26 junho 2018

Está tudo bem #parte2

Estou ainda em modo férias e com um bocadinho de preguiça de escrever, confesso (isto de andar afastada um mês e tal deixou-me logo desabituada, não pode ser). Vou assim pincelar umas dicas muito rápidas sobre a nossa viagem, na esperança de incentivar alguém a conhecer a Riviera Italiana e adjacências.
  • A velha dica de sempre: comprar os bilhetes de avião com antecedência. Nós compramos em Maio, não foi com muita antecedência mas nos garantiu um precinho muito amigável: 19€ no vôo Lisboa-Pisa (num horário merdoso, chegamos a Pisa depois da 1h da manhã mas não há cá milagres), depois conseguimos 24€ no vôo Pisa-Malta, tudo vôos Ryanair. A volta Malta-Lisboa estava a ser complicada (com escalas e horários difíceis de conjugar) de maneiras que optei por comprar com a Air Malta, a companhia de bandeira de ilha de Malta e estavam com uma óptima promoção: pagamos 39€ pelo vôo. 
  •  Eu queria MUITO conhecer as Cinqueterre. Era um fetiche que eu tinha com aquelas terriolas que ninguém era capaz de compreender. Eu via fotos de lá e suspirava! Era uma viagem que teríamos feito em 2016 (e já tínhamos pago tudo: vôos, hotéis, etc) quando soubemos da doença da minha avó e foi no período em que decidimos trazê-la para Portugal. Eu tinha viagem para dia 6, a minha avó faleceu no dia 3. Fiquei com a viagem entalada mas nada me faria sair do lado dela naqueles últimos tempos. Entretanto dessa vez bati o pé: não sairia de Itália sem pisar naquelas cidadezinhas fofas! Apanhamos o comboio de Pisa para La Spezia (8€) e lá chegando compramos o CinqueterreCard que nos permitia viagens ilimitadas de comboio entre todas as 5 Terres: Monterroso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore. Foi do caraças! Estourei o cartão de memórias da máquina nesse dia: cada esquina era um flash!
  • Estivemos 3 dias em Pisa e deu para ver os principais pontos, a cidade é minúscula, fizemos quase tudo a pé, achei o centro bem perigosinho à noite (a cidade não me deixou encantada, digamos) e tudo absurdamente caro. Senti-me tão roubada em Pisa! Uma coca-cola de lata num café qualquer 3€, um pequeno-almoço para eu e o meu marido ficou em 18€ (duas sandes, 1 café e um sumo, acreditem). Para irmos a qualquer casa de banho, tínhamos que pagar 1€ (os cafés e restaurantes não têm wc público). Enfim, digamos que não deixou grandes saudades...
  • Em Malta a ideia era andarmos de transporte público mas comecei a ler muita gente a falar que sem carro não conseguiríamos ir aos sítios mais bonitos (e mais escondidos) e que o calor era abrasador, pelo que no carro sempre tínhamos mais conforto (e ar condicionado na tromba). O meu marido não queria por nada conduzir à inglesa (em Malta a condução é ao contrário da nossa), mas lá o convenci e alugamos o carro logo no aeroporto. Remédio santo! Pagamos 128€ pelo aluguer (já com seguros totais e sem reterem qualquer valor no nosso cartão de crédito, que eu depois da burla com o meu Amex na Grécia ando um medo de entregar o meu cartão em mãos alheias). A primeira vez a conduzir pelo lado oposto foi a loucura (e fazer rotundas a entrar pela esquerda? um mimo!), entramos no sentido proibido algumas vezes mas no geral correu super bem e foi um descanso!
  •  A comida em Malta fez-me alguma impressão, mas pronto, vocês sabem que eu sou esquisita para provar novos pratos, sou comichosa com a ideia de não saber o que é que mandam lá para dentro. Tinha ouvido falar muito bem das empadas e quiches em Malta, decidi provar. Perguntei quais eram os sabores disponíveis: coelho... ou cavalo! Epá, não dá. Ainda arrisquei a de coelho mas o sabor era mesmo muito forte. 
  • Se querem apanhar um bronze daqueles à Pelé, Malta é o sítio perfeito. Muitíssimo calor, sol a brilhar todos os dias e um bafo que não se aguentava. Eu acho que saí em todas as fotos de chapéu porque apanhei um escaldão na testa logo no segundo dia! Entre as 12h e as 14h eu não me atrevia a sair na rua, ficava logo toda peganhenta, transpirada, cheia de tonturas... nessas horas estava sempre na piscina do hotel ou numa praia qualquer, mas na cidade era impossível!
Já a comida em Itália... upa upa! Uma pessoa não tem mesmo do que se queixar: tagliatelis, gelados maravilhosos, raviolli, lasagnas, pizzas de chorar por mais.... é a puta da loucura. Não sei como as italianas são tão elegantes com tanta comida boa por ali! Eu fiquei uns dias e já me sentia a própria Popota tamanho o enfardanço de coisas calóricas. Mas foi incrível, valeu cada grama ganha (mentira, nunca valem...) e eu já estou aqui a salivar por férias novamente, raça do bichinho!
SHARE:
© A GAROTA DE IPANEMA . All rights reserved.
MINIMAL BLOGGER TEMPLATES BY pipdig