27 fevereiro 2018

10 coisas aleatórias sobre mim

Ontem estava na sala de espera do consultório médico (sim, meus xuxus, a minha vida agora é análises semanais, valores de FSH, LH, ecografias e exames disto e daquilo - mas não reclamo, está tudo a correr bem) mas dizia que estava entediada na sala de espera e decidir fazer a famosa tag "10 coisas que não sabiam sobre mim" no stories. Assim ao calhas, só para matar o tempo e rir-me um bocado com as vossas respostas. Beeem, depois de tantos anos de blog, parece-me que não sabiam de muitas coisas ;) Quase 800 pessoas responderam e mesmo assim, de 10 respostas erraram 4 delas. Digamos que vocês conhecem apenas 60% de mim :)

Alguém arrisca um palpite? Quais são as 4 respostas que estão erradas?

Se acertarem, prometo fazer um post com "Perguntas" onde vocês perguntam aquilo que quiserem saber nos comentários e eu faço um post a responder a tudo. Que acham?

(sim, tudo isso é preguiça de fazer posts novos - ando numa fase muito "minha" em que não me apetece escrever - e ao menos assim dinamizamos aqui o blog e não deixamos o pobre coitado morrer à mingua.)
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22 fevereiro 2018

E de repente acontece...

Um dia comum. Uma mulher de 31 anos, saudável, casada e mãe de dois filhos. Acorda, levanta-se, põe o miúdo de 5 anos na escolinha, volta para casa a tempo de amamentar a mais nova que faz 4 meses daqui a 15 dias. Passa o dia entre embalar a bebé, mudar fraldas e arranjar alguma comida rápida para o marido que não tarda chega do trabalho. Entretanto põe uma máquina de roupa a lavar, dá um banho à bebé e senta-se com as crianças no sofá para ver um desenho infantil. O marido chega, começam a pôr a mesa e sentam-se para jantar enquanto a pequenina dorme no ovinho e o mais velho assiste o desenho favorito na tv. De repente... acontece. Uma dor repentina no peito. Ela, branca como a cal da parede, não consegue respirar e desmaia. O marido e o filho de 5 anos em pânico. A bebé a dormir, alheia a todo o caos que se passa. Chamam a ambulância mas foi tarde demais: Um infarto agudo do miocárdio. Fulminante. Aos 31 anos.

Como aceitar esse tipo de fatalidade? Eu não sei! Era minha amiga de anos, estudamos juntas no 6 e 7º ano, nunca perdemos contacto, ela estava tão feliz com o nascimento da Clarinha, sempre quis ser mãe de menina e agora uma fatalidade dessas. Um miúdo de 5 anos que não para de perguntar pela mãe, uma bebé de 3 meses que se recusa a beber leite de biberão e chora incessantemente, um homem devastado pela morte da esposa... É muito difícil aceitar a vontade de Deus, especialmente na morte de alguém tão novo e tão cheio de vida. Nunca teve nenhum problema cardíaco, não tomava sequer medicação para nada. Estou em choque desde que soube. Não consigo deixar de pensar nas crianças sem a mãe (tão pequenos que eles são) e no quanto a vida é mesmo uma dádiva maravilhosa que merece ser vivida ao máximo porque nunca sabemos quando a chama se apaga. De repente acontece... e nunca vamos estar preparados.

Descansa em paz, Ju. Que o céu te receba em festa e que Deus dê sabedoria e consolo aos que vão assumir o papel de criar esses dois anjinhos. Até um dia.

Essa é a foto que melhor representa a minha amiga com os dois tesouros da vida dela: um fora e a outra dentro da barriga.

Que dor, pessoas. Não consigo parar de olhar o instagram dela e imaginar o que aquelas crianças vão sentir no futuro sem uma mãe amorosa por perto. É tão injusto...
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17 fevereiro 2018

Ah, como eu gostava de ser uma pessoa menos preocupada!

A sério, eu adorava! Adorava não ser tão racional, não ter que pensar em tu-do, não querer saber os motivos de tudo (e porquê acontece isto? Mas porquê?), adorava! Mas infelizmente não sou. Sou o género de pessoa que precisa de respostas, de explicações, que não vou lá com um "aconteceu porque a natureza quis...". Oi? Qual natureza, qual quê! Eu quero factos, coisas palpáveis, motivos, explicações... quero tudo isso. E já diz o velho ditado: "quem quer, paga.".

Acabei de fazer duzentas mil análises, estudos disto e daquilo, despistes de doenças, estudos genéticos e mais n coisas... estou 1317€ mais leve. Toma, que é para aprenderes a não ser tão chata! Para a próxima conforma-te e não tentes ir ao "x" da questão. És capaz de sair falida durante o processo...

Falida, porém aliviada! Nem seria "eu" se não quisesse averiguar as coisas a fundo. Nem teria paz se deixasse a coisa andar e embarcasse noutra aventura sem antes entender o que se passou. E nunca mais abro esta boquinha para me queixar do meu seguro de saúde, descobri que é a 8ª maravilha do mundo. Sim, meus amigos 1317€ foi com seguro de saúde, sem seguro a coisa ficava bonita. E não, infelizmente o nosso SNS não comparticipa este género de estudos (só após o 3º caso e eu não estou para isso). É a vida...

Tenho os braços tão furados que hoje, enquanto fazia a última das análises, a enfermeira disse-me "ai menina, você já nem tem veias para tirarmos sangue... vamos experimentar noutro sítio que não os braços?" de tão feio que a coisa está. Entretanto mudei de médico a meio do processo, estava a ser seguida no Hospital da Luz (que deve ter a melhor equipa de enfermagem obstétrica/ginecológica desse país, a sério, as enfermeiras de lá são ma-ra-vi-lho-sas!) mas agora quis o destino que encontrasse "o meu" médico nos Lusíadas e já não o largo mais. Ouviu-me durante imenso tempo e a primeira coisa que me disse foi: "então passou por tudo isso e ainda não fez o Estudo Genético das Trombofilias? Ai ai ai... vai já ter com este senhor aqui, amanhã, e vai fazer o estudo mais completo que há."

Estou a ser virada do avesso mas tão, tão aliviada que vocês não imaginam. Sei que vou encontrar o "x" do problema e sei que vou conseguir dar a volta à questão. Mas sem conhecer o "porquê" não consigo enfrentar um problema que não sei do que se trata. Estou empenhada de corpo e alma nessa missão e por isso não consigo ter tanto para vir aqui vos pôr a par das novidades. É incrível como essas experiências horríveis nos fazem relativizar tudo e pôr cada coisa no seu lugar certo na balança das prioridades. Pelo caminho, descobri um marido ainda mais incrível e uma mãe que se desdobra em mil para estar sempre disponível para mim. É como eu sempre digo: no auge do nosso sofrimento, é quando mais crescemos e mais aprendemos. E sim, eu agradeço a Deus por tudo. Ele tem todas as respostas e sabe o tempo certo para cada coisa nessa terra.

(Entretanto, agora que já terminei a maratona de exames - hoje fiz o último! - acho que consigo ir retomando as coisas por aqui. Obrigada por estarem sempre desse lado, vocês são as melhores leitoras!)
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05 fevereiro 2018

Dormi e acordei dez anos depois?

Sim, só pode! Só isso explica o fato desta miúda estar a atingir a maioridade. Como assim? Ainda na semana passada ela assistia ao Noddy e usava dois totós no cabelo. Como o tempo passou tão depressa? Não sei, eis um mistério. Acho que todos os pais (e irmãs muito mais velhas - meu caso) têm sempre a percepção que o tempo voa quando vemos o quão depressa as crianças crescem. Lembro-me tão bem do dia em que ela nasceu, da emoção que todo conta de toda a família (afinal, foram várias tentativas de inseminação artificial e muitas consultas médicas até que os dois tracinhos aparecessem no teste). E veio a nossa princesa, o presente mais especial de todos.

Hoje quando olhei bem para ela, arranjadíssima para comemorar os anos, a ficha caiu: quem é esta miúda com calças de ganga da secção adulta da Zara, botins de saltos altos, mala de "adulta" e madeixas ombré no cabelo? É mesmo a minha pequenina? A sério? Só posso ter adormecido e acordado dez anos depois. Só pode!

[parabéns, meu docinho de coco, que sejas muito feliz e que esse sorriso lindo sempre brilhe para nós. vamos estar sempre ao teu lado, protegendo esse coraçãozinho puro que ainda acredita num mundo sincero e sem maldade. amamos-te muito, daqui até a lua. para sempre.]
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04 fevereiro 2018

Quando os saldos são fraquinhos...

... uma pessoa lá se controla (a custo, minha gente, a muito custo) e compra míseros 10 itens. Dez coisinhas compradas nestes saldos, é um feito histórico para mim. Nos anos anteriores, numa só visita à Zara ou outras lojas do género, vinha logo abastecida para as intempéries (tipo dois ou três sacos cheios de roupa). Agora ando muito mais chata para fazer compras. A sério, eu digo isto e ninguém me leva a sério mas acho que envelheci (ou amadureci, também pode ser). Agarro numa peça que gosto. Olho a composição na etiqueta (só os velhos fazem isso), olho o preço, faço contas mentalmente a ver se o preço na etiqueta faz jus ao artigo (normalmente não faz), revejo as peças que tenho em casa e que podem combinar com aquilo, olho novamente e... o mais certo é voltar a pousá-la no cabide.

Ultimamente tenho achado as coisas caríssimas (outro sinal da idade) e é rara a vez em que compro algo fora da época de saldos. Não compensa, a sério. Quando quero/preciso de algo fora da época de promoções/saldos, recorro aos 3 grandes outlets próximos de Lisboa: Freeport (Alcochete), Strada (Odivelas) e o Centro Oportunidades El Corte Inglés (Dolce Vita Tejo). Não imaginam a quantidade de dinheiro que tenho vindo a poupar nos últimos tempos com esta "técnica"! Agora até me custa comprar artigos que não estejam em promoção, sinto sempre que estou a ser "lesada" :P

Nestes saldos dei uma enorme volta ao closet, despachei algumas coisas que já não usava/queria, vendi outras tantas (quando são peças caras ou que estejam novas, vendo-as no Ebay UK, vale muito a pena!) e percebi que não havia nada que me fizesse grande falta (é o que dá ter toda uma divisão cheia de roupa, sapato e malas!) pelo que comprei poucas coisas dessa vez:


Na Zara comprei duas tshirts com detalhes diferentes (de 9,99€ por 3€ cada) porque elas nunca são demais e ainda um porta-chaves com 3 pompons (1.99€) que achei fofo ;) Na H&M trouxe um vestido camiseiro em tencel (amo esse material) que custava 49€ e estava a 15€. Da Massimo Dutti veio a carteira em pele turquesa, pequenina e jeitosa para dias de verão (de 89€ por 40€). Acabei por ceder a um sobretudo corte em A da Benetton (com 70% em lã, quentíssimo) que era de 99€ e estava por 29€, além de ter uma cor tijolo que eu adoro e acho sempre que dá com tudo. Da Michael Kors vieram as duas pecinhas que comprei online (com mega desconto!) que são a alça em pele dourada e a etiqueta para pôr nas malas de cabine, tudo com 60% de desconto.

Em outlets foi onde fiz os melhores achados (como habitual): trouxe uns ténis da Puma (Puma Suede) em rosa blush, com atacadores em veludo (vieram também os atacadores "normais) que custavam 90€ e eu os trouxe por 21€ e nunca cor que fica super bem agora na Primavera. E do outlet da Burberry veio essa malinha (eu e malas = amor pra vida toda) no padrão clássico da marca, com um desconto supimpa de 60%. Adoro essas etiquetas de outlet, com descontos + descontos extras :)

E deste lado, muitas compras ou também acharam estes saldos fraquinhos como eu?
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