22 fevereiro 2018

E de repente acontece...

Um dia comum. Uma mulher de 31 anos, saudável, casada e mãe de dois filhos. Acorda, levanta-se, põe o miúdo de 5 anos na escolinha, volta para casa a tempo de amamentar a mais nova que faz 4 meses daqui a 15 dias. Passa o dia entre embalar a bebé, mudar fraldas e arranjar alguma comida rápida para o marido que não tarda chega do trabalho. Entretanto põe uma máquina de roupa a lavar, dá um banho à bebé e senta-se com as crianças no sofá para ver um desenho infantil. O marido chega, começam a pôr a mesa e sentam-se para jantar enquanto a pequenina dorme no ovinho e o mais velho assiste o desenho favorito na tv. De repente... acontece. Uma dor repentina no peito. Ela, branca como a cal da parede, não consegue respirar e desmaia. O marido e o filho de 5 anos em pânico. A bebé a dormir, alheia a todo o caos que se passa. Chamam a ambulância mas foi tarde demais: Um infarto agudo do miocárdio. Fulminante. Aos 31 anos.

Como aceitar esse tipo de fatalidade? Eu não sei! Era minha amiga de anos, estudamos juntas no 6 e 7º ano, nunca perdemos contacto, ela estava tão feliz com o nascimento da Clarinha, sempre quis ser mãe de menina e agora uma fatalidade dessas. Um miúdo de 5 anos que não para de perguntar pela mãe, uma bebé de 3 meses que se recusa a beber leite de biberão e chora incessantemente, um homem devastado pela morte da esposa... É muito difícil aceitar a vontade de Deus, especialmente na morte de alguém tão novo e tão cheio de vida. Nunca teve nenhum problema cardíaco, não tomava sequer medicação para nada. Estou em choque desde que soube. Não consigo deixar de pensar nas crianças sem a mãe (tão pequenos que eles são) e no quanto a vida é mesmo uma dádiva maravilhosa que merece ser vivida ao máximo porque nunca sabemos quando a chama se apaga. De repente acontece... e nunca vamos estar preparados.

Descansa em paz, Ju. Que o céu te receba em festa e que Deus dê sabedoria e consolo aos que vão assumir o papel de criar esses dois anjinhos. Até um dia.

Essa é a foto que melhor representa a minha amiga com os dois tesouros da vida dela: um fora e a outra dentro da barriga.

Que dor, pessoas. Não consigo parar de olhar o instagram dela e imaginar o que aquelas crianças vão sentir no futuro sem uma mãe amorosa por perto. É tão injusto...
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7 comentários

  1. Oh meu deus. Não consigo imaginar o que essas pessoas estão. Apesar. Esse pai. Deve ser tão difícil perder a mulher e ainda ficar com duas crianças que acredito muito parecidas com a mãe e ter de ser forte por todos.. um beijinho muito grande para essa família e um beijinho muito grande para ti! Os meus sentimentos:(

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  2. Oh Meu Deus. Que tristeza e que injustiça principalmente para os meninos e marido! Realmente há perdas que não conseguimos perceber como foram acontecer!
    https://jusajublog.blogspot.pt/

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  3. Que tristeza tão grande. Que dor. Inimaginável.

    Os meus sentimentos a todos.

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  4. Vivo esse sentimento desde 2ªFeira uma amiga com um menino de 9 anos e uma bebé de 1 ano sofreu um acidente e faleceu no local enquanto a mãe foi enterrada ontem o bebé luta pela vida. Quando vi a noticia do acidente pensei como era triste e intimamente pedi que não fosse ninguém conhecido ao ver apenas o nome referido num dos comentários simplesmente tive um mau pressentimento e que choque... Era ela não paro de pensar no menino, na bebé no resto da família. A morte não me assusta e todos temos como certo mas existem mortes tao trágicas, tao inesperadas sei la tao injustas é um sentimento de impotência não conseguir consolar o inconsolável. Um beijo Sílvia

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  5. Que tragédia! É realmente quase impossível aceitar algo assim tão duro. Que provação, meu Deus, que angústia a dessa família e amigos! Lamento muito a sua perda, que descanse em paz e que os que ficaram consigam continuar na graça e luz do Senhor.

    Beijos

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