada um gasta conforme quiser. O valor que sobra no fim do mês é transferido para uma conta-poupança e ninguém se chateia. Tínhamos cada um uma conta individual mas no início desse ano vimos que não fazia sentido continuar com duas contas e centralizamos tudo num banco só, numa conta única. Zero chatices até o momento.

Depois do amor, o segundo pilar de uma relação, na minha opinião, é a confiança. E confiar implica dividir tudo com o outro. Assim sabemos sempre quanto temos, se dá para comprar isto ou aquilo, planear viagens com o dinheiro extra... torna tudo mais fácil. Se os nossos objectivos são comuns, para que andar a separar "o meu" e o "teu" dinheiro? Cá em casa não há disso. É tudo de ambos. E sim, há uma significativa diferença entre os nossos ordenados (o meu marido ganha 45% a mais que eu) mas nem por isso fazemos esse género de contas. É tudo dos dois.

Então quando há filhos envolvidos, menos sentido faz andarem a discutir ou jogar na cara um do outro quem é comprou os ténis, quem comprou o casaco, quem paga a creche... pelo amor de Deus. A criança é um elo comum ao casal, é responsabilidade dos dois, que mesquinhez ter esse tipo de atitudes! Ufa, precisava desabafar! E vocês, são a favor ou contra a divisão do dinheiro entre o casal?
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29 outubro 2018

4 dicas aleatórias:

Estou muito criativa nos títulos, não estou? Eu sei :P
Já devem ter percebido que tempo é algo escasso por esses lados mas quase todos os dias acontece/compro/lembro de algo interessante que poderia partilhar aqui no blog e então surgem esses posts aleatórios onde a bota não bate com a perdigota... Hoje queria partilhar essas dicas com vocês:

1) Novo modelo da lente Canon 50 mm 1.8 STM (PVP 149,99€)
Sou uma naba no que toca a fotografias... Já tentei aprender mas falta-me paciência por isso só tenho a famosa "lente do kit" e a queridinha e versátil 50mm (que dá aquele efeito lindo do fundo desfocado mesmo no modo "automático" da câmera). A minha câmera atual é a Canon 200D (a nova versão leve e pequenina) e a minha objectiva 50 mm já andava comigo há 7 anos! Levou duas quedas e por ser frágil, já não focava muito bem de maneiras que decidi comprar uma nova. Aproveitei a campanha "23% desconto do IVA" na Rádio Popular e lá trouxe a bichinha por 118€, bem bom! Já testei a lente e nem se compara à minha antiga: super silenciosa, encaixe de metal (a outra era de plástico), corpo mais robusto... a antiga continua a ser vendida mas sinceramente, apanhem uma promoção jeitosa e tragam o novo modelo porque realmente faz diferença!


2) O corredor das "coisinhas aleatórias" nos supermercados: Não bastasse o LIDL tentar-me com tooda aquela oferta de coisinhas para casa: lençóis, pijamas, espelhos, artigos de decoração, etc... agora também o Pingo Doce entrou na onda e começou a ter artigos decorativos. Essa semana vi esse género de quadro a imitar madeira (é um autocolante gigante em 3D que engana muito bem, parece mesmo madeira) que comprei por 2,99€. Estava mortinha por apanhar o que diz "Home" em prateado mas ainda não dei com ele... Se tenho sítio para o colocar? Não, senhora. Mas isso arranja-se, é o de menos!


3) Lojas online que vendem produtos de cabeleireiro com mega descontos: Nessa minha nova etapa capilar (chamemos assim que sempre fica mais "delicado"), a busca por produtos que me salvem a vida é incessante. Ouvi falar muito bem da linha Curl Contour da Loreal Expert e quis experimentar. Acabei por comprar online pela metade do preço que tinha visto na Pluricosmética... já nem me recordo da última vez que comprei artigos de beleza/perfumaria numa loja física.


4) Mariquices (eu sei que é uma mariquice, escusam de o dizer) que eu adoro e que conservam os meus "investimentos": Descobri recentemente que existe uma loja online em Londres que trabalha única e exclusivamente desenvolvendo películas autocolantes protectoras para preservar os fechos/metais das nossas malas de design, aquelas mais carotas. Uma das coisas que mais me fazia espécie nalguns modelos da Chanel e da Louis Vuitton eram os fechos metálicos... odiava ver tudo riscado com o uso/passar dos anos, para mim malas deste calibre são mesmo um investimento e quanto mais perfeitinhas elas estiverem, mais gosto delas. No início do mês finalmente consegui pôr as minhas mãozinhas na Pochette Metis e nem pensei duas vezes: encomendei os protectores para o fecho. Comprei online na The Handbag Haven, custou penso que 10€ cada e chegou em 2 dias. Eles têm para várias marcas: Fendi, Chanel, LV, Prada, Balenciaga... alguns esgotam em dias mas vale a pena continuar a cuscar o site até conseguir! O produto é super bem feito, encaixa perfeitamente (até para mim que tenho zero coordenação motora foi relativamente fácil).

 A vantagem é que no dia a dia esses protetores são quase imperceptíveis na mala, não se nota mesmo e fazem toda a diferença na conservação dos fechos. Eu comprei logo duas unidades, não vá não acertar na colocação à primeira (por acaso acertei, não é nada difícil e há vídeos-tutoriais para as mais distraídas). Vale bem a pena!
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23 outubro 2018

[Update] O meu novo corte de cabelo:

Contei-vos que cortei toooda a química do meu cabelo (menos as pontinhas que ainda estão com ombré) mas em termos de alisamentos/progressivas, saiu tudo! Saí do cabeleireiro a sentir-me uma diva, brushing feito, cabelo macio e pontinhas suaves. No dia seguinte, curiosa para ver o resultado ao natural, decidi lavar o cabelo e deixar secar ao sabor do vento. Gostei do resultado, caracóis e ondas suaves, do jeito que eu gosto. Fui dormir e acordei o próprio Mufasa do filme O Rei Leão! Precisavam de ver a cara do meu marido quando eu me levantei da cama! Depois do homem ter estado uns 5 minutos a rir, ganhei coragem para ir me ver ao espelho. Precisei compartilhar com vocês.
 
  Foto 1: Acabada de acordar (a própria visão da desgraça!)
Foto 2: Cabelo com cera de definição de ondas (estou apaixonada por esse produto!)
Foto 3: Cabelo apenas com protector térmico e seco com difusor de caracóis do secador

Escusado será dizer que mal olhei para o meu reflexo no espelho, pensei: "não vai ter jeito, vou ter que voltar aos alisamentos!" seguida de uma forte vontade de cortar os pulsos. Depois pensei:" pronto, está a ficar frio e posso ir trabalhar de boina ou gorro durante todo o inverno... sempre disfarça qualquer coisinha". Quando lá consegui me acalmar, lavei o cabelo, apliquei os novos produtos que comprei para definição de caracóis (já vos mostro tudo) e a coisa lá se compôs.

Porém continuo com o drama do "acordar fresca e fofa". Acordo todos os dias como um leão, tamanha a juba! Tenho péssimo dormir, mexo-me imenso, é impossível não desmanchar os caracóis todos! O que me obriga a molhar o cabelo de manhã para então aplicar os produtos e modelar os caracóis. Uma canseira, já não me lembrava o que era isso. Com toda a sinceridade, tenho mixed feelings e uma mega saudade de acordar com o cabelo lisinho e pronto a sair.

A solução temporária (até que ele cresça, ganhe "peso" e perca o "black power") é fazer brushing durante a semana (quando trabalho) e aos fins de semana fica como na foto 2 e 3: ao natural. Preciso MUITO de dicas para dormir e acordar com os caracóis arranjadinhos, alguém conhece um truque? Um produto milagroso? Qualquer coisa que não implique ter que molhar o cabelo de manhã! Alguém me ajuda?
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20 outubro 2018

A pura definição do ódio:

Há uma semana que estou com falhas na internet cá de casa. Às vezes fico duas horas sem net na sala e nos quartos (só funciona na divisão onde está o router, que é o corredor). Liguei para os gajos da NOS a tentar resolver o problema. Depois de me porem a fazer figuras ridículas ("agora reinicie o router. Tire-o da tomada. Agora experimente caminhar até a outra ponta da casa a ver se o sinal chega. Agora faça o pino... ai que nervos!), nada resolvia o meu problema. Decidiram então transferir a chamada para o Apoio Técnico (e eu que julgava que já estava a falar com os técnicos...).

E aqui o meu ódio aumenta exponencialmente. Estive quase 15 minutos em espera, a ouvir ininterruptamente (em modo repeat, portanto) a nova música de espera da NOS. Conseguiram a proeza de pegar num clássico da cultura portuguesa ("A Minha Casinha") e cagaram completamente a música, numa versão que nos mói a cabeça. Uma das partes é qualquer coisa como: "Vá lá, senhor Teto, por favor, deixa-me entrar, vá lá, vá lá, senhor tecto... deixa-me entrar!" num ritmo tipo de RAP, a sério... até me subiam calores!

Entretanto fui atendida pela equipa técnica que amavelmente disse assim: "ah, mas a sua casa está com quebras da internet porque tem um router muito antigo, já tem contrato connosco há 4 anos e ainda não tem o router mais recente... vamos fazer a troca, claro! Por um adicional mensal de mais X euros."

Oi? Então eu pago um serviço mensalmente há 4 anos e tal, o serviço fica uma semana a funcionar mal e porcamente, o meu marido (que é engenheiro e basicamente depende da net para trabalhar) é obrigado a sentar-se no chão do corredor para conseguir abrir mails... e a solução que me oferecem é vender um novo router? Vão pastar!

Rodei a baiana! Ela bem demora a vir ao de cima mas quando vem, meus amigos, a casa cai. Como já não estou fidelizada, posso reclamar à vontade e ameaçar romper o contrato - é uma das minhas cartas na manga.

A solução? Diz que vem cá um técnico na 2ª feira trocar gratuitamente o router, ofereceram 10€/mensais para compra de canais (que não me interessa muito, uma vez que não sou muito de ver televisão) e vão aumentar 100M da internet. Eu ainda estou a achar que a esmola é grande demais, na segunda-feira cheira-me que ainda vou ter que activar o "baiana-mode-on". Já pensei em mudar de operadora mas já tive MEO e foi outra bosta. Alguém que use Vodafone e recomende? Já estou por tudo!

(e o raio da musiquinha - que se tornou super irritante nessa versão - e que não sai da cabeça? Socorro!)
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09 outubro 2018

Sobre aceitar quem somos.

Já andava a pensar nisto a algum tempo, confesso. O meu cabelo estava a meio das costas, comprido, pesado (eu tenho mesmo muito cabelo), já não havia forma de o modelar com o babyliss (ficava com ondas mas passado 1 hora já estava escorrido de novo) e... pior, como estou há quase um ano sem fazer qualquer tipo de progressiva/alisamento, notava-se bem que a metade superior do cabelo estava com muitas ondas e as pontas completamente lisas, finas e sem jeitinho nenhum.

Como não tenciono enfiar mais química no cabelo (por vários motivos: senti que afinou muito o fio do meu cabelo, as pontas estavam espigadas, obrigava-me a fazer constantes manutenções que eram a volta dos 120-150€ e como tenciono engravidar em breve, o meu médico proibiu-me colorações e alisamentos com formol), de maneira que só tinha uma solução em mente: cortar TODO o cabelo com química (que já não voltava à sua forma natural, com caracóis) e assumir que sim, Deus nosso Senhor me fez com cabelos ondulados e volumosos, não vou mais andar a contrariar a minha natureza. Durante ANOS da minha vida sonhei com um cabelo lisérrimo e espelhado... fazia autênticas loucuras para o ter assim, esticadinho: dormir de rolos na cabeça, passar uma hora ou mais com uma prancha de 280º a queimar-me o couro cabeludo, alisamentos com formol que me ardiam os olhos e a boca... tudo em prol do cabelo de japonesa perfeito. Chega! Estou farta disso, estou numa fase da minha vida em que os padrões já não me interessam, quero é ser feliz e saudável com o que sou.

Pois que então rumei à minha cabeleireira e disse-lhe: "quero me corte todo o cabelo que está alisado com química e estragado..." e ela arregalou muitos os olhos e disse: "tens a certeza? vai ser praí metade do teu cabelo, vai ficar curtíssimo..." e eu, convencida, disse apenas "mete a tesoura sem dó nem piedade... quero meu cabelo saudável de volta" e assim lá se foi mais de metade do meu cabelo:


A primeira impressão foi: "oh meu Deus, que bosta é que eu fiz? Vou ficar com mega cabeção tipo a Cassandra do Sai de Baixo!" mas ao mesmo tempo foi super libertador ver o meu pescoço de volta, a leveza e o movimento que só os cabelos curtos têm. Ela fez-me um brushing porque precisava acertar o corte para que ficasse bem retinho atrás, mas eu estou mortinha por ver como vai ficar ao natural (só amanhã é que vou lavar), pelo meio ganhei vários elogios da minha cabeleireira: "mas o teu cabelo natural é tão bonito, tão fácil de moldar se souberes lidar com ele..." pois, aí está o problema: eu sempre achei que cabelos encaracolados davam imenso trabalho para cuidar enquanto o liso é só acordar, pentear para um lado e para o outro, já está.

(esse gif define o meu atual estado: maravilhada com o meu cabelo de volta, cheio de volume e balanço!)

Vamos ver como vai correr a experiência. Também se correr mal não vai haver grande volta a dar, vamos ter que esperar crescer. Estou bem feliz de imaginar a poupança extraordinária que vou fazer em shampoos, máscaras (e o dinheirinho que eu gasto em máscaras importadas, meus amigos, não é brincadeira), óleos, séruns e afins... Devia ter cortado antes, é só o que vos digo! Por enquanto estou na fase da empolgação, quando lavar e deixar secar ao natural é que vão ser elas hahahaha mas eu venho cá vos contar.
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06 outubro 2018

Por mais Outonos assim...

Não sei em Lisboa, mas aqui pelo Sul o tempo está absolutamente in-crí-vel! Calorzinho bom, a praia da Rocha com uma água deliciosa (e quente!) como não me lembrava de ter visto... comida boa, muito descanso e um hotel fantástico que apela ao descanso e tranquilidade. O que mais uma pessoa pode pedir, não é mesmo? ;)

(Entretanto li todos os vossos comentários e sugestões no último post... tudo apontado! Obrigada pelo vosso feedback tão sincero, como sempre.)
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27 setembro 2018

Vocês decidem:

Com o meu recente afastamento aqui do estaminé (por motivos que já vos expliquei), tenho recebido uma série de emails, alguns muito parecidos, a dar sugestões de temas para posts aqui no blog. Como os temas têm sido mais ou menos recorrentes, venho pedir a vossa opinião e saber que tipo de assuntos gostavam de ver mais debatidos aqui no blog:



1) Gravidez, Exames de infertilidade, Preços, Motivo dos Abortos, Trombofilia, Histerossalpingografia e tudo o que seja ligado a esse vasto assunto: Sim, sem dúvida é das coisas que mais me perguntam. Se vamos fazer tratamento de fertilidade, o que a minha família pensa do assunto, para quando vamos tentar novamente and so on. Eu gostava muito de aprofundar o tema por aqui mas não sei se será do interesse do pessoal (confesso que antes de pensar em bebés, também não era tema que me suscitasse grande prazer em ler).

2) Tudo sobre as minhas malas, quais marcas vale a pena investir, se já comprei alguma mala "em segunda mão" (onde, preços, etc), fotos da minha coleção, etc: Acho que nunca escondi de ninguém o quão "bag-a-holic" eu sou (desde sempre adoro carteiras!) e nos últimos tempos o meu gosto alterou-se e decidi focar em 3 ou 4 marcas que sei que vão durar muitos e bons anos. Gostam do tema?

3) A temática capilar é outro assunto que me pedem vezes sem conta. Como está o meu cabelo actualmente, que químicas tenho feito, que produtos tenho usado, se voltei ao Cronograma Capilar, sites onde é possível comprar os produtos mais em conta... e por aí vai: Estou em dívida convosco sobre esse assunto, já prometi um milhão de vezes vir cá falar mais sobre o tema mas tenho falhado, assumo.

4) Sobre a compra da nossa casa: sempre vamos comprar? Estamos a tratar do assunto por imobiliária? Vamos investir numa casa de banco com 100% financiamento? - Acho o assunto um bocadinho maçador e nesse momento não estou com grandes novidades mas posso abordar o tema com detalhes, se assim quiserem.

5) Por incrível que possa parecer, escrevem-me muitas vezes a pedir... dicas de poupança! Como poupar nos extras, como renegociar contratos de serviços (modéstia à parte, sou muita-forte nisso), onde comprar artigos de vestuário a bom preço e dicas de outlets... como já falei algumas vezes sobre o tema aqui no blog, achei que o assunto já estava arrumado. Contudo, se tiverem alguma dúvida que eu possa responder, deixam-na nos comentários :)

Ufa! Assim de uma maneira geral, são esses os pedidos que mais recebo na minha caixa de email. E vocês, que temas gostavam de ver por aqui? Ajudem esta pessoa desprovida de criatividade, sim? Muito agradecida!
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23 setembro 2018

Coisas que não percebo...#22

... gente que leva a vida "com a corda no pescoço" em termos financeiros, que está sempre a queixar-se que não tem dinheiro, que não pode pegar no carro ao fim-de-semana por não ter gasolina, que esse mês teve que pagar a conta de água já depois do aviso do corte...  mas está sempre de cigarro na mão.

Eu não tenho nada a ver com a vida financeira de ninguém, cada um sabe onde mete o seu dinheirinho e cada qual sabe gerir a sua carteira da melhor forma mas caramba, que me faz impressão, faz.

Talvez por ser a pessoa mais "anti-tabaco" desse mundo (não suporto o cheiro, o que faz aos dentes e aos pulmões, o facto de ser um vício que destrói famílias inteiras - e digo-o por mim, que perdi a minha avó à pala dessa porcaria), não permito sequer que fumem ao meu lado. Se acendem um cigarro ao meu lado, é certinho e garantido que vou sair de perto. Não suporto, mesmo. Felizmente ninguém da minha família direta fuma, nem o meu marido, nem a família dele. Já os meus amigos... é outra conversa.

Mas dizia eu que nunca vou compreender o facto de alguém com pouco dinheiro ter o vício de fumar. É uma idiotice pegada. Já dizia a minha avó "quem não tem dinheiro, não tem vícios" e é a mais pura verdade. Há dias alguém comentava comigo que estava mesmo à rasca, que tinha a conta da luz em atraso e mais não sei quê. Uns dias depois, vejo a pessoa fumar um cigarro atrás do outro e não me contive: "Olha lá, tu fumas quantos maços por semana?". A resposta surpreendeu-me: "Fumo um maço a cada dois dias, mais coisa, menos coisa.

Foi impossível disfarçar a minha cara de espanto. Como assim, um maço (que custa 4,50€) a cada dois dias, mas não paga 45€ de conta de luz, um bem básico e essencial? Ainda se a pessoa tiver condições para sustentar o seu vício sem comprometer outras áreas da vida (como a manutenção das contas básicas em casa), tudo bem, cada um sabe de si. Mas claramente não era o caso! Um maço a cada dois dias custa à volta de 65€ por mês.

Pode parecer pouco, mas para quem anda enrascada é dinheiro que dá bastante jeito. Eu tento perceber que é um vício, que não dá para "parar de repente" mas procurem ajuda, caramba! É que só se estão a enterrar ainda mais e a dar cabo da saúde (já nem falo dos dentes, que para mim é um corta-interesse imediato). Andar pelos cantos a refilar que não tem dinheiro e que qualquer dia lhe cortam a luz mas ter sempre um maço novo de tabaco na carteira é que não se percebe. Enfim.. cada cabeça, sua sentença.
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07 setembro 2018

Status de uma sexta-feira à noite:

😱😱😱

O que eu fui inventar, meu Pai? Troquei tudo de lugar, o que vale é que o meu roupeiro são vários módulos independentes que podem ser dispostos de várias formas... Estou a tentar "reduzir" a quantidade de coisa e decidi que o closet "só" vai ocupar uma parede do quarto, mesmo que seja de uma ponta à outra, quero ver tudo enfileirado em uma só parede. E porquê? - perguntam vocês. Porque tenho outras ideias para esse quarto (bye bye walk in closet!) e preciso fazer o 'downgrade' do closet (vá, exageros ao lado, também só perdi um módulo de 50cm nessa brincadeira). 

Nesse quarto só tenho mesmo o closet, por isso agora que ele está encostadinho em uma única parede - deixando-me o resto do quarto tooodo livre - preciso de ideias para "disfarçar" a parede com roupeiro. Já pensei em 4 hipóteses: 

1) Meter portas de correr da IKEA em tudo mas como são vários módulos com tamanhos aleatórios (tenho de 50, 75 e 100 cm) vai ser uma confusão planear as portas para tudo. 

2) Essa é a versão "pobretanas": colocar um varão enorme de inox junto ao tecto e fazer um cortinado branquinho à medida para esconder a tralha toda. Não sei, acho demasiado "favelado" mas logo se vê.

3) Pagar a alguém que perceba de obras para me pôr um trilho de metal no chão e mandar fazer num AKI ou Leroy da vida, portas enormes branquinhas à medida, para deslizarem nos tais trilhos (não sei se ficou confuso, espero que tenham percebido a ideia).

4) A última opção é a mais chatinha porque implicaria umas "mini-obras", seria meter pladur a "fechar o roupeiro" mas obviamente com uma porta para que eu pudesse entrar e me vestir. A contra-partida é que vai roubar espaço ao quarto (que tem 14m2, não é nenhum palácio). 

Não sei, estou baralhada. Alguém tem experiência/ideias/palpites relativamente a esse assunto? Sou toda ouvidos!
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06 setembro 2018

Thanks, Lidl!

É sabido que o meu supermercado do coração é o Pingo Doce (não, não me patrocinam... mas sou menina para aceitar uma parceria paga em sacos de arroz basmati), contudo, tenho a sorte de ter ao pé de casa um Lidl, um Continente e um Pingo Doce. Assim, ao virar da esquina. Claro que vou espreitar os outros supermercados também e se há supermercado que me faz palpitar o coração é o Lidl. Para além de ter produtos 'deluxe' maravilhosos e a preços super em conta, tem toooodo um corredor central cheio de "coisinhas aleatórias" como eu lhes chamo: máquinas de sumo, pijamas, ténis, tábuas de engomar, roupa de cama de qualidade, brinquedos, artigos de decoração... é sempre uma alegria descobrir quais são os artigos à venda "naquela semana".

Eis que na semana passada fui lá buscar umas sopas (sei que vou ser julgada em praça pública mas confesso: não sei fazer sopa, fica ó, uma bosta) por isso adoro as sopas de lá (especialmente creme de legumes e creme de cenoura). Se nunca experimentaram, não sabem o que perdem! Por 1,29€ fico almoçada (levo muitas vezes para o trabalho) e só me basta uma baguette ou assim para complementar o dia. Adoro!

Mas voltando aqui ao tema do post, andava eu a espreitar os corredores dos "objectos da semana" quando vejo vários packs de capa de edredão em mistura de Algodão com Cetim (o famoso "algodão acetinado" que eu tanto amo: desliza na pele, é geladinho, tem um brilho fora do normal e acordamos sempre fresquinhas - um mimo!). É da marca própria de têxteis do Lidl (Meradiso) e é uma pequena maravilha.

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03 setembro 2018

Estou convencida disso:

(Post escrito em 06 de Junho de 2018)*
É que nem vos digo nem vos conto. Taaanta coisa se passou nesses últimos tempos que sinto que a minha vida dava realmente um filme: às vezes de comédia, quase sempre de drama e em raros momentos, de terror. Mas não vim aqui para me lamuriar (porque não é o meu estilo) mas para comemorar. Sim, comemorar porque finalmente, depois de dois meses e meio de consultas, análises e exames chatos, cá estou eu: de alta! Ó pra mim, toda feliz e faceira, porque já não dependo mais de médicos (como detesto estar em hospitais!).

Andei um mês e picos a ser seguida na Maternidade Alfredo da Costa (porque nos Lusíadas disseram-me que "devido ao caso ser raro, coisa de 0,3% das gravidezes, mais valia ser seguida na MAC porque não há melhor do que eles nesses casos", dito por um ginecologista das urgências obstétricas nos Lusíadas. E eu lá engoli o meu pânico de hospitais públicos (que neste momento está totalmente ultrapassado e ouso dizer que "é Deus no céu e a MAC na terra", salvaram-me não só a vida como a capacidade de continuar a engravidar no futuro), engoli o medo absurdo que sentia, a frustração de pensar numa vida futura onde bebés não fizessem parte do panorama e lá fui eu para mais essa aventura. Que sim, dava mesmo um filme.

Agora, fresca e fofa (literalmente, que com a medicação engordei e inchei como uma leitoa) preparo-me para aproveitar em grande esse verão (que não está a ser grande coisa, mas há de chegar o calorzinho), já só quero jogar tudo isso para trás das costas. Como diria a Elsa, do Frozen "Já passouuu, já passouuuu!". Foi duríssimo, mas já ficou para trás. Quem diria que quatro meses após um aborto espontâneo eu passaria por uma gravidez ectópica? E pior, uma Ectópica Cervical (onde em 70% dos casos a solução é uma histerectomia)? Vivi momentos de absoluto pânico, com médicos a entreolharem-se, a cochicharem no corredor sobre o melhor tratamento conservador, com duas enfermeiras novinhas que diziam uma para outra: "digo eu ou dizes tu? Não, dizes tu..." e eu ali já quase a sacudi-las para que me dissessem logo que raio eu tinha. Um drama, senhores. Nem gosto de lembrar, sinceramente. Dá-me palpitações.

Com tudo isso, descobri que a velhinha MAC, de que muita gente se queixa, é a própria antítese da frase que diz "é impossível fazer omelete sem ovos.". Na MAC fazem-se omeletes sem ovos todos os dias. Quem lá trabalha faz autênticos milagres para que aquela maternidade continue a existir. As instalações são decadentes, não há conforto (quase) nenhum, não há grandes modernices mas há médicos que percebem mesmo daquilo (mesmo quando se deparam com casos esquisitos), gente que não desiste, enfermeiras sensíveis que fazem de tudo para te ajudar (obrigada, enfermeira Remédios, para sempre serei sua fã), enfim... estou encantada, recomendo a toda a gente e percebi que isso dos hospitais privados é tudo muito lindo e xpto quando é para tratar uma dor de dentes ou um eczema. Experimenta lá apareceres com um problema mais sério e é vê-los todos a coçar a cabeça e a indicar o Hospital Público de referência mais próximo. Um nojo de realidade, mas é o que temos.

*escrevi muito sobre o assunto mas não tive "coragem" para falar sobre isso até que estivesse tudo resolvido... agora que já está tudo nos conformes, posso vir dividir com vocês um pouco do que foi a loucura pela qual passei nos últimos tempos... Mas o que interessa é que passou, não fiquei com nenhuma sequela ou complicação e vida que segue!
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06 agosto 2018

Vamos falar de saldos?

Eu já nem vou perder tempo a justificar a ausência destas bandas por que não quero soar repetitiva mas já sabem, neste momento a minha real life tem me consumido por completo o tempo de maneira que não tenho conseguido escrever com a frequência de antes. Não reclamo, tem sido um período muito meu, onde me apetece falar/escrever pouco e sentir mais, sabem? Continuo assídua leitora de blogs (gosto mesmo disso e é um prazer seguir há tantos anos as mesmas pessoas e "acompanhar" de certa forma o rumo que a vida delas têm seguido) e continuo a gostar de partilhar coisas interessantes com vocês. E por falar em coisas interessantes... nesses saldos tenho feito verdadeiros "achados" com descontos supimpas! Vamos lá:

Andava a precisar de uns ténis novos - queria algo neutro que desse para usar em qualquer estação - e andava de olho nas sapatarias do costume. Num ida ao Alegro de Alfragide dei por mim a espreitar a montra de uma sapataria até então desconhecida por mim (chamada JD Sports) e foi lá que acabei por agarrar em dois ténis super fofinhos com mega descontão: Trouxe os Puma Basket Heart (com 2 tipos de atacadores) por 25€ (preço original: 90€) e trouxe os Adidas Gazelle (esses não tinham uma cor nada neutra mas era um negócio tão bom que não resisti) em rosa pó por 30€ (preço original: 100€).

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24 julho 2018

Vender no OLX? É preciso ter pachorra!

Olá, pessoas (sim, estou viva!). Dei uma desaparecida do blog (por motivos nobres) mas precisava vir cá de fugida para vos relatar situações insólitas que me têm acontecido nos últimos tempos.

Então aqui a pessoa andou uns tempos em casa de baixa médica (só tive alta em Junho) e inquieta como eu sou, aproveitei que não estava impossibilitada de fazer esforços e troquei a casa toda de lugar. Tudo! Deu-me assim um estalo e pá!, fotografei o sofá da sala e meti no olx. Não o queria mais (trazia-me péssimas lembranças e muitas manchas de sangue que a custo consegui tirar). Em três horas de anúncio, recebi várias mensagens:

- Faz entrega na minha morada? 
(sim, querido, eu vou mesmo alombar com um sofá de 3 lugares + chaise-longue, descer com ele pelas escadas porque não cabe no elevador do meu prédio e ainda vou alugar uma carrinha para o levar até a sua porta, ok?)

- Pode me "guardar" até dia 30? (estávamos a dia 9 ou 10)
(não, meu anjo, eu não posso guardar. A ideia é desaparecer com ele da minha vista, a primeira pessoa que me estender as notinhas à frente dos meus olhos, leva o sofá.)

Entre outras pérolas que, enfim, nem me dava vontade de responder. Era só carregar no sítio que dizia "bloquear este utilizador" e assunto arrumado. Entretanto passei as "arrumações" para o closet e revirei aquilo tudo, o que não usava há mais de 1 ano foi com os porcos (eu andava impossível naqueles dias, parecia que estava ligada à ficha!), entre eles uma mala da Louis Vuitton já não me dizia nada e que na altura me custou 950€. Tinha toda a documentação da mala (fatura, dust bag, caixa da marca, tudo) e a mala em si estava como nova (sabem como eu sou cuidadosa com este género de artigos...) pelo que achei justo anunciar por 800€, uma vez que ainda estava dentro dos 2 anos de garantia e é um modelo que nunca baixa de preço (pelo contrário, agora já custa mais de 1000€).

Recebi pa-le-tes de mensagens, nem vos passa pela cabeça! Eu queria espetar aqui com o print das melhores mas tenho medo de estar a invadir a privacidade das senhoras, por isso fica um resumo:

- Aceita 300€? Posso ir buscar hoje, pagamento em numerário.
(a ideia é vender a mala, não dá-la. Já estou a coçar-me toda por vende-la visto que foi utilizada praí meia dúzia de vezes. E quanto ao pagamento, tendo em conta que não estou a pensar aceitar pagamentos em Visa ou Multibanco, julgo que terá mesmo que ser a dinheiro...)

- Aceita troca por iPhone 5 com ecrã partido mas a funcionar na perfeição + conjunto de capacetes de mota (??) e acerto do restante em dinheiro?
(não tenho interesse em trocas, não ando de mota e o capacete só me daria jeito em dias de "bad hair day", lamento mas fica sem efeito).

- Sou do Brasil, cheguei agora em Portugal mas amei sua bolsa. Posso pagar em três vezes? Deixo a cópia do meu passaporte com você.
(o que uma pessoa responde a isso? Sim, meu bem, pode pagar em 30, 60 e 90 dias no cheque pré-datado. Ou em suaves prestações de 80€ mensais em dez meses. Em 2019 você termina de me pagar a mala.)

Entretanto lá apareceu uma senhora disposta a pagar o valor que eu pedia pela mala, combinamos junto à  Louis Vuitton (porque a senhora estava com medo de ser enganada - e lá entramos na loja para autenticar a mala), correu tudo lindamente. Cheguei em casa e removi o anúncio.

No dia seguinte, mensagem de uma senhora que me tinha feito a proposta da "troca" pelo iPhone e mais outras quinquilharias. "Ah, vi que retirou o anúncio, já vendeu a mala? É que tinha mesmo interesse nela...". Respondi que sim, que tinha acabado de vender a mala. E sabem o que a pessoa me propõe? Vá, dessa vou mesmo ter que partilhar o print convosco.

Eu nem sabia bem como havia de "descalçar a bota" e simplesmente deixei de responder. Que loucura! O olx é ótimo para vender certas coisas mas é um desgaste mental tão grande, ter que responder 387 mensagens que não dão em nada (só gente com parafuso a menos) para finalmente conseguir vender. Eu já me deixei disso, agora anuncio tudo no Ebay e siga! É pena que ainda não dê para vender móveis, senão era ver-me a exportar móveis usados para o mundo inteiro.

E vocês, já se aventuraram nas vendas (e compras, já agora), no Olx? Conhecem mais alguma plataforma de venda em segunda mão? É que eu tão depressa apaixono-me pelas coisas como depressa farto-me e dá-me vontade de vazar a casa inteira. Agora ando nessa fase: "não uso mais? então vendo!". Vamos ver até quando vai durar...
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26 junho 2018

Está tudo bem #parte2

Estou ainda em modo férias e com um bocadinho de preguiça de escrever, confesso (isto de andar afastada um mês e tal deixou-me logo desabituada, não pode ser). Vou assim pincelar umas dicas muito rápidas sobre a nossa viagem, na esperança de incentivar alguém a conhecer a Riviera Italiana e adjacências.
  • A velha dica de sempre: comprar os bilhetes de avião com antecedência. Nós compramos em Maio, não foi com muita antecedência mas nos garantiu um precinho muito amigável: 19€ no vôo Lisboa-Pisa (num horário merdoso, chegamos a Pisa depois da 1h da manhã mas não há cá milagres), depois conseguimos 24€ no vôo Pisa-Malta, tudo vôos Ryanair. A volta Malta-Lisboa estava a ser complicada (com escalas e horários difíceis de conjugar) de maneiras que optei por comprar com a Air Malta, a companhia de bandeira de ilha de Malta e estavam com uma óptima promoção: pagamos 39€ pelo vôo. 
  •  Eu queria MUITO conhecer as Cinqueterre. Era um fetiche que eu tinha com aquelas terriolas que ninguém era capaz de compreender. Eu via fotos de lá e suspirava! Era uma viagem que teríamos feito em 2016 (e já tínhamos pago tudo: vôos, hotéis, etc) quando soubemos da doença da minha avó e foi no período em que decidimos trazê-la para Portugal. Eu tinha viagem para dia 6, a minha avó faleceu no dia 3. Fiquei com a viagem entalada mas nada me faria sair do lado dela naqueles últimos tempos. Entretanto dessa vez bati o pé: não sairia de Itália sem pisar naquelas cidadezinhas fofas! Apanhamos o comboio de Pisa para La Spezia (8€) e lá chegando compramos o CinqueterreCard que nos permitia viagens ilimitadas de comboio entre todas as 5 Terres: Monterroso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore. Foi do caraças! Estourei o cartão de memórias da máquina nesse dia: cada esquina era um flash!
  • Estivemos 3 dias em Pisa e deu para ver os principais pontos, a cidade é minúscula, fizemos quase tudo a pé, achei o centro bem perigosinho à noite (a cidade não me deixou encantada, digamos) e tudo absurdamente caro. Senti-me tão roubada em Pisa! Uma coca-cola de lata num café qualquer 3€, um pequeno-almoço para eu e o meu marido ficou em 18€ (duas sandes, 1 café e um sumo, acreditem). Para irmos a qualquer casa de banho, tínhamos que pagar 1€ (os cafés e restaurantes não têm wc público). Enfim, digamos que não deixou grandes saudades...
  • Em Malta a ideia era andarmos de transporte público mas comecei a ler muita gente a falar que sem carro não conseguiríamos ir aos sítios mais bonitos (e mais escondidos) e que o calor era abrasador, pelo que no carro sempre tínhamos mais conforto (e ar condicionado na tromba). O meu marido não queria por nada conduzir à inglesa (em Malta a condução é ao contrário da nossa), mas lá o convenci e alugamos o carro logo no aeroporto. Remédio santo! Pagamos 128€ pelo aluguer (já com seguros totais e sem reterem qualquer valor no nosso cartão de crédito, que eu depois da burla com o meu Amex na Grécia ando um medo de entregar o meu cartão em mãos alheias). A primeira vez a conduzir pelo lado oposto foi a loucura (e fazer rotundas a entrar pela esquerda? um mimo!), entramos no sentido proibido algumas vezes mas no geral correu super bem e foi um descanso!
  •  A comida em Malta fez-me alguma impressão, mas pronto, vocês sabem que eu sou esquisita para provar novos pratos, sou comichosa com a ideia de não saber o que é que mandam lá para dentro. Tinha ouvido falar muito bem das empadas e quiches em Malta, decidi provar. Perguntei quais eram os sabores disponíveis: coelho... ou cavalo! Epá, não dá. Ainda arrisquei a de coelho mas o sabor era mesmo muito forte. 
  • Se querem apanhar um bronze daqueles à Pelé, Malta é o sítio perfeito. Muitíssimo calor, sol a brilhar todos os dias e um bafo que não se aguentava. Eu acho que saí em todas as fotos de chapéu porque apanhei um escaldão na testa logo no segundo dia! Entre as 12h e as 14h eu não me atrevia a sair na rua, ficava logo toda peganhenta, transpirada, cheia de tonturas... nessas horas estava sempre na piscina do hotel ou numa praia qualquer, mas na cidade era impossível!
Já a comida em Itália... upa upa! Uma pessoa não tem mesmo do que se queixar: tagliatelis, gelados maravilhosos, raviolli, lasagnas, pizzas de chorar por mais.... é a puta da loucura. Não sei como as italianas são tão elegantes com tanta comida boa por ali! Eu fiquei uns dias e já me sentia a própria Popota tamanho o enfardanço de coisas calóricas. Mas foi incrível, valeu cada grama ganha (mentira, nunca valem...) e eu já estou aqui a salivar por férias novamente, raça do bichinho!
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18 junho 2018

Está tudo bem :)


Viemos passar uns dias de férias num sítio cheio de sol e bom clima (que bem que nos fez!) mas já estamos de regresso a Portugal. Foram 10 dias cheios de coisas boas: praias lindíssimas, cultura até sair pelas orelhas, uma nova experiência a conduzir pela mão inglesa (nem vos digo, nem vos conto), um bronze daqueles à africana, comida da boa (e umas ancas de bradar aos céus, mas caguei, estou de férias, não me lixem).

Fomos à Pisa, Cinqueterre (fiquei apaixonada!), ilha de Malta, Comino (sem palavras!) e Gozo. Ufa! Voltei a precisar de férias para descansar do tanto que as minhas perninhas andaram por lá mas valeu bem a pena! Agora já estamos com o bichinho para planear as de Setembro (já é tradição passarmos o nosso aniversário de casamento fora) mas ando a pender para os EUA e ele não está nada inclinado. A ver vamos! Quem mais também chega das férias cheia de gás e a pensar na próxima viagem?
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09 maio 2018

"Em águas de bacalhau"

Que é como quem diz, este blog está em coma induzido, praticamente nos cuidados paliativos. Pessoa impulsiva que sou, estive a uma unha de fechar o blog ontem. Ando sem grande vontade de escrever (na verdade, vontade eu até tenho mas sobre temas muito pessoais que - dada a quantidade de gente da minha "vida real" que já descobriu sobre o estaminé - torna-se difícil para mim falar sobre os assuntos que realmente me apetecem), então, sinto-me de "pés e mãos atados" e odeio a sensação!

Sinto-me numa espécie de limbo, como se estivesse a perder a minha "privacidade" porque agora há imensa gente que me lê e que sabe das minhas rotinas, planos, desabafos... gente do meu trabalho, familiares do meu marido, enfim. Por um lado é sinal que o blog cresceu e chegou a outros lados, por outro é assustador não ter bem a noção de quem está "do outro lado" do computador a saber detalhes da nossa vida.


Tenho pensado muito nisso ultimamente e sinto que cheguei no limite da exposição, daquilo que quero partilhar. Enquanto era uma simples desconhecida, tudo era perfeito. Agora, já não. Por isso, por uns tempos, vou tirar umas férias do blog e pensar no que quero daqui para frente.

Não vou sumir, vou apenas fazer uma pausa. Está tudo bem comigo, está tudo bem no casamento e na vida em geral. Hoje recebi uma notícia maravilhosa - espero por ela há 9 anos! - mas lá está, mais uma vez não posso partilhar. Como detesto isso! Hei de pensar numa solução (um blogue novo, talvez?). Enquanto isso, vou ficando pelo instagram que sempre é mais reservado (e sim, está privado e não aceito toda a gente). Até logo, pessoas!

(Entretanto caso queiram falar comigo, enviem um email para o sítio do costume!)
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28 abril 2018

RIP, Reembolso do IRS ❤


É certinho e direitinho: todos os anos, mal me cai o reembolso do IRS na conta, faço uma extravagância! Sempre! É um dinheiro que, para mim, é como se não existisse. Não estava a contar com ele (todos os anos o valor muda, é difícil fazer contas com o que não se sabe), felizmente não preciso dele para coisas importantes (bom, é certo que poderia meter na conta poupança mas nos últimos tempos poupei imenso e estou satisfeita com o nosso pé de meio actual), por isso mantive o ritual dos anos anteriores: estourei nalguma coisa que me faria feliz!

E como o reembolso não é só meu (faço em conjunto com o meu marido), lá comprei a viagem que o homem queria (finalmente vamos meter o lombo no avião, já para o mês que vem) e uma malinha que eu namorava há teeeempos. Esposa feliz, marido feliz, não é assim que dizem?

(este ano - que o Centeno não me escute - não sei o que raio se passou com o reembolso, se erraram nas contas ou lá o que foi, mas sei que nunca na minha vidinha pensei vir a receber tanto de IRS. A sério! Até me saltaram os olhos das órbitas quando fiz a simulação no site, não sei se por ter feito no dia 1 aquela porcaria estava com algum erro (se estava, azarucho, que agora já "investi" o dinheiro todo ahahaha). E vocês, já têm o reembolso na conta? Planos extravagantes com o dinheiro ou vão amealhar?
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19 abril 2018

Lema de vida:


A última viagem que fizemos foi em Setembro [fomos à Cabo Verde], depois engravidei em Outubro, tínhamos uma viagem à Inverness [Escócia] em Novembro que foi anulada devido à gravidez de risco [tive sangramentos desde a 5ª semana e fiquei logo de baixa], tínhamos outra em Dezembro à Suíça que também ficou anulada devido ao primeiro aborto [ainda eu estava a recuperar da curetagem - e esse hotel sequer devolveu-nos o dinheiro, enfim...] de maneira que já estamos um bocado "a ressacar" das nossas viagens... E claro, estamos cheios de dias de férias "pendurados" desde o ano passado. Por isso, decidimos que enquanto aguardamos os resultados dos últimos exames, vamos masé pôr o rabo num avião (ou em vários, que eu adoro viagens que combinem 2 ou 3 países) e distrair a cabeça, curtir a vida, namorar (com as devidas precauções porque eu até já estou com medo dessa minha "fertilidade via wireless" ahahaha) de maneira que já me pus em busca de um destino cheio de sol, águas turquesas e muita cultura pelo meio (nada que implique vôos intercontinentais, queremos algo aqui pela Europa). Os destinos em cima da mesa são:

Croácia ou a Ilha de Malta

Estamos mais inclinados pela segunda hipótese por que nos permite fazer um low cost Lisboa-Pisa (que ainda não conhecemos) e passar um dia (ou dois) pelas amorosas Cinqueterre antes de rumar para Malta, para ficar mais uns 5/6 dias. A Croácia também tem o seu encanto mas eu e Itália = uma história de amor. Não sei, estamos em dúvida. Quem já conhece ambos os destinos (ou só um deles), o que tem para nos sugerir? Estamos a pensar fim de Maio/início de Junho, para aproveitar o bom tempo (assim espero) e as praias maravilhosas.

Sugestões? Dicas? Contem-me tudo!
                           
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17 abril 2018

O caminho faz-se caminhando...

Não é o que costumam dizer? E sim, acredito muito nisso. Não sou pessoa de desistir à primeira (nem à segunda, nem à terceira...) e embora este blog nunca tenha servido de "muro de lamentações" e raramente tenha vindo para aqui expor coisas tão íntimas da minha esfera pessoal, desta vez achei que era mesmo importante partilhar convosco. E por quê? Eu explico. Por ser um assunto sobre o qual muita gente não fala, que ainda é tabu, que ninguém gosta sequer de imaginar: os Abortos de Repetição. Ninguém quer falar sobre isso, mas eu sinto-me confortável neste momento para abordar o tema. Talvez por ter acabado de passar pelo segundo aborto espontâneo (sim, engravidei novamente em Março e perdi com 5 semanas). Inacreditável para mim, que nunca pensei viver isso pela segunda vez. Mas aconteceu e estou cá, cheia de esperança de que - finalmente - estamos perto de encontrar a causa disto.

Sim, acontecer uma vez é absolutamente normal, especialmente numa primeira gravidez. Acontecer novamente numa segunda gravidez - apesar da maioria dos médicos dizer que sim senhor, é normal - eu já não consigo achar. Tive dois abortos espontâneos em quatro meses: um em Dezembro, outro em Março. Não posso achar normal. Se na primeira gravidez ouvimos o coraçãozinho, desta vez nem embrião consegui ver, foi mesmo muito no início. Felizmente não precisei passar por outra curetagem nem por todo o terror da primeira vez (anestesia geral, bloco, transfusões de sangue, internamento...)  mas foi um choque porque jamais pensei que "o raio poderia cair duas vezes no mesmo sítio" como se diz.

(Sei que este assunto não interessa a toda a gente, que estão à espera de posts à moda antiga (com viagens, compras, dicas, decorações, etc...) mas como já aqui disse várias vezes, esse blog é sobre mim e jamais poderia falar sobre qualquer outra coisa que não fosse a minha realidade. E a minha realidade actual é isto: exames, consultas, gravidez, etc. Compreendo perfeitamente que não se identifiquem com o post mas aviso já (spoiler!) que este post é totalmente dedicado ao tema.)

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12 abril 2018

Aquele momento...

... em que uma pessoa da minha família me liga e diz: "olha, estás sentada? Então prepara-te..." e me conta algo tão bombástico que eu fico até sem palavras. Algo que tem o poder para arrasar uma pessoa. Uma pessoa que desde sempre eu nutro um ódiozinho de estimação (na verdade, desde que tinha 6 anos de idade e com o tempo o "ranço" só piorou).

Eu sei que não devia, que não é de Deus mas não pude evitar o sorriso satisfeito. Finalmente se fez justiça, caramba! Há anos que esperava por isso e sabem o que é melhor? É que nem precisei de mexer os meus pauzinhos, nem precisei de fazer nada... a pessoa enterrou-se sozinha.

Da minha parte, continuo com a minha poker face a fingir que não sei de nada, não vi nada. Mas já tenho comigo a  pipoca para aguardar o desenrolar dos acontecimentos... O meu lado "mauzinho" de vez em quando também vem ao de cima (é mais um senso de justiça, eu sabia que uma hora essa pessoa acertaria as contas com a vida, era impossível seguir anos a fio numa teia de mentiras a prejudicar tanta gente). E a vontade de abrir a boca e revelar tudo o que eu sei? Só Deus pra segurar a minha língua!

 (esfregando as mãozinhas de contentamento enquanto pego mais uma pipoquinha!)
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08 abril 2018

Há dois anos escrevi um post que dizia assim:

(...) É por isso que digo que nesse aspecto ainda sou muito egoísta para pensar em crianças. Se tenho que optar entre um objecto para mim ou um para o meu filho, certamente optaria pelas minhas coisas. Ou se precisar escolher entre um carrinho xpto com alcofa e toda aquela parafernália... ou uma viagem  para mim, pois que venha a viagem. Acho que trabalho demasiado para me privar de certos prazeres e apesar da minha mãe dizer que isso é agora, que quando vemos o bebé cá fora tudo muda e já não somos capazes de comprar nada para nós... tenho lá as minhas desconfianças. Por que conheço mães assim, egoístas, em que tudo para elas vêm em primeiro lugar e os filhos que se amanhem. E é precisamente por odiar esse comportamento que sei que o meu momento de ser mãe ainda não chegou. A transformação vai se dando, já tenho outras vontades, já olho para coisas de bebés com olhinhos de carneiro mal morto mas tudo a seu tempo. Só gostava que as pessoas percebessem isso, será que é pedir muito? Vá, digam-me que não estou sozinha nisto e que vocês, recém-casadas, também passam pelo mesmo - parecendo que não, sempre é um consolo saber que não estamos sozinhas :)

 Hoje, nem de propósito, o M. estava a dizer como este apartamento seria inadequado para criarmos uma criança (porque não tem varanda, porque o quarto extra está ocupado até o teto com um closet gigante, blá blá blá) e eu estava a dizer que tudo isso se ajustava (e acredito mesmo que sim). Ele riu-se:

- Ah, achas que ajustas tudo? E onde é que estás a pensar enfiar o teu closet? No corredor?
- Sei lá, dou um jeito! Diminuo um bocado os roupeiros, guardo uma parte da roupa na arrecadação, vendo um bocado das coisas, sei lá! Vivi anos da minha vida sem um closet, não é algo essencial para mim...

Mal acabei de proferir a frase e até fiquei engasgada: fui mesmo eu quem disse isso? Quem és tu, espírito minimalista e abnegado, que se apossou do meu corpo? Euuuu, a pessoa que adora comprar, que é apaixonada pelo seu quarto de vestir (adoro ver as minhas coisinhas ali todas bonitinhas nas suas prateleiras), eu que odeio que me desarrumem o closet... estou mesmo a dizer que afinal vivo bem sem o meu cantinho? Oh oh oh.

(pois é, xuxu, teus dias de reinado estão contados... ups!)

Por escassos segundos jurei que podia ouvir a minha mãe a sussurar-me no ouvido: "A vida dá voltas, queridinha!" enquanto se ria e esfregava as mãozinhas. Sim, ela sempre me disse "aproveita agora porque quando tiveres filhos vais sempre metê-los como prioridade e entre comprar para ti e comprar para eles, vais ficar a perder..." e pensava "ah tá, vai sonhando que eu vou ser assim..."

Incrível como a nossa perspectiva muda de repente... E as nossas prioridades passam a ser outras. Dá que pensa, não acham?
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26 março 2018

Custou mas já está!

Finalmente, após quase mês e meio de análises, estudos genéticos, consultas, exames de imagem e mais "n" coisas que o meu cérebro inventou (sim, que eu não descansei enquanto não fiz uma exaustiva análise)... finalmente a saga terminou! Já não tinha veias nos braços para serem picadas (de três em três dias lá tinha uma amostra de sangue para tirar...), já estava fartinha de tanta consulta, tanto aguardar, tanto tudo. Como diz a minha médica, a brincar: "não existe doente 100% saudável, existe é doente mal investigado". E ela tinha toda a razão: pelo meio descobrimos uma deficiência de Vitamina D (com valores miseráveis - mas entretanto já estou a corrigir com suplemento - e a torcer ansiosamente por dias de sol) e um quisto de retenção no ovário direito (ainda da gravidez) que me estava a deixar o ciclo todo maluco, mas que também já se foi embora :)

Foi um mês em que pouco ou nada escrevi por aqui - acho que vocês entendem o meu nervosismo (nunca antes tinha feito tantos exames e tantas análises... e o cagaço de vir a descobrir qualquer coisa? a hipocondríaca que há em mim ia falecendo) mas valeu a pena, estou tranquila, calma e muito aliviada por estar "em perfeito estado" segundo o meu médico. Aliás, saí daquele consultório a levitar de tão feliz que estava! Agora só quero me concentrar no futuro, o que passou já lá ficou para trás, estou tão grata a Deus por estar saudável e ter saído de tudo isso sem sequelas :)

E pronto, tudo isso para dizer que... vida que segue. E o blog retorna ao seu normal funcionamento (assim espero). Obrigada por ficarem deste lado à espera de dias melhores: eles chegaram, finalmente!.

(nota: se entretanto estiver alguém aí que tenha interesse em saber quais foram os exames/análises/estudos que fiz, é deixar nos comentários que eu faço um post a falar detalhes (laboratórios, preços, comparticipações, etc). Não sei se esse tema interessa, se mais pessoas estão nessa fase de "respostas" por isso, se precisarem, já sabem.)
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23 março 2018

TAG | Confissões de uma viciada em malas!

Uma leitora enviou-me essa TAG por email (thanks, Sónia!) e achei muito gira a ideia, por isso cá vamos nós. Sim, eu sou apaixonada por malas e acessórios, acho que podem realmente ser "a" peça de destaque num look e ultimamente é das coisas que mais me dá prazer em comprar! Okey, é um vício um bocadinho caro mas melhor do que muitos que gastam dinheiro com tabaco, bebidas e afins, o meu "vício" é um investimento e um dia que me farte delas - ou que necessite do dinheiro - consigo uma boa quantia de volta (todos os anos o valor comercial destas peças aumenta e muito!). Por isso, para mim é mesmo um investimento :)


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16 março 2018

Lar Doce Lar | a saga #1

Andamos a dar tudo por tudo na procura da "nossa" casa. O meu telemóvel parece uma bomba relógio, a qualquer momento explode com tantas chamadas de mediadores (sim, que eu andei a visitar tudo o que era Remax, Era, Century e o raio, devo ter deixado o meu contacto em tudo o que mexe).

E eis que finalmente, apaixonei-me por uma casa! Tem tu-do o que eu gosto: 3 quartos enormes (um deles suíte), wc no corredor SEM bidé (aleluia, irmãos!), cozinha estupenda com ilha, sala com lareira e varanda, roupeiro de apoio no corredor (importantíssimo para quem tem imensa roupa de cama e almofadões como eu), uma despensa enorme para deixar tudo arrumadinho, arrecadação no último piso com 22 metros e janela (sempre posso mandar para lá o marido quando ele me chatear muito), garagem, elevador e um mega jardim em frente ladeado por cafés. Pronto, se eu pudesse ter desenhado uma casa, seria algo muito parecido a essa. Só que... fica em Alenquer.

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12 março 2018

Do despreparo desta gente.

Depois da experiência que tive com a perda do bebé (estou a escrever um post sobre o assunto, não sei é quando ficará concluído) percebi algo que me causou muita estranheza: as pessoas, especialmente as que trabalham na saúde, não estão preparadas para lidar com este género de perda. Não sabem o que dizer, falam asneiras até pelas orelhas, não têm a mínima noção ou preparo. Para terem uma ideia, fui ao centro de saúde (pela primeira vez nos últimos 5 anos) porque tinha o papel da baixa passado pelo médico do privado mas pensava que tinha que levar ao médico de família para ela enviar para a Seg. Social (perdoem a ignorância, esta foi a minha primeira baixa). Assim que cheguei ao centro de saúde e expliquei a situação, a funcionária do balcão ligou para o consultório da médica e disse à minha frente "pois, está aqui uma rapariga por causa de uma baixa... pois, não percebi bem... sim, foi um "desmanche" e a senhora tem uma baixa". Apeteceu-me filmar aquela merda. Um desmanche?! Um desmanche é o que se faz a um carro, para vender as peças. A minha situação não era um desmanche.

Depois que entrei para o consultório da médica, ela dispara: "ah, primeira tentativa e conseguiram logo? Têm toda a vida pela frente, são tão novos, vão ter todo o tempo do mundo..." como se o facto de sermos um casal jovem e termos engravidado à primeira alterasse o desfecho: foi um filho que perdemos, nada substituirá esse primeiro bebé. Eu devia estar anestesiada pela dor porque nem tinha força para falar, só chorava.

Dias depois, internada no Hospital da Luz, uma auxiliar diz: "sabe, triste mesmo é quando isso acontece a senhoras de 40 anos ou mulheres que estavam em tratamento de fertilidade... para elas é um choque..." Pois, imagino. E para mim deve ter feito cócegas, não foi nada um choque... Eu sei que as pessoas não falam por mal, que querem pôr panos quentes e amenizar o nosso sofrimento mas, por favor, parem! Não estão a ajudar, estão a desvalorizar a nossa perda, a fazer com que nos sintamos diminuídas no nosso sofrimento. Sim, para um médico foi um embrião de 7 semanas que se perdeu pelo caminho. Para mim e para a minha família foi um bebé que morreu, um neto que a minha mãe nunca pegou ao colo, um bebé que eu e o meu marido nunca vamos ver crescer.

Dias depois ouvi de alguém "ah mas tiveste sorte, a tua baixa foi paga a 100%". Sorte? Olhem, nem sei. Nem tenho palavras para a insensibilidade desta cena. Uma mulher que perde um bebé está fragilizada, está emocionalmente de rastos (eu fiquei), está apavorada com medo que a coisa se repeta (eu estou), já tem macaquinhos de mais na cabeça para ter que levar com frases destas. Se não sabem o que dizer num momento destes, por favor, calem-se. Essa coisa de "mas vocês são novos, vão ter mais filhos..." me dá náuseas. Já chega!

Nunca pensei, juro-vos que não. E o pior é que todas essas situações vieram da parte de mulheres, foram mulheres que me falaram estas alarvidades. Como é possível? Não sei.
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08 março 2018

Comprinhas aleatórias #3

Nos últimos tempos tenho feito verdadeiros achados quando o assunto são "compras", muito se deve ao facto de estar com familiares em casa (vieram do Rio e estão cá de férias, querem conhecer to-dos os shoppings e outlets de Portugal), portanto, tenho me portado lindamente se pensarmos que passo os fins-de-semana em centros comerciais sob exclamações espantadas "Meu Deus, tudo aqui é muito barato... como você resiste?". É simples: não resisto :) Vá, quando são promoções meeesmo boas, não dá para uma pessoa deixar passar. Posto isso, reuni algumas das minhas últimas aquisições num post de compras aleatórias (tem roupa, sapato, gadgets, compras do ebay...).

Já estou no ritmo "querido-vou-mudar-de-casa" por isso não consigo resistir a comprar novas coisas para o meu lar. A começar por esse poster da Frida Kahlo (uma das minhas pintoras preferidas) em tamanho gigante (tem 1 metro de altura) que comprei por 5,99€ na loja Note do Fórum Sintra. Não conhecia a loja, entrei por causa de um objecto na montra e fiquei deliciada! Tem uma secção de posters (todos a 5,99€) com frases inspiracionais, paisagens, poster de filmes... uma perdição!

O caderno fofinho veio da Primark e foi um mega achado (de 5€ por 0,50€), confesso que comprei pela fofura da capa mas o interior é cheio de divisórias e têm o tamanho perfeito para andar comigo sempre na mala.

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04 março 2018

10 coisas aleatórias sobre mim | as respostas!

Conforme prometido, hoje venho revelar quais foram as 4 perguntas que a maioria errou na tag "10 coisas aleatórias sobre mim". Cá vão elas:

Pergunta 1) Eu já mandei com as coisas do meu marido pela janela durante uma discussão: Verdade
Na altura ele ainda só era meu namorado (nem sei como teve coragem para me pedir em casamento depois dessa façanha) mas somemos a juventude dos 24 anos + uma mulher em TPM e temos o caldo entornado. Foi uma vez sem exemplo (que também não sou maluca para tanto) mas resultou lindamente, até hoje o moço arruma tudo bonitinho no seu respectivo lugar.

Pergunta 2) Eu já dormi num acampamento árabe no meio do deserto do Saara: Verdade
Foi em 2016 e era um dos meus grandes sonhos. Sou 1/4 árabe (pela família do meu pai) e tenho fascinação pela cultura deles. Na altura hesitei muito em organizar o tour pelo deserto porque tive alguns receios mas foi incrível, das experiências que recomendo a toda a gente! O céu do deserto não existe em mais lado algum, a sério! Contei mais sobre isso aqui.

Pergunta 3) Quantos irmãos eu tenho: 2 ou 4? Resposta Certa: 4
Pois é, essa foi das perguntas que mais erraram. Eu tenho 4 pequeno seres que partilham o DNA comigo, coisas mais boas da sua irmã. Sou a mais velha e tenho o Pê (que é filho do meu pai e da minha mãe), a seguir os meus pais divorciaram-se e ambos casaram pela 2ª vez. O meu pai teve 2 meninas, uma com 20 e outra com 18 (a de 20 está nesse momento a passar as férias da faculdade aqui em casa) e a minha mãe teve a nossa princesa, a Vi, que você já "conhecem" desde sempre. Mantenho contacto com as minhas 2 irmãs que vivem no Rio de Janeiro, temos uma excelente relação e nunca olhei para elas como "meias-irmãs" por não termos a mesma mãe. Tenho 4 irmãos, todos maravilhosos, todos irmãos a 100% para mim.

Pergunta 4) Se não tivesse tirado o meu curso, teria tirado: Medicina ou Moda? Resposta certa: Medicina.
Sim, eu sempre foi apaixonada pela área da ciência e quando vivia no Brasil fiz o vestibular (o nosso exame nacional) para Medicina, tendo entrado numa das faculdades do Rio. Duas semanas depois a minha mãe anunciou que nos íamos mudar para Portugal (imaginem o choque...) e não nos deu grande opção pelo que viemos atrás. Não me arrependo em nada, Portugal me deu mais coisas em 10 anos do que o Brasil me deu a vida toda, mas de vez em quando a "médica adormecida" em mim quer voltar à superfície hahaha. 

Pergunta 5) Quantos países eu já visitei? 15 ou 25? Resposta certa: 15
Também erraram muito essa pergunta e eu até compreendo, visto que nos últimos 4 anos eu viajei em média para 4/5 países diferentes por ano. A questão aqui é... eu só comecei a viajar para fora do país há coisa de 4 anos e pouco. A minha mãe é fã de viagens cá dentro de Portugal por isso nas férias de verão sempre íamos ao Algarve ou Espanha. Ela gosta de férias calminhas, em bons hotéis e sítios com praia e boa comida. Eu adoro museus, bater perna em grandes cidades, fico em hotéis simples... por isso só consegui viajar a sério quando casei (há 3 anos) porque o meu marido é igualmente louco por viagens como eu e para nós, o céu é mesmo o limite! Há nossa última viagem foi a Cabo Verde, há cinco meses e já tínhamos a Escócia e a Alemanha para, respectivamente, Dezembro e Janeiro mas com a perda do bebé cancelamos tudo e agora estamos totalmente focados naquela que será a maior viagem das nossas vidas (e essa não leva um carimbo no passaporte). 

Pergunta 6) Eu perdi a virgindade com o meu marido: Verdade
Uma ave rara? Talvez eu seja mas isto de começar a namorar aos 18 anos com aquele que viria a ser o meu marido tem muito que se diga...Foi mesmo à primeira!

Pergunta 7) Eu adoro gastar dinheiro em... Sapatos ou Carteiras? Resposta certa: Carteiras
Essa foi pergunta para queijinho, não? É claro que quem está atento ao blog sabe do meu amor por carteiras de design. Até gosto de comprar sapatos mas nada que me deixe tão fascinada como a compra de uma boa carteira. Acho que são um excelente investimento, já me fartei de umas quantas e sempre consegui recuperar o dinheiro que investi nelas (porque com os anos só ficam mais caras e nunca desvalorizam). Portanto, sim, eu sou a louca das malas! :)

Pergunta 8) Eu já gastei 1800€ em roupas e sapatos num único dia? Mentira
Mas vocês acham que eu sou doida ou quê? Quase 2000€ num único dia? Misericórdia! Nops, nunca aconteceu. Mas fiquei muito magoada por saber que vocês me julgam capaz de tamanha atrocidade :P

Pergunta 9) O meu maior sonho de consumo é: Uma mala Chanel ou construir uma casa? Resposta certa: construir uma casa
Essa também foi fácil acertar, já aqui comentei o assunto diversas vezes. O meu maior sonho de consumo, no momento, é mesmo construir ou comprar a cair de velho para reconstruir a minha casinha. Já tenho tudo na minha mente e ando a dar em doida com tantas pesquisas, agências imobiliárias e bancos com que tenho falado nos últimos tempos. Espero que esteja para breve! Quanto às malas Chanel, não tenho nenhuma e não lhes acho piada alguma. São demasiado "senhoril" para mim, apesar de serem um clássico que não me convencem.

Pergunta 10) Eu já fui pedida em casamento em Paris, de frente para torre e com um mega anel de diamante? Verdade
Sim, verdade. Foi um clichê, eu sei, mas adorei cada segundo. Paris é um sonho de cidade, das minhas preferidas em todo o mundo e ter sido pedida em casamento lá tornou tudo ainda mais incrivel. O meu marido (namorado na altura) pensou em cada detalhe, organizou tudo e foi daquelas coisas que uma pessoa jamais esquece. Amei e voltava a ficar solteira só para vivenciar novamente tudo aquilo. 

Para quem segue o blog há mais tempo, há cinco anos respondi à tag 50 factos sobre mim (podem ler aqui), hoje estive a reler as respostas e continua tudo muito actual e verdadeiro ;) Eu adoro este género de posts nos blogs que acompanho. Uma coisa é lermos blogs sobre assuntos diversos onde a autora não se expõe demasiado, outra é lermos posts assim tão pessoais e ficamos a conhecer um pouco mais sobre aquela pessoa. É tão bom, não acham?

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02 março 2018

Da série "Coisas-que-só-acontecem-comigo"

No último natal recebi de presente a capa de passaporte personalizada da Louis Vuitton, com as minhas iniciais, com o interior em cor de rosa (ou não fosse eu pirosa até mais não), uma coisa linda de morte. Até partilhei convosco no instagram, na altura. Pois bem, acabei de derramar removedor de verniz em cima da capa. A sério! Como, senhores? Simples: estava a arranjar as unhas e o meu marido disse-me que o passaporte dele expirava dali a 3 meses. Eu pedi para ele ir buscar o meu, que já não me lembrava da data em que acabava a validade. Ele entregou-me o passaporte, eu confirmei que ainda faltavam 2 anos e tal para expirar e deixei-o ali, mesmo ao lado do removedor de verniz. Continuei a limpar o verniz e numa das idas ao pote de removedor, o desastre aconteceu: entornou imenso para cima da capa! Mandei um grito que deve ter sido ouvido em Almada. Fooooooda-se!

Corri para buscar toalhitas sem álcool (é o que utilizo para limpar o "canvas" da LV) e quando dei a primeira passada, parte do monograma ficou falhado. A sério, só a mim! Estou possessa! A capa custou o olho da cara e nem 3 meses de vida teve, coitada! Tem uma mancha mesmo por cima das minhas iniciais e não sei o que fazer... Estou farta de ligar para a Louis Vuitton mas ninguém atende ao telemóvel. Vou chorar, pessoas.

Alguém tem alguma ideia? Será que eles gravam novamente as iniciais? Ou as removem de vez? Porque essa coisa manhosa que ficou não é nem carne nem peixe. Que ódio!
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27 fevereiro 2018

10 coisas aleatórias sobre mim

Ontem estava na sala de espera do consultório médico (sim, meus xuxus, a minha vida agora é análises semanais, valores de FSH, LH, ecografias e exames disto e daquilo - mas não reclamo, está tudo a correr bem) mas dizia que estava entediada na sala de espera e decidir fazer a famosa tag "10 coisas que não sabiam sobre mim" no stories. Assim ao calhas, só para matar o tempo e rir-me um bocado com as vossas respostas. Beeem, depois de tantos anos de blog, parece-me que não sabiam de muitas coisas ;) Quase 800 pessoas responderam e mesmo assim, de 10 respostas erraram 4 delas. Digamos que vocês conhecem apenas 60% de mim :)

Alguém arrisca um palpite? Quais são as 4 respostas que estão erradas?

Se acertarem, prometo fazer um post com "Perguntas" onde vocês perguntam aquilo que quiserem saber nos comentários e eu faço um post a responder a tudo. Que acham?

(sim, tudo isso é preguiça de fazer posts novos - ando numa fase muito "minha" em que não me apetece escrever - e ao menos assim dinamizamos aqui o blog e não deixamos o pobre coitado morrer à mingua.)
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22 fevereiro 2018

E de repente acontece...

Um dia comum. Uma mulher de 31 anos, saudável, casada e mãe de dois filhos. Acorda, levanta-se, põe o miúdo de 5 anos na escolinha, volta para casa a tempo de amamentar a mais nova que faz 4 meses daqui a 15 dias. Passa o dia entre embalar a bebé, mudar fraldas e arranjar alguma comida rápida para o marido que não tarda chega do trabalho. Entretanto põe uma máquina de roupa a lavar, dá um banho à bebé e senta-se com as crianças no sofá para ver um desenho infantil. O marido chega, começam a pôr a mesa e sentam-se para jantar enquanto a pequenina dorme no ovinho e o mais velho assiste o desenho favorito na tv. De repente... acontece. Uma dor repentina no peito. Ela, branca como a cal da parede, não consegue respirar e desmaia. O marido e o filho de 5 anos em pânico. A bebé a dormir, alheia a todo o caos que se passa. Chamam a ambulância mas foi tarde demais: Um infarto agudo do miocárdio. Fulminante. Aos 31 anos.

Como aceitar esse tipo de fatalidade? Eu não sei! Era minha amiga de anos, estudamos juntas no 6 e 7º ano, nunca perdemos contacto, ela estava tão feliz com o nascimento da Clarinha, sempre quis ser mãe de menina e agora uma fatalidade dessas. Um miúdo de 5 anos que não para de perguntar pela mãe, uma bebé de 3 meses que se recusa a beber leite de biberão e chora incessantemente, um homem devastado pela morte da esposa... É muito difícil aceitar a vontade de Deus, especialmente na morte de alguém tão novo e tão cheio de vida. Nunca teve nenhum problema cardíaco, não tomava sequer medicação para nada. Estou em choque desde que soube. Não consigo deixar de pensar nas crianças sem a mãe (tão pequenos que eles são) e no quanto a vida é mesmo uma dádiva maravilhosa que merece ser vivida ao máximo porque nunca sabemos quando a chama se apaga. De repente acontece... e nunca vamos estar preparados.

Descansa em paz, Ju. Que o céu te receba em festa e que Deus dê sabedoria e consolo aos que vão assumir o papel de criar esses dois anjinhos. Até um dia.

Essa é a foto que melhor representa a minha amiga com os dois tesouros da vida dela: um fora e a outra dentro da barriga.

Que dor, pessoas. Não consigo parar de olhar o instagram dela e imaginar o que aquelas crianças vão sentir no futuro sem uma mãe amorosa por perto. É tão injusto...
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17 fevereiro 2018

Ah, como eu gostava de ser uma pessoa menos preocupada!

A sério, eu adorava! Adorava não ser tão racional, não ter que pensar em tu-do, não querer saber os motivos de tudo (e porquê acontece isto? Mas porquê?), adorava! Mas infelizmente não sou. Sou o género de pessoa que precisa de respostas, de explicações, que não vou lá com um "aconteceu porque a natureza quis...". Oi? Qual natureza, qual quê! Eu quero factos, coisas palpáveis, motivos, explicações... quero tudo isso. E já diz o velho ditado: "quem quer, paga.".

Acabei de fazer duzentas mil análises, estudos disto e daquilo, despistes de doenças, estudos genéticos e mais n coisas... estou 1317€ mais leve. Toma, que é para aprenderes a não ser tão chata! Para a próxima conforma-te e não tentes ir ao "x" da questão. És capaz de sair falida durante o processo...

Falida, porém aliviada! Nem seria "eu" se não quisesse averiguar as coisas a fundo. Nem teria paz se deixasse a coisa andar e embarcasse noutra aventura sem antes entender o que se passou. E nunca mais abro esta boquinha para me queixar do meu seguro de saúde, descobri que é a 8ª maravilha do mundo. Sim, meus amigos 1317€ foi com seguro de saúde, sem seguro a coisa ficava bonita. E não, infelizmente o nosso SNS não comparticipa este género de estudos (só após o 3º caso e eu não estou para isso). É a vida...

Tenho os braços tão furados que hoje, enquanto fazia a última das análises, a enfermeira disse-me "ai menina, você já nem tem veias para tirarmos sangue... vamos experimentar noutro sítio que não os braços?" de tão feio que a coisa está. Entretanto mudei de médico a meio do processo, estava a ser seguida no Hospital da Luz (que deve ter a melhor equipa de enfermagem obstétrica/ginecológica desse país, a sério, as enfermeiras de lá são ma-ra-vi-lho-sas!) mas agora quis o destino que encontrasse "o meu" médico nos Lusíadas e já não o largo mais. Ouviu-me durante imenso tempo e a primeira coisa que me disse foi: "então passou por tudo isso e ainda não fez o Estudo Genético das Trombofilias? Ai ai ai... vai já ter com este senhor aqui, amanhã, e vai fazer o estudo mais completo que há."

Estou a ser virada do avesso mas tão, tão aliviada que vocês não imaginam. Sei que vou encontrar o "x" do problema e sei que vou conseguir dar a volta à questão. Mas sem conhecer o "porquê" não consigo enfrentar um problema que não sei do que se trata. Estou empenhada de corpo e alma nessa missão e por isso não consigo ter tanto para vir aqui vos pôr a par das novidades. É incrível como essas experiências horríveis nos fazem relativizar tudo e pôr cada coisa no seu lugar certo na balança das prioridades. Pelo caminho, descobri um marido ainda mais incrível e uma mãe que se desdobra em mil para estar sempre disponível para mim. É como eu sempre digo: no auge do nosso sofrimento, é quando mais crescemos e mais aprendemos. E sim, eu agradeço a Deus por tudo. Ele tem todas as respostas e sabe o tempo certo para cada coisa nessa terra.

(Entretanto, agora que já terminei a maratona de exames - hoje fiz o último! - acho que consigo ir retomando as coisas por aqui. Obrigada por estarem sempre desse lado, vocês são as melhores leitoras!)
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05 fevereiro 2018

Dormi e acordei dez anos depois?

Sim, só pode! Só isso explica o fato desta miúda estar a atingir a maioridade. Como assim? Ainda na semana passada ela assistia ao Noddy e usava dois totós no cabelo. Como o tempo passou tão depressa? Não sei, eis um mistério. Acho que todos os pais (e irmãs muito mais velhas - meu caso) têm sempre a percepção que o tempo voa quando vemos o quão depressa as crianças crescem. Lembro-me tão bem do dia em que ela nasceu, da emoção que todo conta de toda a família (afinal, foram várias tentativas de inseminação artificial e muitas consultas médicas até que os dois tracinhos aparecessem no teste). E veio a nossa princesa, o presente mais especial de todos.

Hoje quando olhei bem para ela, arranjadíssima para comemorar os anos, a ficha caiu: quem é esta miúda com calças de ganga da secção adulta da Zara, botins de saltos altos, mala de "adulta" e madeixas ombré no cabelo? É mesmo a minha pequenina? A sério? Só posso ter adormecido e acordado dez anos depois. Só pode!

[parabéns, meu docinho de coco, que sejas muito feliz e que esse sorriso lindo sempre brilhe para nós. vamos estar sempre ao teu lado, protegendo esse coraçãozinho puro que ainda acredita num mundo sincero e sem maldade. amamos-te muito, daqui até a lua. para sempre.]
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04 fevereiro 2018

Quando os saldos são fraquinhos...

... uma pessoa lá se controla (a custo, minha gente, a muito custo) e compra míseros 10 itens. Dez coisinhas compradas nestes saldos, é um feito histórico para mim. Nos anos anteriores, numa só visita à Zara ou outras lojas do género, vinha logo abastecida para as intempéries (tipo dois ou três sacos cheios de roupa). Agora ando muito mais chata para fazer compras. A sério, eu digo isto e ninguém me leva a sério mas acho que envelheci (ou amadureci, também pode ser). Agarro numa peça que gosto. Olho a composição na etiqueta (só os velhos fazem isso), olho o preço, faço contas mentalmente a ver se o preço na etiqueta faz jus ao artigo (normalmente não faz), revejo as peças que tenho em casa e que podem combinar com aquilo, olho novamente e... o mais certo é voltar a pousá-la no cabide.

Ultimamente tenho achado as coisas caríssimas (outro sinal da idade) e é rara a vez em que compro algo fora da época de saldos. Não compensa, a sério. Quando quero/preciso de algo fora da época de promoções/saldos, recorro aos 3 grandes outlets próximos de Lisboa: Freeport (Alcochete), Strada (Odivelas) e o Centro Oportunidades El Corte Inglés (Dolce Vita Tejo). Não imaginam a quantidade de dinheiro que tenho vindo a poupar nos últimos tempos com esta "técnica"! Agora até me custa comprar artigos que não estejam em promoção, sinto sempre que estou a ser "lesada" :P

Nestes saldos dei uma enorme volta ao closet, despachei algumas coisas que já não usava/queria, vendi outras tantas (quando são peças caras ou que estejam novas, vendo-as no Ebay UK, vale muito a pena!) e percebi que não havia nada que me fizesse grande falta (é o que dá ter toda uma divisão cheia de roupa, sapato e malas!) pelo que comprei poucas coisas dessa vez:


Na Zara comprei duas tshirts com detalhes diferentes (de 9,99€ por 3€ cada) porque elas nunca são demais e ainda um porta-chaves com 3 pompons (1.99€) que achei fofo ;) Na H&M trouxe um vestido camiseiro em tencel (amo esse material) que custava 49€ e estava a 15€. Da Massimo Dutti veio a carteira em pele turquesa, pequenina e jeitosa para dias de verão (de 89€ por 40€). Acabei por ceder a um sobretudo corte em A da Benetton (com 70% em lã, quentíssimo) que era de 99€ e estava por 29€, além de ter uma cor tijolo que eu adoro e acho sempre que dá com tudo. Da Michael Kors vieram as duas pecinhas que comprei online (com mega desconto!) que são a alça em pele dourada e a etiqueta para pôr nas malas de cabine, tudo com 60% de desconto.

Em outlets foi onde fiz os melhores achados (como habitual): trouxe uns ténis da Puma (Puma Suede) em rosa blush, com atacadores em veludo (vieram também os atacadores "normais) que custavam 90€ e eu os trouxe por 21€ e nunca cor que fica super bem agora na Primavera. E do outlet da Burberry veio essa malinha (eu e malas = amor pra vida toda) no padrão clássico da marca, com um desconto supimpa de 60%. Adoro essas etiquetas de outlet, com descontos + descontos extras :)

E deste lado, muitas compras ou também acharam estes saldos fraquinhos como eu?
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