04 novembro 2018

Pago eu ou pagas tu?

Preciso compartilhar o meu "choque" com vocês, pessoas. Presenciei esses dias uma situação que me fez ficar de olhos em bico... Estava eu na fila do supermercado à espera de ser atendida quando reparo no casal à minha frente, deviam ter praí 30/35 anos e tinham um miúdo de uns 4 anos. O miúdo fazia uma birra monumental porque queria levar um boneco da Patrulha Pata, a mãe a assobiar para o lado, o pai idem. Às tantas o miúdo manda-se para o chão, aos gritos e pontapés, e a mãe diz para o marido: "olha, leva lá o boneco, pagas tu dessa vez." e o marido responde qualquer coisa como: "olha, este mês já eu paguei os ténis e o casaco dele, esqueceste? Agora pagas com o teu dinheiro..." e eu, que nem sou nada cusca (cof cof) dei logo um apertão na mão do meu marido (é o nosso código quando queremos mostrar alguma coisa ao outro na rua e não podemos dar cana) e ele ficou igualmente parvo. Sussurrou-me baixinho "foda-se, olha-me estes, a fazer divisão de um dinheiro comum... e pior, para o filho!"

A mim faz impressão ouvir casais comentarem "pago eu ou pagas tu?" quando são compras comuns, contas da casa, renda, compras para os filhos, sei lá! Se fazem vida em comum, como conseguem depois na hora de pagar fazerem essa divisão ridícula do "ontem paguei eu, hoje és tu?", acho tão deselegante, para não dizer mesquinho.

Não sei se por ter sido criada numa família onde nunca se deu grande importância a essas divisões, o meu padrasto recebia o ordenado e entrega os cartões bancários na mão da minha mãe, a conta era comum, usavam os dois o mesmo dinheiro e nunca em 20 anos de casamento vi os dois a discutirem por causa da dinheiro.

Quando casei foi a mesma coisa. Abrimos uma conta-conjunta, é nessa conta que caem ambos os ordenados e temos dois cartões multibanco onde cada um gasta conforme quiser. O valor que sobra no fim do mês é transferido para uma conta-poupança e ninguém se chateia. Tínhamos cada um uma conta individual mas no início desse ano vimos que não fazia sentido continuar com duas contas e centralizamos tudo num banco só, numa conta única. Zero chatices até o momento.

Depois do amor, o segundo pilar de uma relação, na minha opinião, é a confiança. E confiar implica dividir tudo com o outro. Assim sabemos sempre quanto temos, se dá para comprar isto ou aquilo, planear viagens com o dinheiro extra... torna tudo mais fácil. Se os nossos objectivos são comuns, para que andar a separar "o meu" e o "teu" dinheiro? Cá em casa não há disso. É tudo de ambos. E sim, há uma significativa diferença entre os nossos ordenados (o meu marido ganha 45% a mais que eu) mas nem por isso fazemos esse género de contas. É tudo dos dois.

Então quando há filhos envolvidos, menos sentido faz andarem a discutir ou jogar na cara um do outro quem é comprou os ténis, quem comprou o casaco, quem paga a creche... pelo amor de Deus. A criança é um elo comum ao casal, é responsabilidade dos dois, que mesquinhez ter esse tipo de atitudes! Ufa, precisava desabafar! E vocês, são a favor ou contra a divisão do dinheiro entre o casal?
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38 comentários

  1. oLÁ Anne,

    na minha opinião o melhor método é cada um ter uma conta ordenado individual e depois terem uma conta conjunta onde cada um deposita metade das despesas mensais (renda, luz, água, gás, supermercado, infantários, etc). Se houver uma grande diferença de salário aí o q ganha menos deveria aportar menos. E com o que sobra cada um que compre o que quiser. Não acho mt justo no caso de um dos membros gastar mt dinheiro com roupas por exemplo, o outro ver-se prejudicado). Mas é só a mh opinião, claro. Beijinhos

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    1. Olá Inês ;)
      Nós já tivemos esse método no princípio e achamos pouco prático porque implicava gerir 3 contas (uma delas com custos associados - as outras duas por serem "conta-ordenado" não tem custos de manutenção) e decidimos unificar tudo para ser mais prático. Eu sou a que mais gasta do casal (o meu marido só gasta em viagens e tecnologia) mas tentamos sempre equilibrar as coisas e ninguém se chateia.

      É engraçado ver pelos comentários como isso é mesmo algo "pessoal" e que varia muito, há casais que funcionam lindamente com uma gestão que para mim, por exemplo, jamais resultaria :)
      Beijinhos

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    2. Olá :)
      Uma pergunta, em parte dúvida, em parte curiosidade que até pode parecer irrelevante. Dividindo a conta com o seu marido, quando compram coisas para oferecer um ao outro, tentam pagar em numerário, ou assumem logo à partida que a outra pessoa vai perceber quanto custou a prenda? Ou até descobrir a existência de uma futura prenda ao ver o extracto bancário por coincidência antes de a receber? Ou não têm por hábito espreitar o extracto ao final do mês?
      Tenho sempre muita curiosidade em saber como os outros gerem os seus orçamentos para ir apanhando "dicas"
      Beijinhos :)

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  2. Bem, se não dividem o dinheiro como podem dividir o resto? no resto leia-se tudo, tais como preocupações, angustias, alegrias, tristezas, felicidade de ter sido promovido no trabalho, felicidade de ter ganho um prémio, felicidade de uma gravidez, ou tristeza de problemas de saúde ... ou se está casada ou não se está casada, não faz sentido separar dinheiro!

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    1. Maggie, tiraste-me as palavrinhas da boca: "Bem, se não dividem o dinheiro como podem dividir o resto?" :)

      É assim que penso, acho que uma união deve ser total, sem receios, sem divisões disto ou daquilo. Ou é, ou não é. Sou um bocadinho radical nesses assuntos, cá em casa partilhamos mesmo tudo: contas, problemas, alegrias, a senha do telemóvel, tudo. Só assim faz sentido para nós.

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  3. Concordo plenamente contigo!

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  4. Durante muito tempo não fiz separação nenhuma de dinheiros cá em casa, enquanto o dinheiro sobrou e dava para guardar corria tudo bem, depois as despesas foram aumentando e começou a não sobrar. O meu marido era mais gastador do que eu e eu abdicava de comprar para mim porque depois não sobrava nada para guardar, ou para comprar alguma coisa " maior" cá para casa. Era eu que geria a conta, e começou a não sobrar dinheiro para viajar e etc. Depois de um momento mais atribulado no casamento decidimos que não funcionava mais assim e adoptamos outro método. Recebemos os ordenados na mesma conta ( ele ganha mais do que eu) pagamos de lá todas as despesas comuns e transfiro partes iguais para uma conta individual. Esse dinheiro cada um gere o seu e serve para gastos pessoais como roupa, saídas, produtos de beleza etc. Posso dizer que para mim foi o melhor já não tenho de abdicar do que eu quero, não tenho de estar sempre a pensar se " me permito a um pequeno luxo" e ainda faço uma poupança pessoal. Ele pelo menos compreende que se não podemos viajar não é por minha culpa que não quero gastar nisso, mas sim porque não soube gerir o dinheiro dele para sobrar para isso. Claro que nem tudo é perfeito, mas corre melhor assim para nós. Acho que qd o dinheiro sobra é sempre mais fácil, o problema é qd é tudo muito à conta e um dos elementos do casal é muito mais gastador do que o outro.

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    1. Olá Pétala, compreendo perfeitamente. Felizmente há alguns anos que não sei o que é contar tostões e talvez por esse motivo o assunto "dinheiro" é um não-assunto cá em casa, não se discute sobre isso, não se divide dinheiros, lá está, porque sobra sempre. Numa situação de aperto económico, certamente que teria que repensar muitas coisas e já não podia gerir da forma descontraída como faço actualmente.

      Ainda bem que encontraram um método eficaz para vocês e que vos permite viver da melhor forma sem terem que abdicar de uns miminhos (que verdade seja dita, às vezes sabem pela vida!). As maiores felicidades :**

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  5. Para mim faz todo o sentido a divisão de dinheiro em certas coisas. Há coisas que são comuns, casa, comida, despesas, etc. E depois há as coisas que cada um compra, que faz sentido para um e não para outro. A história do brinquedo apesar de ser filho de ambos, não me parece uma necessidade nem uma despesa comum (a roupa já acho uma despesa de ambos), mas sim a cedência a uma birra e quem deu a parte fraca que se chegue à frente para pagar. Para mim só fuciona uma conta em conjunto para coisas de facto em conjunto, agora para caprichos e coisas pessoais cada um deve ter a sua conta. Mas sinceramente? Não é assunto que me tire o sono, e se visse ao vivo não me tiraria a atenção nem ficaria a pensar na situação , pelo simples motivo que não conheço a realidade daquele casal e nisto das finanças conjugais cada um sabe o que melhor funciona para si.

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    1. Compreendo o ponto de vista mas no meu caso acho que a vida deve ser comum (e não apenas a casa, a comida, a renda, etc) e por isso fazemos questão de partilhar mesmo tudo. No caso dos filhos então, menos sentido faz para mim que haja essa separação... Talvez por isso tenha ficado um bocado impactada com a cena que vi (mas longe de me tirar o sono... dormir é o que faço melhor) e achei que era um assunto giro para debatermos aqui (e a julgar pelos comentários tão distintos, vemos que realmente o que funciona para um casal nem sempre funciona para o outro).

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  6. Sou da opinião que devemos ter uma conta conjunta com o nosso companheiro mas que devemos manter também a nossa conta individual. Não é uma questão de desconfiança mas sim uma questão de prudência. Nunca saberemos o dia de amanhã e nem como as coisas vão correr. Os meus pais, por exemplo, estiveram casados 25 anos e sempre tiveram apenas uma conta. Contudo, quando decidiram separar-se (1 divórcio litigioso)foi um trinta e um para que o dinheiro fosse dividido pelos. E a minha mãe viu-se "presa" numa situação onde não tinha dinheiro (porque o da conta conjunta estava bloqueado até sair a decisão da justiça) e com duas filhas a estudar. E como a situação dos meus pais existem milhares. Sou da opinião que não tem nada de mal ter uma conta individual à parte da conta conjunta.

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    1. Sim, também já pensei nisso (no início do casamento, confesso). E se? - como diz a minha mãe, nunca conhecemos de facto uma pessoa até as coisas correrem mal. Mas com a confiança e a convivência, percebi que esse receio não fazia sentido para nós (o meu marido é a pessoa menos materialista e agarrada ao dinheiro que conheço...) e por isso acabei por esquecer o assunto. Lamento a situação da sua mãe, a minha também já passou por algo do género e foi mesmo uma merda. Mas eu prefiro continuar a ver o lado bom das pessoas e acreditar sempre no melhor ;)

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  7. Nunca me deparei com uma situação destas, ou pelo menos que tenha notado… Como pediste opiniões, bom, eu acho absurdamente ridículo. Quando duas pessoas decidem ser uma pela outra, tudo tem de fazer parte. Se já têm um filho, pressupõem-se que vivam juntos e que tenham construído uma vida a 2 (3), que sentido faz andar a fazer divisões entre o que é de um e o que é de outro? não faz muito sentido.

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    1. Pois, é exactamente esse o meu ponto de vista. Simplesmente, não faz sentido para mim que ajam assim enquanto casal que partilha a vida. E menos sentido quando há um filho desse relacionamento. Mas lá está, cada um sabe de si...

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  8. Talvez por ver esse exemplo em casa e nas pessoas que me rodeiam, não imaginava outra forma de gestão de dinheiro em casal que não a total partilha. Quando eu e o meu namorado decidimos viver juntos, fomos abrir uma conta conjunta para onde passamos todo o dinheiro que cada um tinha e onde caem os ordenados e de onde saem todas as despesas. À parte disso, temos uma conta poupança conjunta também. Nenhum de nós tem dinheiro sem ser nessas contas às quais o outro tem acesso.

    Para mim só faz sentido assim e nunca houve problema nenhum. Gastamos o que queremos/podemos, sem estarmos preocupados com o que o outro vai achar. É dinheiro dos dois, gasto pelos dois. Se eu gasto mais ou ele gasta mais, ninguém fica chateado com isso. Temos apenas a cortesia de informar se compramos alguma coisa (para o outro saber que aquele dinheiro saiu da conta e com o que ainda pode contar) mas as coisas grandes, falamos sempre antes.

    Tenho amigos que dividem tudo quase ao cêntimo e eu acho muito desconfortável viver assim e presenciar isto também, mas se resulta para eles...
    Há meses houve uma discussão muito interessante sobre este tema no blog da S* (as minhas pequenas coisas), onde uma anónima explicou e foi respondendo a imensas perguntas sobre a forma como gere o dinheiro com o marido e vi o exemplo extremo: guardam faturas do pão para o outro pagar a sua parte (se compram 4 pães, cada um paga 2), ela paga À parte os produtos de higiene feminina quando vão às compras pq "não é justo" ele pagar por pensos, por exemplo, já que não vai usar, têm sabonetes diferentes em casas de banho diferentes pq um quer de marca e o outro quer do continente, já disseram que vão dividir tudo quando tiverem um filho, ele queria uma cadeira e ela não, então ele comprou mas ela não se pode sentar nela... São exemplos extremos e podemos identificar-nos ou não, mas cada um tem que fazer aquilo que resulta para a sua relação.

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  9. Percebo o que diz mas a meu ver não deixamos de ser pessoas individuais só porque vivemos com alguém...até porque o amor é lindo mas já vi muita coisa e acho que cada um deve ter o seu dinheiro a sua conta e depois terem um conta conjunta para a vida em conjunto. Já vi casos de irem embora com amantes e raparem o dinheiro porque a conta é conjunta e outro ficar sem dinheiro...alguém não estar la muito feliz e não conseguir poupar nada porque o outro gasta tudo e mais alguma coisas etc. Poderia estar aqui a enumerar um conjunto de coisas, a confiança deve existir mas não devemos deixar de ter as nossas coisas na totalidade é mais ou menos como deixar de trabalhar, por opção, para viver só com o ordenado do outro, mais cedo ou mais tarde é conta vai chegar, vai levar com: "eu que pago tudo, não fazes nada"...etc

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  10. Nós aqui em casa mantemos as nossas contas individuais e temos uma conjunta. Todos os meses transferimos dinheiro para essa conta de forma igual e gerimos tudo o que seja comum (renda, compras de casa, jantar fora, etc)através dessa conta. O restante fica nas contas individuais de cada um que é onde caem os nossos ordenados.
    https://jusajublog.blogspot.com/

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    1. Igual aqui! e para mim essa é a melhor opção :) Cada qual tem a sua conta individual e em conjunto temos uma conta para onde transferimos todos os meses X euros para despesas do mês (casa, luz, gás, net, mercearia,...).
      Isto porque enquanto eu sou mais poupada o meu namorado já não. Tem moto, carro,3 afilhados e 2 sobrinhos a quem dá prendas no aniversário, Páscoa e Natal e eu não acho justo estar a privar-me para depois ter que contribuir para um "peditório" que não é meu :p

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  11. Para mim e para o meu marido so faz sentido ter em comum desde sempre pois é assim que temos construído o nosso Patrimonio mas ainda hoje lembro-me de uma colega de trabalho quando soube como geríamos as nossas contas, ficou chocada pois achava que não tinha que participar nos gastos individuais do companheiro ou vice-versa. Respeitei o ponto de vista dela mas para mim na altura funcionava muito bem e hoje em dia também estamos há 20 anos juntos com 3 filhos a construir a nossa família, o nosso lar acima de tudo a motivar-nos um ao outro.

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  12. Ui, acho que não pode ser tão linear assim! Na minha família a coisa sempre foi gerida com contas comuns e nunca houve qualquer problema. Entretanto tenho um caso bem próximo de uma pessoa que se lixou à grande por confiar numa parceira que lhe usava o dinheiro e nem as contas pagava...Felizmente creio que a maior parte das pessoas não são desonestas e terá sido um caso extremo.
    Ainda não fui viver junta, mas é uma questão na qual tenho pensado! No meu caso estamos em patamares muito distintos, não em termos de salários, mas de despesas porque ele tem filhos. É justo existir uma conta para pagar as despesas comuns, mas por exemplo a minha conta poupança? Que é dinheiro que juntei sozinha para uma eventualidade? Assim como ele tem casa e eu não tenho. Eu acho que devo ficar com a minha conta poupança para o caso de ter algum problema no qual ele não me vai poder ajudar, assim como também acho inconcebível que venha a colocar a casa dele no meu nome, mesmo que lhe ajude a pagar o empréstimo. Por outro lado colocando as coisas assim parece que já estou a entrar nesta relação com um pé atrás...mas shit happens

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  13. Anne, cada um sabe como gere o seu casamento. Os meus pais sempre tiveram conta conjunta. Foi sempre um não assunto mas eu já penso de maneira diferente. Eu e o meu marido temos uma conta em conjunto para despesas mensais, seguros de saude, mobílias... Para as despesas com combustivel, seguro carro, almoços, gastos diários, futilidades cada um tem a sua conta. O meu marido ganha quase o triplo de mim . Não acho justo ter o mesmo nível de vida que ele se não ganho para isso! devemos ter humildade para pensar que casar "com um rico/a, não quer dizer que depois de casada passe a ser rica também". Eu não penso assim mas infelizmente há muitas pessoas que gostam de se encostar ao estatuto do cônjuge. Muito feio!!! É por isso que muitos/as vivem bem enquanto casal mas se decidem se separar, o nível de vida desce muiiito. Por isso, é que vemos muitos casais que não se separaram pelo estatuto que adquiriram. Às tantas, Anne, já nem sabem se estão juntos pelo amor ou pelo nível de vida. Saber gerir o que é meu é um verdadeiro desafio, caso contrario com muitos/as teria uma vida muito fútil.

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  14. já assisti a situações muito semelhantes e também me faz muita confusão. Confesso que não entendo um casamento dessa forma. Acho até que é o primeiro sintoma de muita coisa que não vai dar certo... mas por outro lado tenho imensa gente conhecida que funciona muito bem assim. Para mim não dá.
    bjuu

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  15. cada um com conta individual de onde sai metade do salário de cada um para uma conta conjunta para despesas comuns (casa, contas mensais, supermercado,filhos,...)

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  16. trabalho com um senhor que funciona mais ou menos assim, um mês as contas são dele, no outro mês as contas são dela. é uma guerra quando há um gasto não habitual. quando um deles precisa de dinheiro, o outro empresta, e cobra juros. não perdoam nem um cêntimo um ao outro e acontece o mesmo com as tarefas domesticas. são pessoas com uma rotina calculada ao minuto e ao cêntimo, mas são felizes assim, dizem

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  17. Estou casada á 27 anos e sempre tivemos conta conjunta, zero problemas!! Temos outra só para poupança!

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  18. Concordo em absoluto com quem diz que não deixamos de ser pessoas individuais só porque vivemos com alguém, e que o amor não implica a partilha absoluta de tudo. Vivo junta há 5 anos e não temos conta conjunta. O meu namorado tem a responsabilidade de pagar a renda logo no inicio do mês, que é o custo maior, e ao longo do mês sou eu que vou pagando as contas da casa, despesas grandes de supermercado, jantares fora etc, mas vou apontando de modo a ter o custo total dessas despesas (assim ajuda também a termos noção dos gastos). Depois no início de cada mês eu transfiro para o meu namorado a minha parte da renda, subtraindo a parte dele das despesas do mês anterior. E entendemo-nos muito bem assim! Todas as outras coisas pessoais tipo roupas, produtos de higiene, ginásio, "futilidades".. cada um compra e gasta do que tem na sua conta como quiser, e sinceramente não me faz sentido de outra forma! Eu compro muito mais que o meu namorado, coisinhas pequeninas tipo roupas e decorações que não lhe dizem nada, e não acharia mesmo justo ele estar a contribuir para os meus devaneios. Por outro lado, ele quando compra são coisas de valor bastante mais elevado e muito especificas (gadgets, coisas de computador ou de fotografia que é a sua profissão), e para mim não faz mesmo sentido estar a contribuir.. e não o amo menos por causa disso. E vendo casais amigos que dividem tudo, tenho a certeza absoluta que este sistema já nos poupou muitas chatices! Cheguei a ter uma conversa com uma amiga em que ela dizia irritada "pois ele gastou imenso numa câmara fotográfica portanto para compensar estive a ver o que podia fazer, e decidi começar a fazer umas massagens no sitio X".. achei isto completamente surreal!! Outro caso, um casal super feliz e equilibrado, mas em que ela infelizmente teve depressão pós-parto, e uma das coisas que teve foi ficar obcecada com a saude do bebé.. então todos os dias ia à farmácia gastar centenas de € em produtos e medicamentos sem ele saber, sendo que ele só descobriu quando chegou um mês ao dia 8 e tinha 0€ na conta (tinham apenas essa conta). Isto é um caso extremo mas serve para exemplificar que, por melhor que se conheça a pessoa e por mais amor que haja, shit happens all the time, e convém que haja alguma rede de segurança individual.
    Quando tivermos um filho sei que as coisas vão ficar mais confusas porque há uma terceira pessoa com gastos elevados para os quais ambos teremos de contribuir, e aí sim imagino que já nos fará sentido criar uma conta conjunta para onde cada um transfere parte do salário. Mas iremos sempre manter as contas individuais!

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    1. Conhece a aplicação splitwise? Funciona muito bem para este tipo de "gestão familiar". Só temos de inserir os valores e a aplicação vai fazendo as contas por nós ;-)

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    2. Eu e o meu marido estamos/vivemos juntos há 8 anos e também fazemos essa divisão :) sempre ganhámos ambos mais ou menos o mesmo, sempre houve dinheiro suficiente para as despesas fixas + individuais, pelo que sempre mantivemos ambas as contas que já tínhamos de solteiros e cada um as usa individualmente. Como tenho cartão de refeição do trabalho e ele não e sou mais organizada, normalmente eu pago as despesas comuns e aponto o que paguei e uma vez por mês ele transfere-me a parte dele. Não vamos ao ponto de dividir os produtos comprados (como referem acima do champô de um ou de outro), a conta de supermercado independentemente do que leva dividimos a meias. E se forem coisas pequenas ou paga um ou outro e nem apontamos, só dividimos as coisas maiores e sempre a meias (não andamos a ver se um pediu sobremesa no restaurante e o outro não, por exemplo). Depois as despesas de cada um, tipo roupa que cada um compre, etc, cada um paga da sua conta. Para nós resulta assim porque ambos trabalhamos e gostamos da ideia de gerir as nossas despesas, de ver o salário de cada um a entrar na respectiva conta e de vermos quanto estamos a poupar, como gerimos o nosso dinheiro. Felizmente, como referi, sempre ganhámos bem e nunca faltou dinheiro, por isso sempre foi indiferente como se pagava e ambos temos a mesma lógica de poupança e de prioridade nos gastos. Mas por uma questão de respeito e de individualidade gostamos de saber que cada um ganha e gere o seu. Estou grávida e tudo o que comprámos para a nossa bebé foi assim: eu fui pagando, apontava, dividia ao meio e no final do mês entrava na transferência que ele me faz.

      Isso nem põe em causa que, se algo não corresse bem para um, se ficasse doente, ou desempregado, que o outro apoiaria e suportaria os gastos. Isto não invalida que vejamos o que entra como dos dois. Mas também temos aquele orgulho da nossa carreira e no que é o fruto do trabalho de cada um para nos sentirmos mais à vontade com um ou outro gasto que é individual se isso provier da conta de cada um.

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    3. Anónimo das 17h06, sou a anónima do comentário original - obrigada pela dica, vai facilitar muito!!
      Faço minhas as palavras da anónima das 17h21, é exactamente assim que fazemos e pensamos :)

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  19. Não entendo com conseguem partilhar a cama (entenda-se vida) e não a carteira. Concordo com a Anne, tambem so temos uma conta conjunta e somos casados a 22 anos e zero problemas. Eu ja ganhei mais do que ele, ele a ganhou mais do que eu, eu ja estive desempregada e sempre correu bem assim. Mas cada um sabe de si. Sempre foi assim em casa dos meus pais e nao me via a viver de outra maneira. Beiinhos Anne

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  20. Anne, o meu marido ganha quase 10x o meu ordenado e mesmo assim temos tudo junto numa única conta. Como dizes, a confiança é um grande pilar de uma relação. Ele sabe q eu sou super organizado com o dinheiro e não esbanjo. Pagamos tudo em conjunto daquela conta e não há cá “ganhas mais então pagas mais” ou “ganhas menos por isso N podes gastar”. No primeiro ano em q vivemos juntos tínhamos 3 contas: uma em conjunto e 2 individuais mas eram mtas contas e era parvo dividirmos tudo e abolimos rapidamente esse esquema.

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  21. Este tema diz-me muito, pois chegámos a separar-nos em parte também por não termos conta conjunta e isso para mim, era sinal que não queria um compromisso sério, e eu sentia que pagava todas as despesas. Voltámos, estamos juntos faz 8 anos e cada um tem a sua conta e depois uma conjunta, onde colocamos um x para as despesas da casa (ao banco, luz, agua, ... e agora as coisas do nosso filho e jantares no restaurante)...
    Já aconteceu dividirmos contas no supermercado, pagamos a meias, cada um dá o seu cartão.
    Ganhamos quase o mesmo, mas ele gasta imenso em roupas, ninharias gadgets e afins, eu gasto muito em combustível e seguros... ele tem zero poupança, eu já tenho uns alguns milhares de euros, não faz sentido ter uma conta única para o ver a gastar e eu a tentar poupar. O q importa é sermos feliz, quanto ao vexame, quem não quer ver, que vire a cara.

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  22. Também uso o aperto de mãe como forma de código com o meu marido Haha. Relativamente ao assunto, já tinha percebido que muitos casais fazem divisão do dinheiro. Também me faz alguma confusão. O meu marido ganha quase o dobro de mim mas ainda assim a nossa conta é conjunta. Temos em conta as necessidades de ambos e encontramos um ponto de equilibrio e tem funcionado muito bem.

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  23. Acredito que há casais que sentem esta necessidade...e quiçá até seja uma forma de autogestão...não sei

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  24. Até ao início da minha adolescência, vi os meus pais discutirem por causa de dinheiro (e praticamente só discutiam por esse motivo. Tinham conta conjunta, mas ele é muito frugal e ela mais gastadora, e ele não lidava bem com isso. Até ao dia em que decidiram que o melhor para ambos seria ter contas separadas, e acabaram-se esses problemas. E sim, muitas vezes tinham que decidir quem comprava o quê para mim, e isso nunca me incomodou. Eu, honestamente, tenho a visão de que o dinheiro é de quem o ganha, e se tivesse conta conjunta andaria sempre a fazer contas para saber quanto daquele dinheiro era o meu, porque não consigo ver como sendo dos dois. Sentir-me-ia extremamente mal se fosse às compras e estivesse a gastar dinheiro dele. E atenção, isto não significa que não paguemos coisas um ao outro de vez em quando, mas essa divisão é-nos essencial.

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  25. Para alguém a quem faz tanta confusão que se metam na sua vida e na forma como gasta o seu dinheiro é curioso que seja tão intrometida na forma como os outros gerem o dinheiro deles. Fica tão feio julgar assim e, pior que isso, assumir uma postura de "superior" só porque pensa de outra maneira. Julgava-a melhor que isso...

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    1. Alerta, alerta, a Anne quer debater um tema e ouvir opiniões divergentes, quanta ousadia! Off with her head!!...Já cá faltava a patrulha moral. Ide de volta para o mundo utópico onde ninguém faz julgamentos sobre ninguém e ninguém ofende ninguém e onde não há críticas e mimimi's que tais.

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